Guia Completo de Extensões de Arquivos: Significado e Como Abrir Cada Tipo

Guia completo de extensões de arquivos no Windows 11 com exemplos de PDF, DOCX, JPG, XLSX, ZIP, MP4, MP3, EXE, DLL, ISO e RAR.
Extensões de arquivos identificam diferentes formatos, como documentos, imagens, vídeos, arquivos compactados, executáveis e arquivos de sistema.
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.PDF, .JPG, .DOCX, .XLSX, .MP4, .ZIP, .EXE, .DLL, .DAT, .BIN, .ISO

Quem utiliza um computador encontra essas siglas diariamente. Algumas são tão conhecidas que praticamente deixamos de perceber que fazem parte do nome do arquivo.

Mas o que exatamente significa uma extensão de arquivo?

Por que uma fotografia pode terminar em .JPG, enquanto outra termina em .PNG, .WEBP ou .HEIC?

Qual é a diferença entre .DOC e .DOCX?

Por que um arquivo .CSV abre no Excel, embora não seja propriamente uma pasta de trabalho do Excel?

O que existe dentro de um .ZIP?

Um .EXE é sempre um programa?

Para que serve uma .DLL?

E como descobrir qual programa consegue abrir uma extensão desconhecida?

Neste guia da VMIA vamos construir uma verdadeira referência de extensões de arquivos, partindo dos formatos encontrados diariamente no Windows até extensões utilizadas em programação, bancos de dados, máquinas virtuais, certificados digitais, CAD, edição profissional, backups e componentes do próprio sistema operacional.

Ao longo do guia veremos centenas de exemplos organizados por categoria, sempre procurando responder quatro perguntas:

O que significa a extensão?

Que tipo de arquivo ela representa?

Para que é utilizada?

Qual programa pode abrir ou utilizar esse arquivo?

Antes da enorme lista, porém, precisamos entender o conceito. Saber que .PDF abre em um leitor de PDF é útil. Entender por que o Windows reconhece aquele arquivo como PDF é ainda mais importante.


O que é uma extensão de arquivo?

A extensão é normalmente a parte localizada depois do último ponto no nome de um arquivo.

Veja:

relatorio.pdf

Podemos separar o nome em:

relatorio
    +
.pdf

relatorio é o nome escolhido para o arquivo.

.pdf é sua extensão.

Outro exemplo:

ferias.jpg

Temos:

ferias
  +
.jpg

Nesse caso, .jpg indica que estamos lidando com uma imagem no formato JPEG.

Em:

planilha.xlsx

a extensão é:

.xlsx

Em:

programa.exe

a extensão é:

.exe

Em:

biblioteca.dll

a extensão é:

.dll

A extensão fornece ao sistema operacional e aos programas uma indicação importante sobre o tipo de arquivo e como ele normalmente deve ser tratado.


A extensão faz parte do nome do arquivo?

Sim.

Embora o Windows possa esconder extensões conhecidas no Explorador de Arquivos, elas continuam fazendo parte do nome.

Você pode enxergar:

Relatório

enquanto o nome completo é:

Relatório.docx

O Windows apenas está ocultando visualmente .docx.

O arquivo não perdeu sua extensão.


Por que o Windows pode esconder extensões?

Para deixar nomes mais simples para usuários comuns.

Se o Windows já reconhece um documento como arquivo do Word, mostrar apenas:

Contrato

pode parecer mais amigável que:

Contrato.docx

O problema é que esconder extensões também remove uma informação extremamente útil.

Dois arquivos visualmente semelhantes podem ser:

contrato.pdf

e:

contrato.exe

Quando as extensões ficam visíveis, fica muito mais fácil compreender o tipo real indicado pelo nome.

Por isso, usuários técnicos frequentemente preferem manter as extensões visíveis.


Como mostrar extensões de arquivos no Windows 11?

Abra o Explorador de Arquivos.

Você pode utilizar:

Windows + E

Depois acesse:

Exibir → Mostrar → Extensões de nomes de arquivos

Ative a opção.

Agora o Explorador poderá mostrar:

foto.jpg

documento.pdf

planilha.xlsx

programa.exe

em vez de apresentar somente os nomes sem suas extensões conhecidas.


Extensão e formato são exatamente a mesma coisa?

Não necessariamente.

Essa distinção é importante.

A extensão é a parte do nome, como:

.jpg

O formato descreve como as informações estão estruturadas e codificadas dentro do arquivo.

Na utilização cotidiana, frequentemente usamos os termos quase como sinônimos porque existe uma relação direta.

Mas tecnicamente podemos fazer algo absurdo:

foto.jpg

e renomear para:

foto.png

O nome agora termina em .png.

Porém, os dados internos não foram magicamente convertidos de JPEG para PNG.

Mudamos a extensão.

Não convertemos o formato.


Renomear a extensão não converte um arquivo

Essa regra merece destaque:

Alterar a extensão de um arquivo não equivale a converter seu formato.

Imagine:

imagem.jpg

Renomeamos para:

imagem.png

Isso não executa uma conversão de imagem.

Para converter corretamente, um programa precisa:

  1. interpretar o formato original;
  2. processar seus dados;
  3. gerar um novo arquivo no formato de destino.

O mesmo vale para:

documento.docxdocumento.pdf

video.mkvvideo.mp4

musica.wavmusica.mp3

planilha.xlsxplanilha.csv

Mudar somente o nome não realiza essas conversões.


Como o Windows sabe qual programa deve abrir uma extensão?

O Windows mantém associações de arquivos.

Uma associação relaciona determinado tipo de arquivo a um aplicativo capaz de manipulá-lo.

Por exemplo:

.PDF
 ↓
leitor/navegador configurado

.JPG
 ↓
visualizador de imagens

.DOCX
 ↓
editor de documentos

.MP4
 ↓
reprodutor multimídia

O aplicativo padrão pode ser alterado.

Isso significa que dois computadores podem utilizar programas diferentes para abrir exatamente a mesma extensão.


O programa padrão não define o formato

Se você configura um navegador para abrir PDFs, o arquivo não se transforma em arquivo do navegador.

Continua sendo:

.pdf

Da mesma maneira, configurar outro visualizador para .jpg não altera a imagem.

Mudamos apenas:

qual aplicativo será utilizado por padrão.


Uma extensão pode abrir em vários programas?

Sim.

Na realidade, isso é extremamente comum.

Um .JPG pode ser aberto por:

  • Fotos do Windows;
  • navegador;
  • Adobe Photoshop;
  • GIMP;
  • vários outros editores e visualizadores.

Um .PDF pode ser aberto por:

  • Adobe Acrobat Reader;
  • Microsoft Edge;
  • Google Chrome;
  • Firefox;
  • outros leitores compatíveis.

Portanto, neste guia, quando indicarmos “programas que abrem”, estamos mostrando exemplos relevantes, e não dizendo que existe somente um aplicativo possível.


Uma extensão pode ter mais de um significado?

Sim.

Esse é um detalhe fundamental em um catálogo grande.

Algumas extensões foram utilizadas por diferentes desenvolvedores para formatos completamente distintos.

.DAT, por exemplo, é um nome extremamente genérico associado a dados.

Saber apenas:

arquivo.dat

pode não ser suficiente para descobrir o conteúdo.

Precisamos conhecer:

  • origem;
  • programa que criou;
  • contexto;
  • estrutura interna.

Isso também acontece com outras extensões.

Por isso, não existe um dicionário perfeito em que cada extensão do mundo corresponda obrigatoriamente a um único formato.


Arquivos podem não possuir extensão?

Sim.

Um arquivo não precisa obrigatoriamente possuir uma extensão convencional.

Podemos ter:

LICENSE

README

Dockerfile

ou outros nomes sem um ponto seguido de uma extensão tradicional.

O software pode identificar ou interpretar o conteúdo por outros mecanismos.

Portanto:

arquivo sem extensão não significa automaticamente arquivo corrompido.


O que é assinatura de arquivo?

Alguns formatos possuem estruturas ou sequências características em seus dados que ajudam programas a identificar o conteúdo.

Isso é frequentemente chamado, em diferentes contextos, de:

file signature

ou informalmente:

magic number.

Por isso, determinados programas conseguem perceber que o conteúdo não corresponde à extensão apresentada.

Imagine:

imagem.jpg

mas os dados internos correspondem a outro formato.

Um software pode detectar a inconsistência.


Por que o ícone muda quando instalamos um programa?

O ícone normalmente está relacionado à associação do tipo de arquivo.

Você instala um novo leitor de PDF.

Ele passa a ser o aplicativo padrão.

Os PDFs ganham outro ícone.

Isso não significa que todos os PDFs foram modificados.

Mudou a associação visual e funcional no Windows.


Extensões com dois ou mais pontos

Considere:

backup.tar.gz

Nesse caso existe uma combinação bastante conhecida.

O arquivo pode representar um arquivo TAR que depois recebeu compressão GZIP.

O último sufixo é .gz, mas .tar.gz descreve melhor o formato composto.

Outro exemplo completamente diferente:

documento.pdf.exe

Aqui devemos observar o final.

O arquivo termina em:

.exe

Ele não se transforma em PDF porque possui .pdf antes.

Esse é mais um bom motivo para manter extensões visíveis.


Começando o grande catálogo de extensões

Agora que entendemos a base, podemos começar nossa lista.

Vamos dividir por categorias para facilitar consultas futuras.


Extensões de documentos e arquivos de texto

.TXT — arquivo de texto

Extensão: .txt

Significado: Text File.

Serve para: armazenar texto simples.

Pode conter:

  • anotações;
  • configurações;
  • listas;
  • logs;
  • instruções;
  • dados textuais.

Normalmente não possui os recursos sofisticados de formatação encontrados em documentos de escritório.

Pode ser aberto com:

  • Bloco de Notas;
  • Notepad++;
  • Visual Studio Code;
  • editores de texto em geral.

.DOC — documento antigo do Microsoft Word

Extensão: .doc

Formato tradicional utilizado principalmente por versões antigas do Microsoft Word.

Foi amplamente utilizado antes da adoção do DOCX.

Pode ser aberto com:

  • Microsoft Word;
  • LibreOffice Writer;
  • outros editores compatíveis.

.DOCX — documento moderno do Microsoft Word

Extensão: .docx

Formato baseado no padrão Office Open XML utilizado pelas versões modernas do Word.

Pode armazenar:

  • texto;
  • tabelas;
  • imagens;
  • estilos;
  • cabeçalhos;
  • rodapés;
  • outros elementos de documento.

Pode ser aberto com:

  • Microsoft Word;
  • LibreOffice Writer;
  • Google Docs mediante importação;
  • outros aplicativos compatíveis.

.DOCM — documento do Word com macros

Extensão: .docm

É semelhante ao DOCX, mas permite conteúdo de macro.

Essa diferença é importante inclusive do ponto de vista de segurança.

Um .docx comum e um .docm não devem ser tratados como exatamente o mesmo tipo de documento.

Programa principal: Microsoft Word.


.DOT — modelo antigo do Word

Extensão: .dot

Formato tradicional de modelo de documento do Microsoft Word.

Modelos podem servir como base para criar novos documentos com configurações predefinidas.


.DOTX — modelo do Word

Extensão: .dotx

Modelo moderno do Word baseado em Open XML e sem macros VBA incorporadas como característica do formato.

Programa: Microsoft Word e alguns aplicativos compatíveis.


.DOTM — modelo do Word com macros

Extensão: .dotm

Modelo do Word capaz de conter macros.

Deve receber atenção semelhante a outros formatos habilitados para macros quando vier de origem desconhecida.


.RTF — Rich Text Format

Extensão: .rtf

Formato criado para armazenar texto com formatação.

Pode preservar recursos como:

  • negrito;
  • itálico;
  • fontes;
  • tamanhos;
  • alinhamentos.

É mais sofisticado que TXT, embora geralmente mais simples que formatos modernos de documentos.

Pode ser aberto com:

  • Microsoft Word;
  • LibreOffice Writer;
  • vários editores compatíveis.

.ODT — OpenDocument Text

Extensão: .odt

Formato aberto de documentos de texto associado ao padrão OpenDocument.

É muito utilizado pelo LibreOffice Writer.

Pode ser aberto com:

  • LibreOffice Writer;
  • Microsoft Word em versões compatíveis;
  • outros aplicativos OpenDocument.

.WPS — documento associado a softwares de processamento de texto

Extensão: .wps

Pode aparecer principalmente em documentos criados por versões antigas do Microsoft Works, embora a extensão também possa aparecer em outros contextos.

Pode exigir:

  • software compatível;
  • conversão;
  • suíte de escritório capaz de importar o formato.

É um exemplo de extensão na qual conhecer a origem do arquivo ajuda bastante.


Extensões PDF e publicação

.PDF — Portable Document Format

Extensão: .pdf

Significado: Portable Document Format.

Criado para preservar a apresentação de documentos entre diferentes sistemas e dispositivos.

Pode conter:

  • texto;
  • imagens;
  • vetores;
  • formulários;
  • links;
  • assinaturas;
  • outros elementos.

Pode ser aberto com:

  • Adobe Acrobat Reader;
  • Microsoft Edge;
  • Google Chrome;
  • Firefox;
  • diversos leitores PDF.

.XPS — XML Paper Specification

Extensão: .xps

Formato de documento desenvolvido pela Microsoft com objetivo de preservar layout de páginas.

Pode ser comparado conceitualmente ao uso de documentos de layout fixo, embora seja muito menos comum que PDF.

Pode ser aberto com: aplicativos compatíveis com XPS, incluindo recursos específicos da Microsoft quando instalados/disponíveis.


.OXPS — OpenXPS

Extensão: .oxps

Formato relacionado ao Open XML Paper Specification.

É semelhante conceitualmente ao XPS e aparece principalmente no ecossistema Windows.


E-books e livros digitais

.EPUB — Electronic Publication

Extensão: .epub

Um dos formatos mais populares de livros digitais.

Seu conteúdo pode adaptar-se ao tamanho da tela, dependendo da publicação.

Pode ser aberto com:

  • leitores de e-books compatíveis;
  • Calibre;
  • aplicativos de leitura.

.MOBI — Mobipocket

Extensão: .mobi

Formato de e-book historicamente utilizado por diferentes leitores e associado ao ecossistema Mobipocket/Kindle antigo.

Hoje possui importância principalmente ao lidar com bibliotecas e dispositivos mais antigos.

Pode ser aberto com:

  • Calibre;
  • leitores compatíveis.

.AZW — formato de e-book da Amazon

Extensão: .azw

Formato associado ao ecossistema Kindle.

Normalmente utilizado por: dispositivos e aplicativos Kindle compatíveis.


.AZW3 — formato Kindle

Extensão: .azw3

Formato de e-book mais moderno que o AZW original em determinados contextos Kindle.

Pode suportar recursos de formatação mais avançados.

Pode ser utilizado com:

  • Kindle;
  • aplicativos compatíveis;
  • Calibre em cenários suportados.

.FB2 — FictionBook

Extensão: .fb2

Formato baseado em XML voltado principalmente para livros digitais.

É menos comum no Brasil que EPUB, mas aparece em bibliotecas de e-books.

Pode ser aberto por: leitores de e-book compatíveis e Calibre.


Markdown e documentação técnica

.MD — Markdown

Extensão: .md

Arquivo de texto escrito usando sintaxe Markdown.

É extremamente comum em:

  • documentação;
  • projetos de programação;
  • arquivos README;
  • GitHub;
  • notas técnicas.

Exemplo:

# Título

## Subtítulo

**texto em destaque**

Pode ser aberto com:

  • Visual Studio Code;
  • Notepad++;
  • editores Markdown;
  • qualquer editor de texto.

.MARKDOWN — Markdown

Extensão: .markdown

Outra extensão utilizada para documentos Markdown.

Possui finalidade semelhante a .md.


Documentos técnicos e acadêmicos

.TEX — documento TeX/LaTeX

Extensão: .tex

Arquivo-fonte utilizado em sistemas TeX e LaTeX.

É bastante popular em:

  • universidades;
  • artigos científicos;
  • matemática;
  • livros técnicos.

O .tex contém instruções e conteúdo que podem ser processados para gerar um documento final, frequentemente PDF.

Pode ser editado com:

  • TeXstudio;
  • Visual Studio Code com extensões apropriadas;
  • editores de texto;
  • plataformas LaTeX.

Extensões de planilhas

.XLS — planilha antiga do Microsoft Excel

Extensão: .xls

Formato binário tradicional utilizado por versões antigas do Excel.

Pode ser aberto com:

  • Microsoft Excel;
  • LibreOffice Calc;
  • outros aplicativos compatíveis.

.XLSX — planilha moderna do Excel

Extensão: .xlsx

Formato moderno baseado em Office Open XML.

Pode conter:

  • células;
  • fórmulas;
  • gráficos;
  • tabelas;
  • formatação;
  • várias planilhas.

Pode ser aberto com:

  • Microsoft Excel;
  • LibreOffice Calc;
  • Google Sheets mediante importação;
  • outros programas compatíveis.

.XLSM — planilha do Excel habilitada para macros

Extensão: .xlsm

Semelhante ao XLSX, porém permite macros VBA.

Essa diferença é importante.

Se você recebeu inesperadamente:

fatura.xlsm

não trate o arquivo exatamente como uma planilha comum apenas porque ele abre no Excel.

Macros podem executar automações e, quando provenientes de fontes não confiáveis, exigem atenção.


.XLSB — Excel Binary Workbook

Extensão: .xlsb

Formato binário de pasta de trabalho do Excel.

Pode oferecer vantagens em determinados arquivos grandes ou complexos.

Programa principal: Microsoft Excel.


.XLT — modelo antigo do Excel

Extensão: .xlt

Formato tradicional de modelo de planilha.


.XLTX — modelo moderno do Excel

Extensão: .xltx

Modelo de planilha baseado em Open XML.


.XLTM — modelo do Excel habilitado para macros

Extensão: .xltm

Modelo que pode conter macros.


.ODS — OpenDocument Spreadsheet

Extensão: .ods

Formato de planilha do padrão OpenDocument.

É amplamente associado ao LibreOffice Calc.

Pode ser aberto com:

  • LibreOffice Calc;
  • Microsoft Excel em versões compatíveis;
  • outras suítes OpenDocument.

CSV não é simplesmente “arquivo do Excel”

.CSV — Comma-Separated Values

Extensão: .csv

CSV é utilizado para representar dados tabulares em texto.

Um exemplo simplificado:

Nome,Cidade,Idade
Ana,São Paulo,35
Carlos,Campinas,42

Embora o nome signifique Comma-Separated Values, detalhes como delimitadores, codificação e convenções podem variar conforme sistema e região.

Pode ser aberto com:

  • Microsoft Excel;
  • LibreOffice Calc;
  • Bloco de Notas;
  • Notepad++;
  • Visual Studio Code;
  • ferramentas de bancos de dados e análise.

O ponto fundamental é:

CSV não é uma pasta de trabalho XLSX.

Ele é um formato textual de dados.


.TSV — Tab-Separated Values

Extensão: .tsv

Semelhante conceitualmente ao CSV, mas normalmente utiliza tabulações para separar campos.

É bastante útil para intercâmbio de dados.

Pode ser aberto com:

  • Excel;
  • LibreOffice Calc;
  • editores de texto;
  • ferramentas de análise de dados.

Extensões de apresentações

.PPT — apresentação antiga do PowerPoint

Extensão: .ppt

Formato tradicional utilizado por versões antigas do Microsoft PowerPoint.

Pode ser aberto com:

  • Microsoft PowerPoint;
  • LibreOffice Impress;
  • outros aplicativos compatíveis.

.PPTX — apresentação moderna do PowerPoint

Extensão: .pptx

Formato moderno baseado em Office Open XML.

Pode conter:

  • slides;
  • imagens;
  • gráficos;
  • áudio;
  • vídeo;
  • animações;
  • transições.

Pode ser aberto com:

  • Microsoft PowerPoint;
  • LibreOffice Impress;
  • Google Slides mediante importação;
  • outros aplicativos compatíveis.

.PPTM — apresentação com macros

Extensão: .pptm

Apresentação do PowerPoint habilitada para macros.

Assim como DOCM e XLSM, exige atenção especial quando recebida de fonte desconhecida.


.PPS — apresentação de slides antiga

Extensão: .pps

Formato tradicional destinado à reprodução de apresentação de slides.


.PPSX — apresentação de slides do PowerPoint

Extensão: .ppsx

Ao contrário do PPTX, costuma ser utilizado com a intenção de iniciar diretamente como apresentação.

Continua pertencendo ao ecossistema PowerPoint.


.PPSM — apresentação de slides com macros

Extensão: .ppsm

Versão habilitada para macros.


.POT — modelo antigo do PowerPoint

Extensão: .pot

Modelo utilizado para criação de apresentações.


.POTX — modelo moderno do PowerPoint

Extensão: .potx

Modelo baseado em Open XML.


.POTM — modelo do PowerPoint com macros

Extensão: .potm

Modelo habilitado para macros.


.ODP — OpenDocument Presentation

Extensão: .odp

Formato de apresentações pertencente ao padrão OpenDocument.

É amplamente associado ao LibreOffice Impress.

Pode ser aberto com:

  • LibreOffice Impress;
  • PowerPoint em versões compatíveis;
  • outros aplicativos OpenDocument.

.KEY — apresentação do Apple Keynote

Extensão: .key

Formato associado ao Apple Keynote.

É utilizado principalmente no ecossistema Apple.

Pode ser aberto/editado com: Keynote e serviços/aplicativos compatíveis.

Aqui encontramos outro exemplo de uma regra importante:

nem toda extensão possui suporte nativo completo no Windows.

Às vezes é necessário:

  • utilizar o programa original;
  • utilizar uma versão web;
  • exportar;
  • converter para um formato interoperável.

Resumo das extensões desta primeira parte

ExtensãoTipo principalPrograma/aplicativo comum
.TXTTexto simplesBloco de Notas
.DOCDocumento Word antigoMicrosoft Word
.DOCXDocumento WordMicrosoft Word
.DOCMWord com macrosMicrosoft Word
.DOTXModelo WordMicrosoft Word
.RTFTexto formatadoWord/LibreOffice
.ODTDocumento OpenDocumentLibreOffice Writer
.PDFDocumento de layout fixoAcrobat/navegadores
.XPSDocumento XPSVisualizador compatível
.EPUBE-bookLeitor/Calibre
.MOBIE-bookCalibre/leitores compatíveis
.AZWE-book KindleKindle
.AZW3E-book KindleKindle
.FB2E-bookLeitores compatíveis
.MDMarkdownVS Code/editores
.TEXTeX/LaTeXTeXstudio
.XLSExcel antigoExcel
.XLSXExcelExcel
.XLSMExcel com macrosExcel
.XLSBExcel binárioExcel
.ODSPlanilha OpenDocumentLibreOffice Calc
.CSVDados tabulares em textoExcel/editores
.TSVDados separados por tabulaçãoExcel/editores
.PPTPowerPoint antigoPowerPoint
.PPTXPowerPointPowerPoint
.PPTMPowerPoint com macrosPowerPoint
.PPSXApresentação de slidesPowerPoint
.ODPApresentação OpenDocumentLibreOffice Impress
.KEYApple KeynoteKeynote

Uma regra que acompanhará todo este guia

Ao encontrar uma extensão desconhecida, não comece tentando abrir o arquivo em programas aleatórios.

Primeiro pergunte:

Qual é a extensão?

Depois:

De onde veio o arquivo?

Em seguida:

Qual programa provavelmente o criou?

E finalmente:

É um arquivo feito para ser aberto diretamente pelo usuário?

Essa última pergunta é importante porque, nas próximas partes, encontraremos arquivos como:

.DLL

.SYS

.DAT

.BIN

.DB

.VHDX

Nem todos existem para receber um duplo clique.


Próxima parte: imagens, fotografia e formatos RAW

Na Parte 2 entraremos em uma das maiores famílias de extensões:

Imagens comuns

.JPG, .JPEG, .PNG, .GIF, .BMP, .WEBP, .AVIF, .TIFF, .TIF, .SVG, .ICO

Fotografia moderna

.HEIC, .HEIF

Arquivos RAW de câmeras

.RAW, .DNG, .CR2, .CR3, .NEF, .ARW, .RAF, .ORF, .RW2, .PEF

Design e edição

.PSD, .PSB, .AI, .EPS, .CDR, .XCF

E explicaremos uma diferença fundamental:

JPG, PNG, GIF, SVG, RAW e PSD podem representar imagens, mas foram criados para necessidades completamente diferentes.

Extensões de imagens, fotos, RAW, vetores e arquivos de edição

Na primeira parte entendemos o que significa uma extensão de arquivo e começamos nosso catálogo por documentos, planilhas, apresentações, e-books e arquivos de texto.

Agora entramos em uma categoria enorme:

imagens.

À primeira vista, .JPG, .PNG, .WEBP, .SVG, .PSD e .CR3 podem parecer apenas maneiras diferentes de armazenar uma fotografia.

Não são.

Existem formatos criados para finalidades completamente diferentes:

  • fotografias;
  • imagens para sites;
  • transparência;
  • animações;
  • impressão;
  • edição profissional;
  • desenho vetorial;
  • ícones;
  • fotografia RAW;
  • intercâmbio entre programas.

Antes de escolher qual programa abre cada extensão, precisamos compreender uma distinção fundamental.


Imagem bitmap versus imagem vetorial

Uma imagem rasterizada, também chamada de bitmap ou raster, é formada essencialmente por pixels.

Uma fotografia tradicional é um bom exemplo.

Podemos imaginar:

IMAGEM
 ↓
grade de pixels
 ↓
cada pixel possui informações de cor

Entre os formatos raster mais conhecidos encontramos:

.JPG

.PNG

.BMP

.GIF

.WEBP

.TIFF

Já uma imagem vetorial utiliza descrições matemáticas de formas, linhas, curvas e outros elementos.

Um exemplo importante é:

.SVG

Isso permite redimensionar determinados gráficos vetoriais sem a mesma perda de definição típica de ampliar excessivamente uma imagem bitmap.

Logotipos e ilustrações são aplicações comuns de vetores.


Compressão com perdas e sem perdas

Outro conceito importante é a compressão.

Arquivos de imagem podem ocupar bastante espaço.

Formatos utilizam diferentes estratégias para reduzir esse tamanho.

Compressão com perdas

Pode descartar determinadas informações para produzir arquivos menores.

JPEG é o exemplo clássico.

Quanto maior a compressão, maior pode ser a degradação perceptível da imagem.

Compressão sem perdas

Procura preservar exatamente as informações necessárias para reconstruir os dados codificados.

PNG é um exemplo muito conhecido.

Isso não significa:

PNG sempre melhor que JPG.

Significa que foram criados com características e usos diferentes.


.JPG e .JPEG — JPEG

Extensões:

.jpg

.jpeg

Ambas normalmente representam o mesmo formato JPEG.

JPEG é extremamente popular para:

  • fotografias;
  • imagens de câmeras;
  • sites;
  • redes sociais;
  • compartilhamento.

Sua grande vantagem histórica é conseguir armazenar fotografias com tamanho relativamente reduzido.

Utiliza compressão com perdas.

Pode ser aberto com:

  • Fotos do Windows;
  • Microsoft Paint;
  • navegadores;
  • Adobe Photoshop;
  • GIMP;
  • praticamente qualquer visualizador moderno de imagens.

Por que existem .JPG e .JPEG?

A diferença está principalmente na extensão utilizada.

Historicamente, sistemas que trabalhavam com extensões de três caracteres favoreceram:

.jpg

enquanto:

.jpeg

representa a sigla completa.

Hoje ambos são amplamente reconhecidos.


JPG é bom para fotografias?

Sim.

Esse é um dos usos mais tradicionais do formato.

Uma fotografia possui enorme quantidade de variações de cor e detalhes.

JPEG consegue reduzir significativamente o tamanho mantendo qualidade visual adequada quando configurado corretamente.


JPG é ideal para editar várias vezes?

Não necessariamente.

Quando uma imagem JPEG é novamente codificada com compressão com perdas, pode ocorrer degradação adicional.

Em fluxos profissionais, é comum manter um arquivo de trabalho de maior qualidade e gerar JPEG apenas para determinadas formas de distribuição.


JPG possui transparência?

O JPEG tradicional não oferece o canal alfa de transparência que encontramos em formatos como PNG.

Se você precisa de áreas transparentes, outro formato pode ser mais apropriado.


.PNG — Portable Network Graphics

Extensão: .png

Significado: Portable Network Graphics.

PNG é extremamente utilizado em:

  • interfaces;
  • capturas de tela;
  • gráficos;
  • imagens com transparência;
  • elementos para sites.

Utiliza compressão sem perdas.

Pode ser aberto com:

  • Fotos do Windows;
  • Paint;
  • navegadores;
  • Photoshop;
  • GIMP;
  • inúmeros editores.

Quando PNG é melhor que JPG?

Depende da imagem.

Para:

  • capturas de tela;
  • textos;
  • diagramas;
  • interfaces;
  • logotipos rasterizados;
  • áreas de cor sólida;

PNG pode preservar detalhes de forma excelente.

Para uma fotografia enorme, entretanto, um PNG pode ficar consideravelmente maior que um JPEG equivalente.


PNG suporta transparência?

Sim.

Essa é uma das razões de sua popularidade.

Um logotipo pode ter:

logo
+
fundo transparente

permitindo colocá-lo sobre diferentes fundos.


.GIF — Graphics Interchange Format

Extensão: .gif

GIF tornou-se mundialmente conhecido principalmente por animações curtas.

Pode armazenar múltiplos quadros, criando uma animação.

Pode ser aberto com:

  • navegadores;
  • visualizadores de imagem;
  • editores compatíveis.

GIF é formato de vídeo?

Não no sentido convencional.

Embora consiga exibir animações, GIF é um formato de imagem.

Por isso, uma animação GIF e um vídeo MP4 funcionam de maneiras bastante diferentes.


GIF possui limitações de cores?

Sim.

O formato utiliza uma paleta limitada por quadro, uma característica importante quando comparado a formatos modernos de imagem e vídeo.

Isso ajuda a explicar por que GIF nem sempre é eficiente para animações complexas ou fotografias.


.BMP — Bitmap

Extensão: .bmp

Formato bitmap tradicional fortemente associado ao ecossistema Windows.

Pode gerar arquivos relativamente grandes dependendo de como a imagem é armazenada.

Hoje aparece menos na web que JPG, PNG ou WEBP, mas continua sendo reconhecido por muitos programas.

Pode ser aberto com:

  • Paint;
  • Fotos;
  • Photoshop;
  • GIMP;
  • diversos editores.

.WEBP — formato de imagem para web

Extensão: .webp

WEBP foi desenvolvido pelo Google e ganhou ampla utilização em sites.

Pode oferecer:

  • compressão com perdas;
  • compressão sem perdas;
  • transparência;
  • animação.

Isso o torna bastante versátil.

Pode ser aberto com:

  • navegadores modernos;
  • Fotos do Windows em ambientes compatíveis;
  • Photoshop atualizado;
  • GIMP;
  • editores modernos.

Por que tantos sites usam WEBP?

Porque tamanho de imagem influencia:

  • carregamento da página;
  • consumo de dados;
  • desempenho;
  • experiência do usuário.

WEBP pode entregar boa qualidade com arquivos menores em muitos cenários.

É justamente por isso que .webp é uma excelente opção para imagens de artigos de blog quando a plataforma oferece suporte adequado.


.AVIF — AV1 Image File Format

Extensão: .avif

AVIF é um formato moderno baseado em tecnologias relacionadas ao AV1.

Pode oferecer alta eficiência de compressão e recursos modernos.

É utilizado principalmente na web e em fluxos que suportam o formato.

Pode ser aberto com:

  • navegadores modernos;
  • aplicativos e editores atualizados que ofereçam suporte AVIF.

AVIF substitui JPG e WEBP?

Não podemos dizer simplesmente que um formato elimina todos os outros.

Compatibilidade, velocidade de codificação, suporte do software, qualidade desejada e finalidade continuam influenciando a escolha.

Formatos podem coexistir por muitos anos.


.TIFF e .TIF — Tagged Image File Format

Extensões:

.tiff

.tif

TIFF é amplamente encontrado em ambientes profissionais relacionados a:

  • digitalização;
  • editoração;
  • fotografia;
  • impressão;
  • arquivamento de imagens.

Pode suportar diferentes métodos de compressão e configurações.

Pode ser aberto com:

  • Photoshop;
  • GIMP;
  • visualizadores compatíveis;
  • softwares profissionais de imagem.

TIFF sempre é sem compressão?

Não.

Essa é uma simplificação comum.

TIFF é um formato flexível que pode utilizar diferentes formas de armazenamento e compressão.

Portanto, extensão sozinha não descreve todas as características específicas daquele arquivo TIFF.


.SVG — Scalable Vector Graphics

Extensão: .svg

Significado: Scalable Vector Graphics.

Aqui mudamos de categoria.

SVG é um formato vetorial baseado em XML.

É muito utilizado para:

  • logotipos;
  • ícones;
  • diagramas;
  • gráficos;
  • elementos de interface;
  • páginas web.

Pode ser aberto com:

  • navegadores;
  • Inkscape;
  • Adobe Illustrator;
  • editores vetoriais compatíveis.

Por que SVG pode ser ampliado sem ficar pixelado?

Porque objetos vetoriais podem ser descritos matematicamente em vez de depender exclusivamente de uma grade fixa de pixels.

Imagine um círculo.

Em bitmap:

círculo
↓
conjunto de pixels

Em vetor, conceitualmente:

círculo
↓
posição + raio + propriedades

O software recalcula a representação na nova escala.


SVG pode conter código?

SVG é baseado em XML e possui capacidades mais sofisticadas que uma imagem raster comum.

Por isso, especialmente em ambientes web, arquivos SVG de origem desconhecida merecem tratamento apropriado e não devem ser considerados equivalentes a um simples JPG apenas porque exibem uma imagem.


.ICO — ícone

Extensão: .ico

Formato tradicional utilizado para ícones, especialmente no Windows.

Pode armazenar representações em diferentes tamanhos e resoluções.

É utilizado em:

  • aplicativos;
  • atalhos;
  • sites em determinados contextos;
  • recursos de programas.

Pode ser aberto/editado com:

  • editores de ícones;
  • GIMP;
  • Photoshop com suporte apropriado;
  • ferramentas específicas.

.CUR — cursor

Extensão: .cur

Formato associado a cursores do Windows.

É semelhante conceitualmente a arquivos de ícone, mas utilizado para representar cursores.


.ANI — cursor animado

Extensão: .ani

Formato utilizado pelo Windows para cursores animados.

Não é um arquivo de vídeo tradicional.


.HEIC — High Efficiency Image Container

Extensão: .heic

HEIC tornou-se bastante conhecido devido ao uso em dispositivos Apple.

Ele pode armazenar imagens de maneira eficiente e faz parte de uma família de tecnologias modernas de imagem.

Pode ser aberto com:

  • aplicativos Apple;
  • Windows com suporte/codecs apropriados;
  • editores modernos;
  • conversores compatíveis.

Por que um iPhone envia foto HEIC?

Dispositivos modernos podem utilizar formatos mais eficientes para reduzir armazenamento mantendo boa qualidade.

Isso explica uma situação frequente:

“Recebi uma foto do celular e meu programa antigo não abre.”

O arquivo pode estar perfeitamente íntegro.

O aplicativo apenas não possui suporte ao formato.


.HEIF — High Efficiency Image File Format

Extensões associadas podem incluir: .heif e outros formatos dentro desse ecossistema.

HEIF é uma estrutura moderna para armazenamento de imagens.

HEIC é frequentemente encontrado como uma implementação/variante utilizada em dispositivos e softwares específicos.


O que é uma imagem RAW?

Agora entramos na fotografia profissional.

RAW significa, conceitualmente, dados de imagem capturados com processamento mínimo comparados a um JPEG finalizado pela câmera.

Não existe uma única extensão RAW universal.

Cada fabricante pode utilizar seus próprios formatos.

Entre eles:

.CR2

.CR3

.NEF

.ARW

.RAF

.ORF

.RW2

.PEF

Além disso, existe:

.DNG


RAW não significa “foto sem compressão”

Essa é uma simplificação incorreta.

Arquivos RAW podem utilizar diferentes estruturas e técnicas de armazenamento.

O conceito principal é que preservam muito mais informações relacionadas à captura para processamento posterior.


Por que fotógrafos usam RAW?

Porque oferece maior flexibilidade durante edição.

Dependendo da câmera e do fluxo de trabalho, é possível trabalhar melhor com:

  • exposição;
  • sombras;
  • realces;
  • balanço de branco;
  • cores;
  • detalhes.

Mas o arquivo normalmente exige processamento antes da distribuição final.


.CR2 — Canon RAW

Extensão: .cr2

Formato RAW encontrado em várias câmeras Canon de gerações anteriores.

Pode ser aberto com:

  • softwares Canon compatíveis;
  • Adobe Lightroom;
  • Adobe Camera Raw;
  • editores RAW compatíveis.

.CR3 — Canon RAW moderno

Extensão: .cr3

Formato RAW utilizado em câmeras Canon mais recentes.

É sucessor do CR2 em diversos modelos.

Pode ser aberto com:

  • softwares Canon atualizados;
  • Lightroom;
  • Camera Raw;
  • aplicativos RAW compatíveis.

.NEF — Nikon Electronic Format

Extensão: .nef

Formato RAW proprietário da Nikon.

Pode ser aberto com:

  • softwares Nikon;
  • Lightroom;
  • Camera Raw;
  • editores compatíveis.

.NRW — Nikon RAW

Extensão: .nrw

Outro formato RAW utilizado por determinados equipamentos Nikon.

É menos conhecido que NEF.


.ARW — Sony RAW

Extensão: .arw

Formato RAW associado a câmeras Sony.

Pode ser aberto com:

  • software Sony compatível;
  • Lightroom;
  • Camera Raw;
  • editores RAW.

.RAF — Fujifilm RAW

Extensão: .raf

Formato RAW utilizado por câmeras Fujifilm.

Pode ser aberto com:

  • software Fujifilm compatível;
  • Lightroom;
  • Capture One;
  • outros processadores RAW.

.ORF — Olympus RAW

Extensão: .orf

Formato RAW associado a câmeras Olympus.

Softwares modernos de fotografia podem oferecer suporte dependendo do modelo da câmera.


.RW2 — Panasonic RAW

Extensão: .rw2

Formato RAW associado a câmeras Panasonic.

Pode ser aberto por aplicativos de fotografia compatíveis.


.PEF — Pentax Electronic File

Extensão: .pef

Formato RAW associado a câmeras Pentax.

Pode ser aberto por: softwares do fabricante e editores RAW compatíveis.


.SRW — Samsung RAW

Extensão: .srw

Formato RAW encontrado em determinadas câmeras Samsung.

Hoje aparece principalmente em acervos fotográficos produzidos por equipamentos anteriores.


.DNG — Digital Negative

Extensão: .dng

Formato RAW desenvolvido pela Adobe com objetivo de oferecer uma especificação mais padronizada para fotografia digital.

Algumas câmeras e dispositivos conseguem gerar DNG diretamente.

Pode ser aberto com:

  • Adobe Lightroom;
  • Camera Raw;
  • Photoshop;
  • diversos softwares fotográficos compatíveis.

RAW versus JPG

Podemos resumir:

CaracterísticaRAWJPG
ObjetivoEdição/processamentoDistribuição/visualização
Dados preservadosMais amplosMais processados/reduzidos
TamanhoGeralmente maiorGeralmente menor
CompatibilidadeDepende do formato/câmeraAltíssima
Pronto para compartilharNem sempreNormalmente sim

Isso não significa que RAW seja “melhor” para absolutamente tudo.

Para enviar uma foto por mensagem, JPEG pode ser muito mais conveniente.

Para edição fotográfica avançada, RAW oferece outras possibilidades.


Arquivos de projetos de edição

Até agora falamos principalmente de imagens que representam um resultado visual.

Mas programas profissionais também precisam armazenar:

  • camadas;
  • máscaras;
  • textos;
  • efeitos;
  • objetos;
  • histórico ou informações de edição.

É aí que aparecem formatos de projeto.


.PSD — Adobe Photoshop Document

Extensão: .psd

Formato de documento do Adobe Photoshop.

Pode preservar:

  • camadas;
  • máscaras;
  • textos;
  • efeitos;
  • objetos;
  • informações de edição.

Programa principal: Adobe Photoshop.

Também pode ser aberto, com diferentes níveis de compatibilidade, por outros editores.


PSD não é simplesmente uma imagem

Essa distinção é essencial.

Você pode visualizar o resultado de um PSD como uma imagem, mas o arquivo contém uma estrutura de projeto.

Ao exportar para:

.jpg

ou:

.png

podemos perder informações editáveis específicas do projeto.

Por isso, profissionais frequentemente guardam:

projeto.psd

e exportam:

imagem-final.jpg
imagem-final.png
imagem-final.webp

.PSB — Photoshop Large Document Format

Extensão: .psb

Formato do Photoshop destinado a documentos que excedem determinadas limitações do PSD tradicional.

É encontrado principalmente em projetos profissionais muito grandes.

Programa principal: Adobe Photoshop.


.XCF — projeto do GIMP

Extensão: .xcf

Formato nativo de projeto do GIMP.

Pode preservar:

  • camadas;
  • canais;
  • máscaras;
  • elementos editáveis.

Programa principal: GIMP.

Assim como PSD, não deve ser confundido com um formato final de distribuição como JPG.


.AI — Adobe Illustrator

Extensão: .ai

Formato associado ao Adobe Illustrator.

É utilizado principalmente para trabalhos vetoriais.

Exemplos:

  • logotipos;
  • ilustrações;
  • materiais gráficos;
  • desenhos vetoriais.

Programa principal: Adobe Illustrator.

Outros softwares podem importar determinados arquivos AI, mas compatibilidade pode variar conforme versão e recursos utilizados.


.EPS — Encapsulated PostScript

Extensão: .eps

Formato historicamente muito utilizado em:

  • design gráfico;
  • impressão;
  • intercâmbio de arte vetorial;
  • editoração.

Pode ser utilizado por:

  • Adobe Illustrator;
  • CorelDRAW;
  • softwares gráficos compatíveis.

Hoje existem alternativas mais modernas para muitos fluxos, mas EPS continua presente em acervos e ambientes profissionais.


.CDR — CorelDRAW

Extensão: .cdr

Formato de projeto associado ao CorelDRAW.

Muito encontrado em:

  • gráficas;
  • comunicação visual;
  • impressão;
  • criação de logotipos;
  • materiais publicitários.

Programa principal: CorelDRAW.

Compatibilidade em outros aplicativos pode variar bastante conforme versão do arquivo.


.INDD — Adobe InDesign Document

Extensão: .indd

Formato de documento do Adobe InDesign.

É utilizado em editoração profissional:

  • revistas;
  • livros;
  • catálogos;
  • folhetos;
  • publicações.

Programa principal: Adobe InDesign.

Não é simplesmente uma imagem.

É um projeto de editoração.


.IDML — InDesign Markup Language

Extensão: .idml

Formato utilizado pelo Adobe InDesign para intercâmbio de documentos e compatibilidade em determinados fluxos.

Pode ser útil ao mover projetos entre versões compatíveis do InDesign.


.AFPHOTO — Affinity Photo

Extensão: .afphoto

Formato de documento associado ao Affinity Photo.

Preserva elementos editáveis do projeto.

Programa: Affinity Photo.


.AFDESIGN — Affinity Designer

Extensão: .afdesign

Formato associado ao Affinity Designer.

É utilizado para projetos gráficos e vetoriais.


.CLIP — projetos relacionados ao Clip Studio Paint

Extensão: .clip

Utilizada pelo Clip Studio Paint em projetos de ilustração e criação gráfica.

Pode preservar camadas e outras informações de edição.


Formatos de intercâmbio gráfico

.WMF — Windows Metafile

Extensão: .wmf

Formato gráfico histórico do Windows.

Pode conter informações gráficas utilizadas por aplicativos.

É encontrado principalmente em documentos e coleções mais antigas.


.EMF — Enhanced Metafile

Extensão: .emf

Formato gráfico da Microsoft que evoluiu em relação ao WMF.

Ainda pode aparecer em:

  • documentos Office;
  • diagramas;
  • aplicações Windows;
  • material gráfico legado.

.JP2 — JPEG 2000

Extensão: .jp2

Formato relacionado ao padrão JPEG 2000.

Oferece características diferentes do JPEG tradicional, mas nunca alcançou a mesma adoção universal de .jpg.

Pode ser aberto com: softwares gráficos e visualizadores que ofereçam suporte JPEG 2000.


.JXL — JPEG XL

Extensão: .jxl

Formato moderno de imagem desenvolvido para oferecer recursos avançados de compressão e representação de imagens.

O suporte depende bastante da versão do aplicativo e da plataforma.

É um bom exemplo de por que não devemos afirmar:

“Se é imagem, qualquer visualizador abre.”

Compatibilidade evolui com o tempo.


.TGA — Targa

Extensão: .tga

Formato de imagem historicamente utilizado em:

  • gráficos;
  • jogos;
  • texturas;
  • computação gráfica.

Ainda aparece em fluxos de criação 3D e desenvolvimento de jogos.

Pode ser aberto com:

  • Photoshop;
  • GIMP;
  • softwares gráficos compatíveis.

.DDS — DirectDraw Surface

Extensão: .dds

Formato muito encontrado em:

  • jogos;
  • texturas;
  • aplicações 3D;
  • DirectX.

Pode armazenar texturas com diferentes formas de compressão e recursos.

Pode ser aberto/editado com: ferramentas de criação gráfica que possuam suporte DDS e softwares específicos para texturas.


.EXR — OpenEXR

Extensão: .exr

Formato de imagem de alta faixa dinâmica muito utilizado em:

  • efeitos visuais;
  • cinema;
  • renderização 3D;
  • composição profissional.

É muito diferente de um JPG comum.

Pode ser aberto com: softwares profissionais de composição, 3D e imagem que suportem OpenEXR.


.HDR — imagens de alta faixa dinâmica

Extensão: .hdr

Pode aparecer em formatos associados a imagens de alta faixa dinâmica, especialmente em computação gráfica e iluminação de ambientes 3D.

Como algumas extensões podem ser utilizadas em contextos diferentes, a origem do arquivo continua importante.


.PBM, .PGM e .PPM — família Netpbm

Essas extensões pertencem a formatos simples encontrados principalmente em:

  • computação;
  • pesquisa;
  • processamento de imagens;
  • desenvolvimento.

.PBM

Portable Bitmap.

.PGM

Portable Graymap.

.PPM

Portable Pixmap.

Não são formatos que o usuário comum encontra diariamente, mas aparecem em ambientes técnicos.


Comparativo rápido dos principais formatos

ExtensãoCategoriaCaracterística principalPrograma comum
.JPGRasterFotografias/compressão com perdasFotos/navegadores
.PNGRasterSem perdas/transparênciaFotos/navegadores
.GIFRasterAnimações simplesNavegadores
.BMPRasterBitmap tradicionalPaint
.WEBPRasterWeb/compressão modernaNavegadores
.AVIFRasterAlta eficiênciaNavegadores modernos
.TIFFRasterImagem profissionalPhotoshop
.SVGVetorialEscalávelNavegador/Inkscape
.ICOÍconeÍcones WindowsEditores de ícone
.HEICFotografiaAlta eficiênciaApps compatíveis
.DNGRAWFotografia RAWLightroom
.CR3RAW CanonDados de câmeraLightroom/Canon
.NEFRAW NikonDados de câmeraLightroom/Nikon
.ARWRAW SonyDados de câmeraLightroom/Sony
.RAFRAW FujifilmDados de câmeraLightroom/Capture One
.PSDProjetoPhotoshop/camadasPhotoshop
.PSBProjetoPhotoshop grandePhotoshop
.XCFProjetoProjeto GIMPGIMP
.AIVetorial/projetoIllustratorIllustrator
.CDRVetorial/projetoCorelDRAWCorelDRAW
.EPSGráficoImpressão/intercâmbioIllustrator/CorelDRAW
.INDDEditoraçãoProjeto InDesignInDesign
.DDSTexturaJogos/3DEditores compatíveis
.TGARasterTexturas/gráficosPhotoshop/GIMP
.EXRHDR/profissionalCinema/3DApps profissionais

Qual formato devo escolher?

Não existe uma resposta universal.

Para uma fotografia comum:

JPG continua extremamente compatível.

Para imagem com transparência:

PNG é uma escolha muito comum.

Para otimização de imagens de sites:

WEBP e, quando o ecossistema suporta adequadamente, AVIF podem ser interessantes.

Para logotipos vetoriais:

SVG pode ser excelente.

Para manter um projeto editável do Photoshop:

PSD.

Para fotografia RAW:

utilize o formato produzido pela câmera ou um fluxo compatível como DNG quando apropriado.

Para impressão profissional:

a escolha depende do fluxo de produção, aplicação e gráfica.

A extensão deve acompanhar a finalidade.


Converter não é renomear

Se você precisa transformar:

foto.jpg

em:

foto.webp

não faça apenas:

foto.jpg
↓
renomear
↓
foto.webp

Utilize um programa capaz de decodificar JPEG e gerar WEBP.

Da mesma maneira:

arquivo.cr3foto.jpg

exige processamento/exportação.

logo.ailogo.svg

pode exigir exportação e revisão.

projeto.psdimagem.png

precisa ser exportado/renderizado pelo software apropriado.


Uma extensão de imagem desconhecida é necessariamente perigosa?

Não.

Existem centenas de formatos gráficos.

Uma extensão desconhecida pode simplesmente pertencer a:

  • câmera;
  • scanner;
  • software antigo;
  • aplicação profissional;
  • jogo;
  • ferramenta científica.

A atitude correta é identificar:

origem + extensão + programa responsável.


Próxima parte — Áudio, música, vídeo, legendas e playlists

Na Parte 3 continuaremos o catálogo com uma quantidade ainda maior de extensões:

Áudio

.MP3, .WAV, .FLAC, .AAC, .M4A, .WMA, .OGG, .OPUS, .AIFF, .ALAC, .AMR, .AC3, .DTS, .MIDI, .MID

Vídeo

.MP4, .MKV, .AVI, .MOV, .WMV, .WEBM, .MPEG, .MPG, .M4V, .TS, .MTS, .M2TS, .3GP, .FLV, .VOB

Legendas

.SRT, .ASS, .SSA, .VTT, .SUB

Playlists

.M3U, .M3U8, .PLS, .WPL

E vamos esclarecer uma das maiores confusões de arquivos multimídia:

MP4, MKV e AVI não determinam sozinhos qual codec existe dentro do arquivo.

Um .MP4 pode abrir normalmente em um computador e falhar em outro porque contêiner, codec de vídeo e codec de áudio são conceitos diferentes.

Extensões de áudio, vídeo, codecs, legendas e playlists

Arquivos multimídia parecem simples à primeira vista.

Você vê:

musica.mp3

ou:

video.mp4

e imagina que a extensão já explica tudo.

Com áudio, isso funciona relativamente bem em muitos casos.

Com vídeo, porém, existe uma diferença fundamental que costuma causar confusão:

extensão, contêiner e codec não são necessariamente a mesma coisa.

Um arquivo:

filme.mp4

pode utilizar um determinado codec de vídeo e outro codec de áudio.

Outro:

outro-filme.mp4

pode usar codecs diferentes.

Os dois terminam em .mp4, mas internamente não são obrigatoriamente iguais.

Essa diferença explica situações como:

“Um MP4 abre normalmente, mas outro MP4 não tem áudio.”

ou:

“O Windows abre o vídeo, mas mostra apenas tela preta.”

Antes de listar as extensões, precisamos entender esses conceitos.


O que é codec?

Codec é um mecanismo utilizado para codificar e decodificar áudio ou vídeo.

O nome vem da ideia de:

codificador/decodificador.

Um vídeo digital possui enorme quantidade de informação.

Sem compressão, os arquivos poderiam ficar gigantescos.

Codecs são utilizados para representar esses dados de maneira mais eficiente.

Exemplos conhecidos incluem:

  • H.264/AVC;
  • H.265/HEVC;
  • AV1;
  • VP9;
  • AAC;
  • MP3;
  • FLAC.

Alguns são voltados a vídeo.

Outros a áudio.


O que é contêiner?

O contêiner organiza diferentes fluxos dentro de um arquivo multimídia.

Pode conter, por exemplo:

vídeo
+
áudio
+
legendas
+
metadados

Alguns contêineres conhecidos são:

.MP4

.MKV

.AVI

.MOV

Por isso, dizer:

“meu vídeo é MP4”

não informa necessariamente qual codec de vídeo existe dentro dele.


MP4 não é sinônimo de H.264

Essa é uma das confusões mais comuns.

Um arquivo .mp4 pode conter vídeo codificado, por exemplo, em diferentes formatos compatíveis com o contêiner e software utilizado.

H.264 é muito comum dentro de MP4, mas os termos não são equivalentes.

Podemos pensar assim:

MP4
↓
contêiner

H.264
↓
codec de vídeo

AAC
↓
codec de áudio

Um arquivo poderia, conceitualmente, ser:

arquivo.mp4
├── vídeo H.264
└── áudio AAC

.MP3 — MPEG Audio Layer III

Extensão: .mp3

MP3 é um dos formatos de áudio digital mais conhecidos.

Utiliza compressão com perdas.

Durante décadas tornou-se popular para:

  • músicas;
  • podcasts;
  • gravações;
  • players portáteis;
  • compartilhamento de áudio.

Pode ser aberto com:

  • Media Player;
  • VLC;
  • foobar2000;
  • navegadores;
  • aplicativos de música.

MP3 perde qualidade?

Ele utiliza compressão com perdas.

Isso significa que determinadas informações são descartadas durante a codificação.

O resultado final depende de fatores como:

  • bitrate;
  • qualidade do encoder;
  • conteúdo original.

Um MP3 de qualidade alta pode soar perfeitamente adequado para muitos usos, mas não preserva os dados da mesma maneira que um formato lossless.


O que é bitrate?

Bitrate representa, de maneira simplificada, a quantidade de dados utilizada por unidade de tempo.

Em áudio, encontramos valores como:

128 kbps

192 kbps

256 kbps

320 kbps

Mas não compare qualidade exclusivamente por esse número quando estamos falando de codecs diferentes.

Um codec mais eficiente pode entregar resultado melhor com bitrate menor.


.WAV — Waveform Audio File Format

Extensão: .wav

Formato de áudio muito associado ao Windows e a fluxos profissionais.

WAV é um contêiner que pode armazenar áudio em diferentes formas, embora seja bastante comum encontrá-lo com PCM sem compressão.

É utilizado em:

  • gravações;
  • edição;
  • áudio profissional;
  • efeitos sonoros.

Pode ser aberto com:

  • Media Player;
  • VLC;
  • Audacity;
  • Adobe Audition;
  • DAWs em geral.

WAV sempre significa áudio sem compressão?

Não necessariamente.

Embora PCM sem compressão seja muito comum, WAV é um contêiner e pode armazenar áudio de outras formas.

Portanto, a extensão sozinha não descreve absolutamente todos os detalhes internos.


.FLAC — Free Lossless Audio Codec

Extensão: .flac

FLAC utiliza compressão sem perdas.

Isso significa que o áudio original pode ser reconstruído sem perda dos dados codificados.

É bastante utilizado por:

  • colecionadores de música;
  • arquivamento;
  • áudio de alta qualidade.

Pode ser aberto com:

  • VLC;
  • foobar2000;
  • Media Player em ambientes compatíveis;
  • vários players modernos.

FLAC ocupa menos que WAV?

Frequentemente, sim, quando estamos comparando FLAC com PCM equivalente armazenado em WAV.

FLAC comprime os dados sem perdas.

Por isso, pode reduzir tamanho sem descartar informação de áudio.


.AAC — Advanced Audio Coding

Extensão: .aac

AAC é um formato de compressão de áudio com perdas.

É muito utilizado em:

  • streaming;
  • vídeo;
  • dispositivos móveis;
  • ecossistemas digitais modernos.

Também pode aparecer dentro de contêineres como MP4.

Pode ser reproduzido por: VLC, players modernos e aplicativos compatíveis.


.M4A — áudio em contêiner MPEG-4

Extensão: .m4a

M4A é frequentemente utilizada para arquivos de áudio armazenados em contêiner MPEG-4.

Pode conter, por exemplo, áudio AAC ou ALAC dependendo do arquivo.

Isso mostra novamente:

extensão não é necessariamente igual ao codec.

Pode ser aberto com:

  • VLC;
  • aplicativos Apple;
  • players modernos;
  • softwares de áudio compatíveis.

.ALAC — Apple Lossless

ALAC é um codec de áudio sem perdas criado pela Apple.

Frequentemente aparece dentro de contêineres como M4A.

Nem sempre encontraremos arquivos terminando literalmente em .alac.

Por isso, o usuário pode ter:

musica.m4a

e o conteúdo ser ALAC.


.WMA — Windows Media Audio

Extensão: .wma

Formato de áudio associado à Microsoft.

Foi bastante popular no ecossistema Windows.

Pode utilizar diferentes variantes de compressão.

Pode ser aberto com:

  • Media Player;
  • VLC;
  • outros players compatíveis.

.OGG — contêiner Ogg

Extensão: .ogg

Ogg é um formato de contêiner multimídia aberto.

Em áudio, é muito conhecido por arquivos utilizando codecs como Vorbis.

Pode ser aberto com:

  • VLC;
  • foobar2000;
  • navegadores e players compatíveis.

.OGA — áudio Ogg

Extensão: .oga

Utilizada em determinados arquivos de áudio dentro do ecossistema Ogg.

É menos comum para o usuário doméstico que .ogg.


.OPUS — Opus

Extensão: .opus

Opus é um codec moderno de áudio muito eficiente, especialmente em:

  • voz;
  • chamadas;
  • streaming;
  • música;
  • aplicações em tempo real.

Pode ser aberto com:

  • VLC;
  • foobar2000;
  • ferramentas e navegadores compatíveis.

.AIFF e .AIF — Audio Interchange File Format

Extensões:

.aiff

.aif

Formato de áudio historicamente associado ao ecossistema Apple e a aplicações profissionais.

Pode conter áudio sem compressão.

Pode ser aberto com:

  • players multimídia;
  • Audacity;
  • softwares profissionais de áudio.

.AMR — Adaptive Multi-Rate

Extensão: .amr

Formato bastante associado a gravações de voz e dispositivos móveis, especialmente em equipamentos antigos.

Pode ser aberto com: VLC e programas que ofereçam suporte ao formato.


.AC3 — Dolby Digital

Extensão: .ac3

Formato de áudio comprimido associado ao Dolby Digital.

É bastante encontrado em:

  • DVDs;
  • vídeos;
  • sistemas de áudio multicanal.

Pode ser aberto com: VLC e softwares multimídia compatíveis.


.DTS — Digital Theater Systems

Extensão: .dts

Formato relacionado a áudio multicanal utilizado em cinema doméstico e mídia.

Pode ser reproduzido por: players e equipamentos que suportem DTS.


.MID e .MIDI — Musical Instrument Digital Interface

Extensões:

.mid

.midi

MIDI é muito diferente de MP3 ou WAV.

Um arquivo MIDI pode armazenar instruções musicais, como:

  • notas;
  • duração;
  • instrumentos;
  • eventos.

Não precisa conter uma gravação tradicional de áudio.

Podemos imaginar:

MP3
↓
som gravado/codificado

MIDI
↓
instruções musicais

Pode ser aberto com:

  • softwares de produção musical;
  • sequenciadores;
  • players compatíveis.

.AUP3 — projeto do Audacity

Extensão: .aup3

Formato de projeto utilizado pelo Audacity.

Não deve ser confundido com um arquivo final de áudio.

Ele pode preservar estrutura de edição, faixas e informações do projeto.

Programa principal: Audacity.


.SESX — projeto do Adobe Audition

Extensão: .sesx

Arquivo de sessão do Adobe Audition.

Pode armazenar informações sobre:

  • faixas;
  • edições;
  • referências a arquivos;
  • mixagem.

Programa principal: Adobe Audition.


Extensões de vídeo

Agora entramos nos formatos que mais geram confusão entre contêiner e codec.


.MP4 — MPEG-4 Part 14

Extensão: .mp4

MP4 é um dos contêineres multimídia mais populares atualmente.

Pode armazenar:

  • vídeo;
  • áudio;
  • legendas;
  • metadados.

É muito utilizado em:

  • celulares;
  • câmeras;
  • sites;
  • streaming;
  • redes sociais.

Pode ser aberto com:

  • Media Player;
  • VLC;
  • navegadores;
  • players modernos;
  • editores de vídeo.

Por que um MP4 pode não abrir?

Porque .mp4 informa o contêiner, mas o programa também precisa entender os codecs internos.

Podemos ter:

arquivo.mp4
↓
contêiner reconhecido
↓
codec de vídeo não suportado
↓
falha ou reprodução parcial

Isso explica por que instalar um player com suporte mais amplo pode resolver determinados arquivos sem alterar a extensão.


.MKV — Matroska Video

Extensão: .mkv

MKV é um contêiner multimídia extremamente flexível.

Pode armazenar:

  • várias faixas de áudio;
  • várias legendas;
  • capítulos;
  • vídeo;
  • metadados.

É muito comum em:

  • filmes;
  • séries;
  • backups de mídia;
  • coleções de vídeo.

Pode ser aberto com:

  • VLC;
  • MPC-HC/MPC-BE;
  • players modernos compatíveis.

MKV é codec?

Não.

MKV é um contêiner.

Um MKV pode conter diferentes codecs.

Essa distinção é tão importante quanto no MP4.


.AVI — Audio Video Interleave

Extensão: .avi

Formato contêiner criado pela Microsoft e muito popular durante décadas.

Pode conter vídeo utilizando codecs bastante diferentes.

Por isso, dois AVI podem ter compatibilidade muito distinta.

Pode ser aberto com:

  • VLC;
  • Media Player;
  • players compatíveis.

“Tenho AVI e o Windows não abre”

Pode faltar suporte ao codec utilizado dentro daquele AVI.

Isso era especialmente comum em acervos antigos de vídeo.

O formato AVI continuava reconhecido, mas o codec podia ser incomum ou não estar instalado.


.MOV — QuickTime File Format

Extensão: .mov

Contêiner associado historicamente ao Apple QuickTime.

É bastante utilizado em:

  • edição de vídeo;
  • câmeras;
  • dispositivos Apple;
  • produção profissional.

Pode ser aberto com:

  • VLC;
  • QuickTime em ambientes compatíveis;
  • Adobe Premiere Pro;
  • DaVinci Resolve;
  • outros editores.

.M4V — MPEG-4 Video

Extensão: .m4v

Formato relacionado ao ecossistema MPEG-4 e muito associado historicamente à Apple.

Pode ser semelhante a MP4 em vários aspectos, mas o contexto de uso e compatibilidade pode variar.


.WMV — Windows Media Video

Extensão: .wmv

Formato associado às tecnologias Windows Media da Microsoft.

Foi bastante utilizado em versões anteriores do Windows e na distribuição de vídeos.

Pode ser aberto com:

  • Media Player;
  • VLC;
  • softwares compatíveis.

.WEBM — WebM

Extensão: .webm

Formato de contêiner aberto desenvolvido para mídia na web.

É encontrado principalmente em:

  • navegadores;
  • vídeos online;
  • aplicações web.

Pode utilizar codecs como VP8, VP9 e AV1 em contextos compatíveis.

Pode ser aberto com:

  • navegadores modernos;
  • VLC;
  • players compatíveis.

.MPEG e .MPG

Extensões:

.mpeg

.mpg

Associadas a diferentes gerações de padrões MPEG de vídeo.

São muito encontradas em arquivos mais antigos.

Pode ser aberto com: VLC e players multimídia compatíveis.


.M2V — MPEG-2 Video

Extensão: .m2v

Pode armazenar fluxo de vídeo MPEG-2 sem necessariamente incluir áudio no mesmo arquivo.

É encontrado em fluxos relacionados a DVD e edição.


.VOB — DVD Video Object

Extensão: .vob

Arquivo encontrado em estruturas de DVD-Video.

Pode conter:

  • vídeo;
  • áudio;
  • legendas;
  • menus e outros dados relacionados.

Pode ser aberto com: VLC e softwares de DVD.


.IFO — informações de DVD

Extensão: .ifo

Arquivo de controle presente em estruturas de DVD-Video.

Pode conter informações sobre:

  • capítulos;
  • menus;
  • navegação.

Não é um vídeo isolado.


.BUP — backup das informações do DVD

Extensão: .bup

Arquivos BUP funcionam como cópias de segurança de determinadas informações IFO em DVD-Video.


.TS — Transport Stream

Extensão: .ts

MPEG Transport Stream.

É muito utilizado em:

  • transmissões;
  • televisão digital;
  • gravações;
  • fluxos de vídeo.

Pode ser aberto com: VLC e editores/reprodutores compatíveis.


.MTS — AVCHD

Extensão: .mts

Muito encontrado em câmeras de vídeo que utilizam AVCHD.

Pode ser aberto com:

  • VLC;
  • editores como Premiere Pro e DaVinci Resolve;
  • softwares do fabricante.

.M2TS — Blu-ray/AVCHD

Extensão: .m2ts

Formato de transport stream muito encontrado em:

  • Blu-ray;
  • AVCHD;
  • câmeras.

Pode transportar vídeo de alta definição e múltiplas faixas.


.3GP — 3GPP Multimedia

Extensão: .3gp

Formato desenvolvido para mídia em dispositivos móveis e redes celulares.

Foi muito popular em celulares mais antigos.

Pode ser aberto com: VLC e players compatíveis.


.3G2 — 3GPP2

Extensão: .3g2

Formato relacionado a tecnologias móveis 3GPP2.

Hoje aparece principalmente em acervos antigos.


.FLV — Flash Video

Extensão: .flv

Formato historicamente associado ao Adobe Flash.

Foi muito utilizado em vídeos online antes do domínio de tecnologias mais modernas.

Pode ser aberto com: VLC e players que ainda ofereçam suporte.


.F4V — Flash MP4 Video

Extensão: .f4v

Formato relacionado ao ecossistema Adobe Flash e baseado em tecnologias MPEG-4.

Hoje é muito menos comum.


.OGV — Ogg Video

Extensão: .ogv

Formato de vídeo dentro do ecossistema Ogg.

Pode ser utilizado em aplicações e páginas web compatíveis.


.RM e .RMVB — RealMedia

Extensões:

.rm

.rmvb

Formatos associados ao RealMedia.

Foram bastante populares em determinados períodos da internet, especialmente quando conexões eram mais lentas.

Pode ser aberto com: VLC e softwares compatíveis.


.DV — Digital Video

Extensão: .dv

Pode representar vídeo digital no formato DV, muito associado a câmeras MiniDV e fluxos profissionais mais antigos.


.MXF — Material Exchange Format

Extensão: .mxf

Formato profissional de contêiner utilizado em:

  • televisão;
  • cinema;
  • emissoras;
  • edição profissional.

Pode ser aberto com:

  • Adobe Premiere Pro;
  • DaVinci Resolve;
  • Avid Media Composer;
  • softwares profissionais compatíveis.

.PRORES não costuma ser extensão

Apple ProRes é um codec, não necessariamente uma extensão.

Arquivos ProRes são frequentemente armazenados dentro de contêineres como:

.mov

Isso é um excelente exemplo de por que:

codec ≠ extensão.


H.264 não é extensão de arquivo

H.264, também chamado AVC, é um codec de vídeo.

Você pode encontrar vídeo H.264 dentro de:

.mp4

.mkv

.mov

e outros contêineres compatíveis.


H.265 / HEVC

HEVC é um codec de vídeo mais eficiente que H.264 em muitos cenários.

Pode aparecer dentro de:

  • MP4;
  • MKV;
  • MOV.

Um computador pode reconhecer o contêiner MP4, mas não possuir suporte adequado ao HEVC.

Nesse caso, o vídeo pode não reproduzir corretamente.


AV1

AV1 é um codec de vídeo moderno e aberto.

É cada vez mais utilizado em:

  • streaming;
  • web;
  • plataformas de vídeo.

Pode aparecer dentro de contêineres como:

.webm

e:

.mp4

dependendo do ecossistema.

Novamente:

AV1 é codec, não extensão.


VP9

VP9 é outro codec de vídeo muito utilizado em plataformas online.

É frequentemente associado ao WebM.

Mas:

.webm

é o contêiner.

VP9 é o codec.


Extensões de legendas

Legendas podem existir:

  • incorporadas dentro do vídeo;
  • ou como arquivos externos.

Arquivos externos normalmente possuem o mesmo nome-base do vídeo.

Exemplo:

filme.mkv
filme.srt

O player pode identificar automaticamente a legenda.


.SRT — SubRip Subtitle

Extensão: .srt

Uma das extensões de legendas mais comuns.

É essencialmente um arquivo de texto contendo:

  • número da legenda;
  • tempo inicial;
  • tempo final;
  • texto.

Exemplo simplificado:

1
00:00:03,000 --> 00:00:06,000
Olá, este é um exemplo.

Pode ser aberto com:

  • Bloco de Notas;
  • Subtitle Edit;
  • players como VLC;
  • editores de legendas.

.ASS — Advanced SubStation Alpha

Extensão: .ass

Formato de legenda mais avançado que permite recursos de estilo e posicionamento.

É bastante utilizado em:

  • animações;
  • fansubs;
  • projetos que exigem estilos complexos.

Pode ser aberto com:

  • Aegisub;
  • Subtitle Edit;
  • editores de texto;
  • players compatíveis.

.SSA — SubStation Alpha

Extensão: .ssa

Formato anterior relacionado ao SubStation Alpha.

Possui recursos de estilo superiores ao SRT em determinados aspectos.


.VTT — WebVTT

Extensão: .vtt

Web Video Text Tracks.

Formato amplamente utilizado para legendas e faixas de texto na web.

Pode ser aberto com:

  • navegadores;
  • editores de texto;
  • ferramentas de legendagem.

.SUB — legendas

Extensão: .sub

Essa extensão pode representar diferentes tipos de legenda dependendo da origem.

Pode estar associada a formatos textuais ou a conjuntos utilizados com outros arquivos auxiliares.

Portanto:

.sub sozinho não identifica obrigatoriamente uma única estrutura.


.IDX + .SUB

Em determinados DVDs ou legendas extraídas, encontramos:

filme.idx

e:

filme.sub

O .idx contém informações de índice e o .sub pode conter dados das legendas.

Normalmente funcionam como um conjunto.


Extensões de playlists

Uma playlist não precisa conter as músicas ou vídeos propriamente ditos.

Ela pode simplesmente armazenar referências para outros arquivos ou endereços.


.M3U — playlist

Extensão: .m3u

Formato simples de playlist.

Pode armazenar caminhos para:

  • músicas;
  • vídeos;
  • transmissões.

Pode ser aberto com:

  • VLC;
  • foobar2000;
  • players multimídia;
  • editores de texto.

.M3U8 — playlist M3U com UTF-8

Extensão: .m3u8

É associada a playlists codificadas em UTF-8.

Também é amplamente utilizada em streaming HLS.

Um arquivo M3U8 pode apontar para:

  • segmentos de vídeo;
  • diferentes qualidades;
  • transmissões.

Portanto, nem todo .m3u8 é apenas uma lista simples de músicas.


.PLS — playlist

Extensão: .pls

Formato de playlist utilizado por diversos players.

Pode conter referências para arquivos ou streams.


.WPL — Windows Media Player Playlist

Extensão: .wpl

Formato de playlist associado ao Windows Media Player.


.XSPF — XML Shareable Playlist Format

Extensão: .xspf

Formato de playlist baseado em XML.

Pode ser utilizado por aplicativos compatíveis, incluindo VLC em determinados cenários.


Arquivos de projeto de vídeo

Assim como PSD não é simplesmente uma imagem, arquivos de projeto de edição não são vídeos finais.


.PRPROJ — Adobe Premiere Pro Project

Extensão: .prproj

Arquivo de projeto do Adobe Premiere Pro.

Pode armazenar:

  • cortes;
  • timeline;
  • referências a mídias;
  • efeitos;
  • transições;
  • configurações.

Ele não contém obrigatoriamente todas as mídias utilizadas dentro do projeto.

Programa principal: Adobe Premiere Pro.


Por que copiar só o PRPROJ pode não funcionar em outro PC?

Porque o projeto pode fazer referência a:

video1.mp4

audio.wav

imagem.png

armazenados em outros locais.

Ao abrir em outro computador, o Premiere pode informar que determinadas mídias estão offline.

Isso não significa que o PRPROJ esteja necessariamente corrompido.


.DRP — DaVinci Resolve Project exportado

Extensão: .drp

Arquivo utilizado para exportar/importar projetos do DaVinci Resolve.

Programa principal: DaVinci Resolve.

Dependendo do fluxo, os arquivos de mídia originais continuam sendo necessários.


.AEP — Adobe After Effects Project

Extensão: .aep

Projeto do Adobe After Effects.

Pode armazenar:

  • composições;
  • efeitos;
  • animações;
  • referências a mídias;
  • configurações.

Programa: Adobe After Effects.


.AEPX — After Effects Project em XML

Extensão: .aepx

Versão baseada em XML de projeto do After Effects em determinados fluxos.


.VEG — VEGAS Pro Project

Extensão: .veg

Formato de projeto associado ao VEGAS Pro.

Não é um vídeo final.


.KDENLIVE — projeto do Kdenlive

Extensão: .kdenlive

Projeto utilizado pelo editor de vídeo Kdenlive.

Contém informações de edição e referências às mídias.


.MLT — projetos/descrições MLT

Extensão: .mlt

Pode ser utilizada em ecossistemas de edição baseados no framework MLT.

É encontrada em determinados editores e fluxos de vídeo.


Resumo das principais extensões multimídia

ExtensãoTipoUso comumPrograma comum
.MP3ÁudioMúsica comprimidaVLC/players
.WAVÁudioGravação/ediçãoAudacity
.FLACÁudio losslessMúsica/arquivofoobar2000/VLC
.AACÁudioStreaming/mídiaPlayers modernos
.M4AContêiner de áudioAAC/ALACVLC/apps Apple
.WMAÁudioWindows MediaMedia Player
.OGGContêiner/áudioMúsica/áudio abertoVLC
.OPUSÁudioVoz/streamingVLC
.AIFFÁudioProduçãoDAWs
.MIDMIDIInstruções musicaisSequenciadores
.MP4Contêiner de vídeoVídeos geraisVLC/Media Player
.MKVContêiner de vídeoFilmes/múltiplas faixasVLC
.AVIContêinerVídeo legadoVLC
.MOVContêinerApple/profissionalVLC/Premiere
.WMVVídeoWindows MediaMedia Player
.WEBMContêiner webVídeo onlineNavegadores
.MPEGVídeoVídeo legadoVLC
.MTSVídeoCâmeras AVCHDVLC/editores
.M2TSVídeoBlu-ray/AVCHDVLC
.VOBDVDVídeo de DVDVLC
.MXFProfissionalTV/cinemaPremiere/Resolve
.SRTLegendaTexto de legendasSubtitle Edit
.ASSLegendaLegendas estilizadasAegisub
.VTTLegendaWebNavegadores
.M3UPlaylistLista de mídiaVLC
.M3U8Playlist/streamingHLS/UTF-8VLC/navegadores
.PRPROJProjetoPremiere ProPremiere
.AEPProjetoAfter EffectsAfter Effects
.DRPProjetoDaVinci ResolveResolve

“Qual programa abre MP4?”

A resposta correta é:

vários programas podem abrir MP4, desde que consigam interpretar o contêiner e os codecs presentes.

Exemplos:

  • Media Player;
  • VLC;
  • navegadores;
  • editores.

Por isso, quando um MP4 não abre, a solução não é necessariamente:

“associar a extensão a outro programa.”

Pode existir uma questão de codec.


O vídeo abre mas não tem áudio

Isso pode acontecer quando:

  • o codec de vídeo é suportado;
  • o codec de áudio não é.

Exemplo conceitual:

MP4 reconhecido
├── H.264 → OK
└── codec de áudio → não suportado

O player consegue mostrar a imagem, mas não decodificar a faixa sonora.


Áudio funciona, mas imagem não aparece

Pode acontecer o inverso:

MKV reconhecido
├── codec de vídeo → não suportado
└── áudio → OK

Resultado:

som sem imagem.

Esse diagnóstico demonstra por que trocar a extensão quase nunca resolve problemas de codec.


Renomear MKV para MP4 converte o vídeo?

Não.

Fazer:

filme.mkv

virar:

filme.mp4

altera apenas o nome.

O contêiner interno não foi reconstruído.

Para converter ou remuxar corretamente, utilize ferramenta apropriada.


Remux e conversão não são a mesma coisa

Essa diferença é importante.

Conversão/transcodificação

Pode decodificar uma mídia e codificá-la novamente usando outro codec.

Exemplo:

H.265
↓
decodificação
↓
H.264

Pode consumir bastante processamento e, em codecs com perdas, envolver perda adicional de qualidade.

Remux

Pode trocar o contêiner sem recodificar os fluxos quando os formatos são compatíveis.

Exemplo conceitual:

MKV
├── H.264
└── AAC
       ↓
troca de contêiner
       ↓
MP4
├── H.264
└── AAC

Nesse cenário, o vídeo e o áudio podem permanecer codificados da mesma maneira.


FFmpeg e ferramentas multimídia

Em ambientes técnicos, FFmpeg é uma ferramenta amplamente utilizada para:

  • análise;
  • conversão;
  • remux;
  • áudio;
  • vídeo;
  • codecs.

Também existem aplicações gráficas que utilizam tecnologias semelhantes.

Para o usuário comum, ferramentas como VLC e editores de vídeo podem resolver muitos cenários sem linha de comando.


Como descobrir o codec existente dentro de um arquivo?

Programas de análise de mídia conseguem mostrar:

  • contêiner;
  • codec de vídeo;
  • codec de áudio;
  • resolução;
  • bitrate;
  • frame rate;
  • canais;
  • duração.

Essa informação é muito mais útil que olhar apenas a extensão quando existe problema de reprodução.


Uma regra importante sobre mídia

Quando um vídeo não abre, não pergunte apenas:

“Qual a extensão?”

Pergunte:

Qual o contêiner?

Qual o codec de vídeo?

Qual o codec de áudio?

Qual player está sendo utilizado?

Essas quatro respostas resolvem muitos mistérios.

Arquivos ZIP, RAR, ISO, EXE, MSI e todos os formatos de instalação, compactação e discos

Depois de conhecer documentos, imagens, áudios e vídeos, chegamos a uma das categorias que mais gera dúvidas no Windows: arquivos compactados, imagens de disco, instaladores e executáveis.

Muitas pessoas acreditam que um .ZIP é um programa, que um .ISO é apenas um arquivo compactado ou que um .MSI é igual a um .EXE.

Na prática, cada extensão possui uma finalidade completamente diferente.

Nesta parte vamos explicar os formatos utilizados para:

  • compactar arquivos;
  • criar backups;
  • distribuir programas;
  • instalar aplicativos;
  • criar imagens de CD/DVD;
  • armazenar discos virtuais;
  • compartilhar grandes coleções de arquivos.

Arquivo compactado não é a mesma coisa que um instalador

Imagine três arquivos diferentes:

Fotos.zip
Windows.iso
Programa.exe

Embora todos possam ser baixados da internet, eles representam coisas muito diferentes.

ExtensãoO que é
.ZIPArquivo compactado
.ISOImagem de disco
.EXEPrograma executável

Confundir essas categorias é uma das causas mais comuns de erros na hora de instalar softwares.


O que é compactação de arquivos?

Compactação é o processo de reduzir o espaço necessário para armazenar um ou mais arquivos.

Por exemplo:

Projeto
├── Documento.docx
├── Foto.jpg
└── Planilha.xlsx

Pode virar:

Projeto.zip

Os arquivos continuam existindo dentro do pacote compactado.

A extensão muda, mas o conteúdo permanece preservado.


.ZIP — o formato de compactação mais popular

Extensão: .zip

ZIP é o formato de compactação mais conhecido do mundo.

Ele pode armazenar:

  • documentos;
  • fotos;
  • vídeos;
  • programas;
  • pastas inteiras;
  • centenas de arquivos simultaneamente.

O Windows consegue abrir arquivos ZIP nativamente, sem instalar programas adicionais.

Pode ser aberto com:

  • Explorador de Arquivos;
  • 7-Zip;
  • WinRAR;
  • WinZip;
  • PeaZip.

ZIP reduz o tamanho de qualquer arquivo?

Não.

Arquivos já comprimidos, como:

  • JPG;
  • MP4;
  • MP3;
  • WEBP;

normalmente reduzem muito pouco quando colocados em ZIP.

Já arquivos como:

  • TXT;
  • CSV;
  • XML;
  • LOG;

podem reduzir bastante.


.RAR — Roshal Archive

Extensão: .rar

RAR é outro formato de compactação extremamente popular.

Durante muitos anos foi amplamente utilizado para distribuir arquivos grandes pela internet.

Pode ser aberto com:

  • WinRAR;
  • 7-Zip;
  • PeaZip.

O Windows, por padrão, historicamente não ofereceu o mesmo nível de suporte nativo ao RAR que oferece ao ZIP em várias versões.


RAR é melhor que ZIP?

Depende do cenário.

RAR oferece recursos próprios de compactação e recuperação em determinados fluxos.

ZIP continua sendo o formato mais universal para compartilhamento.

A escolha normalmente depende de compatibilidade e necessidade.


.7Z — 7-Zip Archive

Extensão: .7z

Formato criado pelo projeto 7-Zip.

É conhecido por oferecer excelente taxa de compactação em muitos tipos de arquivos.

Pode ser aberto com:

  • 7-Zip;
  • PeaZip;
  • WinRAR (versões compatíveis).

É bastante utilizado por usuários avançados para backups e distribuição de grandes coleções de arquivos.


.TAR — Tape Archive

Extensão: .tar

TAR não nasceu como formato de compressão.

Ele serve principalmente para agrupar arquivos em um único pacote.

Depois desse agrupamento, normalmente aplica-se uma compressão adicional.

Por isso encontramos extensões compostas.


.GZ e .TGZ

Extensões:

.gz

.tgz

.gz representa normalmente compressão GZIP.

.tgz costuma representar um arquivo TAR compactado com GZIP.

Exemplo:

backup.tar
↓
compressão GZIP
↓
backup.tar.gz

Ou simplesmente:

backup.tgz


.BZ2 — Bzip2

Extensão: .bz2

Formato de compressão bastante utilizado em sistemas Linux e distribuições de software.

Pode aparecer como:

arquivo.tar.bz2


.XZ — XZ Archive

Extensão: .xz

Formato moderno de compressão com excelente eficiência.

É muito comum em distribuições Linux e pacotes técnicos.


.ZST — Zstandard

Extensão: .zst

Formato de compressão moderno conhecido por combinar boa velocidade e ótima taxa de compressão.

Cada vez mais utilizado em ambientes corporativos e distribuições de software.


.CAB — Cabinet

Extensão: .cab

Formato de arquivo compactado utilizado pela Microsoft.

É encontrado frequentemente em:

  • drivers;
  • atualizações;
  • componentes do Windows.

Não costuma ser utilizado pelo usuário para guardar documentos pessoais.


O que é uma imagem de disco?

Agora mudamos completamente de categoria.

Uma imagem de disco representa uma cópia estruturada de um disco óptico ou de outro tipo de mídia.

Exemplo:

DVD
↓
cópia completa
↓
arquivo.iso

O objetivo não é apenas compactar arquivos.

É preservar a estrutura do disco.


.ISO — imagem de CD, DVD ou mídia

Extensão: .iso

ISO é provavelmente a imagem de disco mais conhecida.

É utilizada para distribuir:

  • Windows;
  • Linux;
  • programas;
  • jogos;
  • ferramentas de recuperação.

O Windows 11 consegue montar arquivos ISO sem programas adicionais.

Pode ser aberto/montado com:

  • Explorador de Arquivos;
  • Windows;
  • Rufus (para criar pendrive inicializável);
  • VirtualBox (como mídia virtual).

ISO não é um ZIP

Essa diferença merece destaque.

Um ZIP contém arquivos compactados.

Uma ISO representa uma estrutura de disco.

Embora ambos possam conter muitos arquivos, suas finalidades são diferentes.


Posso abrir uma ISO sem gravar DVD?

Sim.

No Windows moderno basta montar a imagem.

Ela aparecerá como uma unidade virtual.


.IMG — imagem de disco

Extensão: .img

IMG é um formato genérico de imagem de disco.

Pode representar:

  • cartão SD;
  • pendrive;
  • partição;
  • mídia de armazenamento.

O significado depende bastante do software que criou o arquivo.


.BIN e .CUE

Essas duas extensões frequentemente aparecem juntas.

.BIN

Armazena os dados principais da imagem.

.CUE

Descreve a estrutura da mídia, como faixas e organização.

Exemplo:

Jogo.bin
Jogo.cue

Os dois arquivos normalmente trabalham em conjunto.


.NRG — Nero Burning ROM

Extensão: .nrg

Formato de imagem de disco associado ao Nero Burning ROM.

Muito popular na época de CDs e DVDs graváveis.


.MDF e .MDS

.MDF

Dados principais da imagem.

.MDS

Metadados da estrutura.

São formatos associados a determinados softwares de criação de imagens de disco.


Discos virtuais

Agora entramos em virtualização.

Em vez de representar um CD, esses arquivos representam um disco rígido virtual.


.VHD — Virtual Hard Disk

Extensão: .vhd

Formato de disco virtual criado pela Microsoft.

Pode ser utilizado em:

  • Hyper-V;
  • backups;
  • ambientes virtuais.

O Windows também consegue montar VHD em determinados cenários.


.VHDX — Virtual Hard Disk v2

Extensão: .vhdx

Evolução do VHD.

Oferece melhorias de capacidade e confiabilidade.

É o formato mais comum em versões modernas do Hyper-V.


.VDI — VirtualBox Disk Image

Extensão: .vdi

Disco virtual utilizado pelo Oracle VirtualBox.

Armazena o sistema operacional instalado dentro da máquina virtual.


.VMDK — VMware Virtual Disk

Extensão: .vmdk

Formato de disco virtual associado ao VMware.

É extremamente comum em ambientes corporativos.


.QCOW2 — QEMU Copy-On-Write

Extensão: .qcow2

Formato utilizado principalmente por QEMU e KVM.

Muito presente em servidores Linux e virtualização profissional.


Arquivos executáveis

Agora chegamos às extensões que realmente iniciam programas.


.EXE — Executable

Extensão: .exe

É o formato executável mais conhecido do Windows.

Pode representar:

  • programas;
  • instaladores;
  • utilitários;
  • ferramentas do sistema.

Quando você abre um aplicativo como Word, Photoshop ou Chrome, normalmente existe um EXE por trás daquela interface.

Executado pelo: Windows.


EXE significa vírus?

Não.

Essa é uma confusão comum.

.exe significa apenas arquivo executável.

Um programa legítimo e um malware podem utilizar a mesma extensão.

O que importa é a origem do arquivo.


.COM — Command File

Extensão: .com

Formato executável muito antigo do DOS.

Ainda existe por questões de compatibilidade.

Hoje aparece raramente.


.SCR — Screen Saver

Extensão: .scr

Historicamente utilizada para protetores de tela.

Tecnicamente é um tipo de executável.

Por isso, um arquivo .scr merece o mesmo cuidado que um .exe.


.PIF — Program Information File

Extensão: .pif

Arquivo histórico relacionado ao DOS e compatibilidade.

Hoje aparece principalmente em sistemas antigos.


Instaladores Windows

Nem todo programa vem em EXE.

Muitos utilizam pacotes de instalação.


.MSI — Microsoft Installer

Extensão: .msi

Formato oficial de instalação do Windows Installer.

Pode instalar:

  • programas;
  • drivers;
  • componentes;
  • atualizações.

Executado pelo: Windows Installer.


MSI é melhor que EXE?

Não necessariamente.

São tecnologias diferentes.

Um EXE pode internamente chamar um MSI.

Outros EXEs utilizam instaladores completamente diferentes.


.MSP — Microsoft Patch

Extensão: .msp

Arquivo utilizado para aplicar atualizações e patches a produtos instalados via Windows Installer.


.MSIX — pacote moderno de aplicativos

Extensão: .msix

Formato moderno de empacotamento de aplicativos Windows.

Foi criado para substituir gradualmente tecnologias anteriores em vários cenários.

Oferece instalação mais organizada e isolamento de componentes.


.APPX e .APPXBUNDLE

Extensões:

.appx

.appxbundle

Relacionadas ao ecossistema da Microsoft Store.

Podem conter aplicativos e seus componentes.


.MSIXBUNDLE

Extensão: .msixbundle

Versão agrupada de pacotes MSIX.

Muito utilizada para distribuir aplicativos com múltiplas arquiteturas.


.APPINSTALLER

Extensão: .appinstaller

Arquivo utilizado para facilitar instalação e atualização de aplicativos distribuídos por MSIX.


Scripts também podem iniciar tarefas

Embora não sejam programas compilados, scripts podem executar comandos.


.BAT — Batch File

Extensão: .bat

Arquivo de comandos do Prompt de Comando.

Pode automatizar tarefas administrativas.

Executado por: CMD.


.CMD — Command Script

Extensão: .cmd

Semelhante ao BAT, mas associado a versões modernas do Windows e do CMD.


.PS1 — PowerShell Script

Extensão: .ps1

Script do Windows PowerShell.

Muito utilizado por administradores para automação.


.VBS — Visual Basic Script

Extensão: .vbs

Script baseado em VBScript.

Hoje é muito menos utilizado que PowerShell em novos projetos.


.JS — JavaScript Script

No Windows, .js também pode representar scripts executados pelo Windows Script Host em determinados contextos, além do uso extremamente conhecido em navegadores.

O contexto é importante.


Arquivos de configuração e instalação

.INF

Arquivo de instalação e configuração de drivers Windows.

.CAT

Catálogo utilizado para validar componentes, especialmente drivers.

.MST

Transform utilizado pelo Windows Installer para personalizar instalações MSI.


Qual a diferença entre ZIP, ISO e EXE?

ExtensãoFinalidade
.ZIPCompactar arquivos
.ISORepresentar um disco
.EXEExecutar um programa
.MSIInstalar um programa
.VHDXRepresentar um disco rígido virtual
.7ZCompactação avançada
.RARCompactação proprietária

Como identificar rapidamente um arquivo baixado?

Se termina em…Provavelmente é…
.ZIPArquivo compactado
.RARArquivo compactado
.7ZArquivo compactado
.ISOImagem de disco
.EXEPrograma executável
.MSIInstalador Windows
.BATScript de comandos
.VHDXDisco virtual
.IMGImagem de disco
.CABPacote de componentes Windows

Extensões do Windows, scripts, programação e arquivos de desenvolvimento

Até aqui vimos documentos, imagens, áudio, vídeo, compactação, imagens de disco e instaladores.

Agora entramos em uma categoria que merece atenção especial porque muitos desses arquivos não existem para o usuário abrir manualmente.

Alguns são carregados pelo Windows.

Outros pertencem a drivers.

Alguns funcionam como scripts.

Outros armazenam configurações, eventos, atalhos ou informações de instalação.

Também veremos extensões de programação muito conhecidas, como:

.HTML

.CSS

.JS

.JSON

.XML

.PY

.C

.CPP

.CS

.JAVA

.SQL

e muitas outras.


.DLL — Dynamic-Link Library

Extensão: .dll

Significado: Dynamic-Link Library.

DLL é uma biblioteca dinâmica utilizada pelo Windows e pelos programas.

Pode fornecer:

  • funções;
  • componentes;
  • recursos;
  • interfaces;
  • rotinas reutilizáveis.

Um programa pode depender de várias DLLs para funcionar.

Exemplo conceitual:

programa.exe
├── biblioteca1.dll
├── biblioteca2.dll
└── biblioteca3.dll

Quem abre?

Normalmente o próprio programa ou o Windows carrega a DLL.

Não é um arquivo criado para o usuário abrir com duplo clique.

Ferramentas técnicas, como Process Explorer e analisadores de binários, podem examinar determinadas informações da DLL.


DLL é programa?

Não exatamente.

Uma DLL normalmente fornece código ou recursos para outros programas.

Ela não funciona como um executável independente tradicional.

Por isso, baixar uma DLL aleatória da internet para resolver um erro costuma ser uma má ideia.

O correto é descobrir:

  • qual programa deveria fornecer aquela DLL;
  • qual versão;
  • qual arquitetura;
  • qual pacote ou runtime está faltando.

.SYS — arquivo de sistema ou driver

Extensão: .sys

Arquivos SYS aparecem frequentemente em:

  • drivers;
  • componentes de baixo nível;
  • partes do Windows.

Exemplos podem estar relacionados a:

  • placa de vídeo;
  • rede;
  • armazenamento;
  • USB;
  • segurança;
  • sistema operacional.

Quem utiliza?

O próprio Windows.

Não é um arquivo feito para ser aberto manualmente pelo usuário.


.DRV — driver

Extensão: .drv

Formato historicamente relacionado a drivers e componentes de dispositivos.

É menos comum em sistemas modernos que arquivos .sys, mas ainda pode aparecer em softwares e componentes mais antigos.


.OCX — ActiveX Control

Extensão: .ocx

Arquivos OCX são componentes associados historicamente a tecnologias ActiveX e COM.

Podem fornecer funcionalidades para programas.

Aparecem muito em softwares antigos.

Quem utiliza?

Aplicativos compatíveis e o próprio Windows em determinados cenários.


.CPL — item do Painel de Controle

Extensão: .cpl

Arquivos CPL representam módulos do Painel de Controle do Windows.

Exemplos históricos de componentes do sistema podem utilizar essa extensão.

Podem ser carregados pelo próprio Windows para exibir determinadas configurações.


.MUI — Multilingual User Interface

Extensão: .mui

Arquivos MUI armazenam recursos relacionados a idiomas e interface.

Podem conter:

  • textos traduzidos;
  • recursos;
  • elementos usados por aplicativos e pelo Windows.

São comuns em pastas do sistema.


.CAT — Security Catalog

Extensão: .cat

Arquivos de catálogo podem armazenar informações usadas para verificar integridade e assinaturas de componentes.

São muito encontrados em:

  • drivers;
  • pacotes Windows;
  • atualizações.

Normalmente não precisam ser abertos pelo usuário.


.INF — Setup Information File

Extensão: .inf

Arquivo de texto estruturado utilizado pelo Windows para instalação e configuração de componentes, especialmente drivers.

Pode informar:

  • arquivos que precisam ser copiados;
  • identificadores de hardware;
  • serviços;
  • configurações;
  • informações do fabricante.

Pode ser aberto com:

  • Bloco de Notas;
  • Notepad++;
  • Visual Studio Code.

Mas editar um INF de driver sem entender sua estrutura pode impedir a instalação correta.


.REG — arquivo do Registro do Windows

Extensão: .reg

Arquivo contendo instruções para adicionar, alterar ou remover informações no Registro do Windows.

Pode ser aberto como texto, mas ao executá-lo o Windows pode importar suas alterações.

Exemplo conceitual:

Windows Registry Editor Version 5.00

Pode ser aberto com:

  • Bloco de Notas;
  • Editor do Registro para importação.

Arquivos REG de origem desconhecida exigem cuidado, porque podem modificar configurações importantes do sistema.


.LNK — atalho do Windows

Extensão: .lnk

É o formato de atalho tradicional do Windows.

Um atalho pode apontar para:

  • programa;
  • arquivo;
  • pasta;
  • unidade;
  • recurso de rede.

Exemplo:

Chrome.lnk
      ↓
chrome.exe

O .lnk não é o programa em si.

Ele apenas referencia outro destino.


Por que a extensão .LNK normalmente fica escondida?

O Windows trata atalhos de maneira especial no Explorador.

Mesmo com extensões visíveis, o comportamento pode diferir de arquivos comuns.

Por isso, identificar corretamente atalhos continua sendo importante.


.URL — Internet Shortcut

Extensão: .url

Arquivo de atalho para um endereço da internet.

Pode ser criado ao arrastar determinado link para a área de trabalho ou por programas.

Pode ser aberto com: navegador configurado.


.MSC — Microsoft Management Console

Extensão: .msc

Arquivos MSC são consoles utilizados pelo Microsoft Management Console.

Exemplos conhecidos incluem:

services.msc
eventvwr.msc
devmgmt.msc
diskmgmt.msc

Servem para abrir ferramentas administrativas do Windows.


.EVTX — Windows Event Log

Extensão: .evtx

Formato utilizado pelos logs de eventos modernos do Windows.

Pode conter registros de:

  • sistema;
  • aplicativos;
  • segurança;
  • serviços;
  • erros.

Programa principal: Visualizador de Eventos.

Também pode ser analisado por ferramentas especializadas.


.DMP — dump de memória

Extensão: .dmp

Um dump registra informações da memória de um processo ou do sistema em determinado momento.

Pode ser criado após:

  • travamento de programa;
  • tela azul;
  • erro crítico.

Pode ser analisado com:

  • WinDbg;
  • Visual Studio em determinados cenários;
  • ferramentas de diagnóstico.

Não é um arquivo de texto comum.


.MDMP — MiniDump

Extensão: .mdmp

Pode representar um dump menor, contendo informações específicas de uma falha.

É encontrado em diagnósticos de aplicativos.


.ETL — Event Trace Log

Extensão: .etl

Formato de log utilizado pelo Event Tracing for Windows, conhecido como ETW.

Pode registrar grande quantidade de informações de diagnóstico e desempenho.

É utilizado por:

  • Windows Performance Recorder;
  • Windows Performance Analyzer;
  • ferramentas de rede;
  • diagnóstico de drivers.

.LOG — arquivo de log

Extensão: .log

Extensão genérica utilizada para arquivos de registro.

Pode conter:

  • erros;
  • eventos;
  • mensagens;
  • atividades de programas.

Muitos LOGs são texto simples.

Pode ser aberto com:

  • Bloco de Notas;
  • Notepad++;
  • Visual Studio Code.

Mas o formato interno depende do programa que o criou.


.INI — arquivo de configuração

Extensão: .ini

Formato tradicional de configuração baseado em seções e valores.

Exemplo:

[Programa]
Idioma=pt-BR
Tema=Escuro

Muito utilizado por softwares antigos e ainda encontrado em programas modernos.


.CFG — Configuration File

Extensão: .cfg

Arquivo genérico de configuração.

Pode conter texto simples ou estruturas específicas do aplicativo.

Quem abre?

Normalmente o programa que criou o arquivo.

Também pode ser visualizado em editor de texto quando o conteúdo for textual.


.CONF — Configuration File

Extensão: .conf

Muito utilizada em Linux, servidores e programas multiplataforma.

Pode armazenar configurações em texto.


.DAT — Data File

Extensão: .dat

Uma das extensões mais genéricas.

Pode significar simplesmente:

arquivo de dados.

Um DAT pode conter:

  • texto;
  • banco de dados;
  • informações binárias;
  • vídeo;
  • configurações;
  • recursos de aplicativo.

Portanto:

não existe um único programa capaz de abrir qualquer arquivo DAT.

A origem é fundamental.


.BIN — arquivo binário

Já vimos .bin em imagens de disco, mas ele também pode representar genericamente dados binários.

Pode ser:

  • firmware;
  • dados de aplicativo;
  • ROM;
  • imagem de dispositivo;
  • tabela;
  • arquivo proprietário.

Novamente, o programa de origem determina o significado real.


.TMP — arquivo temporário

Extensão: .tmp

Criado temporariamente por:

  • instaladores;
  • editores;
  • navegadores;
  • programas;
  • Windows.

Pode desaparecer automaticamente quando a tarefa termina.

Nem todo TMP pode ser apagado enquanto o programa correspondente está em execução.


.BAK — backup

Extensão: .bak

Significa geralmente uma cópia de segurança.

Um programa pode transformar:

database.db

em:

database.bak

antes de realizar alterações.

Mas .bak não define um formato universal.

O arquivo continua dependendo do aplicativo que o criou.


Arquivos de scripts

Agora entramos em extensões que podem conter comandos executáveis.

Esses arquivos merecem mais atenção que documentos comuns.


.BAT — Batch File

Extensão: .bat

Script utilizado pelo Prompt de Comando do Windows.

Pode conter comandos em sequência.

Exemplo simples:

echo Ola
pause

Executado por: cmd.exe

É muito utilizado em:

  • automação;
  • suporte;
  • instalação;
  • administração.

.CMD — Command Script

Extensão: .cmd

Semelhante ao BAT e utilizado pelo processador de comandos do Windows.

É amplamente empregado em scripts administrativos.


BAT e CMD são iguais?

São muito parecidos, mas existem diferenças históricas e de comportamento em determinadas situações.

Para a maioria dos scripts modernos simples, o uso é bastante semelhante.


.PS1 — PowerShell Script

Extensão: .ps1

Arquivo de script do PowerShell.

Pode automatizar:

  • Windows;
  • arquivos;
  • rede;
  • serviços;
  • registro;
  • administração;
  • Microsoft 365;
  • servidores.

Executado por: PowerShell.

Um PS1 pode ser aberto em:

  • Bloco de Notas;
  • Visual Studio Code;
  • PowerShell ISE em sistemas onde ainda está disponível.

Mas editar e executar são ações diferentes.


.VBS — VBScript

Extensão: .vbs

Script escrito em VBScript.

Foi amplamente utilizado no Windows para:

  • automações;
  • scripts administrativos;
  • logon;
  • aplicações antigas.

Hoje é muito menos recomendado para novos projetos.


.JS — JavaScript

Extensão: .js

JavaScript é extremamente importante.

Pode ser utilizado:

  • em navegadores;
  • servidores com Node.js;
  • aplicações;
  • automações;
  • ferramentas.

Um arquivo .js pode conter código JavaScript.

Pode ser aberto com:

  • Visual Studio Code;
  • Notepad++;
  • qualquer editor de texto.

Executado por: navegador, Node.js ou outro ambiente compatível.


.JSE — JScript Encoded Script

Extensão: .jse

Formato historicamente associado a scripts JScript codificados para mecanismos do Windows Script Host.

Hoje é pouco comum.


.WSF — Windows Script File

Extensão: .wsf

Formato de script do Windows Script Host.

Pode combinar diferentes linguagens e configurações em uma estrutura baseada em XML.


.WSH — Windows Script Host Settings

Extensão: .wsh

Arquivo de configurações utilizado pelo Windows Script Host em determinados cenários.


.SH — Shell Script

Extensão: .sh

Script muito utilizado em:

  • Linux;
  • Unix;
  • macOS;
  • servidores;
  • ambientes de desenvolvimento.

No Windows pode ser usado através de ambientes como:

  • WSL;
  • Git Bash;
  • Cygwin;
  • outros shells compatíveis.

.PY — Python

Extensão: .py

Arquivo contendo código Python.

Exemplo:

print("Olá")

Pode ser aberto com:

  • Visual Studio Code;
  • PyCharm;
  • IDLE;
  • Notepad++;
  • qualquer editor de texto.

Executado por: interpretador Python.


.PYW — Python sem console

Extensão: .pyw

No Windows pode ser utilizada para scripts Python executados sem abrir a janela tradicional do console.


.PYC — Python compilado

Extensão: .pyc

Arquivo de bytecode gerado pelo Python em determinados cenários.

Não é normalmente editado diretamente.


.PL — Perl

Extensão: .pl

Arquivo de código Perl.

Muito encontrado em:

  • scripts antigos;
  • servidores;
  • administração;
  • processamento de texto.

.PHP — PHP

Extensão: .php

Arquivo contendo código PHP.

Muito utilizado em servidores web.

WordPress, por exemplo, é amplamente construído com PHP.

Pode ser aberto com:

  • Visual Studio Code;
  • PhpStorm;
  • Notepad++;
  • outros editores.

O navegador normalmente recebe o resultado processado pelo servidor, não o código PHP original.


Extensões da web

.HTML — HyperText Markup Language

Extensão: .html

Formato fundamental das páginas web.

Pode definir:

  • textos;
  • títulos;
  • links;
  • imagens;
  • tabelas;
  • formulários;
  • estrutura da página.

Pode ser aberto com:

  • navegadores;
  • Visual Studio Code;
  • editores de texto.

.HTM — HTML

Extensão: .htm

Representa HTML como .html.

A versão de três caracteres surgiu principalmente por limitações históricas de sistemas antigos.


.CSS — Cascading Style Sheets

Extensão: .css

Arquivo utilizado para definir a apresentação visual de páginas web.

Pode controlar:

  • cores;
  • fontes;
  • espaçamento;
  • posicionamento;
  • responsividade;
  • animações.

Pode ser aberto com: qualquer editor de texto ou editor de código.


.JS — JavaScript na web

Na web, JavaScript controla comportamentos como:

  • menus;
  • interatividade;
  • requisições;
  • formulários;
  • aplicações completas.

HTML, CSS e JavaScript formam uma base clássica:

HTML → estrutura
CSS → aparência
JavaScript → comportamento

.JSON — JavaScript Object Notation

Extensão: .json

Formato textual muito utilizado para troca e armazenamento de dados.

Exemplo:

{
  "nome": "VMIA",
  "cidade": "São Paulo"
}

Muito encontrado em:

  • APIs;
  • configurações;
  • aplicações web;
  • bancos de dados;
  • softwares.

Pode ser aberto com:

  • VS Code;
  • Notepad++;
  • editores de texto.

.XML — Extensible Markup Language

Extensão: .xml

Formato textual estruturado baseado em tags.

Exemplo:

<cliente>
    <nome>Maria</nome>
    <cidade>São Paulo</cidade>
</cliente>

Muito utilizado em:

  • configurações;
  • integração de sistemas;
  • documentos;
  • feeds;
  • serviços.

.XSD — XML Schema Definition

Extensão: .xsd

Arquivo utilizado para definir a estrutura e regras de documentos XML.

Pode indicar:

  • quais elementos existem;
  • tipos de dados;
  • restrições;
  • relacionamentos.

Muito utilizado em integrações corporativas.


.XSL e .XSLT

Extensões:

.xsl

.xslt

Utilizadas para transformar ou apresentar documentos XML.

XSLT é uma linguagem de transformação de XML.


.YAML e .YML — YAML

Extensões:

.yaml

.yml

Formato textual muito popular em:

  • configuração;
  • DevOps;
  • Docker;
  • Kubernetes;
  • GitHub Actions;
  • automação.

Exemplo:

servidor:
  porta: 8080
  ambiente: producao

As duas extensões normalmente representam YAML.


.TOML — Tom’s Obvious Minimal Language

Extensão: .toml

Formato de configuração textual.

É utilizado por diversos projetos e linguagens modernas.

Exemplo conhecido:

pyproject.toml

no ecossistema Python.


.ENV — arquivo de variáveis de ambiente

Extensão/nome comum: .env

Frequentemente utilizado por aplicações para guardar configurações.

Pode conter:

PORTA=8080
AMBIENTE=producao

Também pode conter credenciais ou chaves em alguns projetos.

Por isso arquivos .env não devem ser publicados indiscriminadamente.


Linguagens de programação

.C — linguagem C

Extensão: .c

Arquivo de código-fonte escrito em C.

Pode ser aberto com:

  • Visual Studio;
  • VS Code;
  • Code::Blocks;
  • CLion;
  • editores de texto.

Precisa ser compilado para gerar um programa executável na maioria dos usos.


.H — Header

Extensão: .h

Arquivo de cabeçalho muito utilizado em C e C++.

Pode conter:

  • declarações;
  • estruturas;
  • definições;
  • interfaces.

.CPP — C++

Extensão: .cpp

Arquivo-fonte C++.

Também encontramos:

.cc

.cxx

em alguns projetos.

Pode ser editado com:

  • Visual Studio;
  • CLion;
  • VS Code;
  • outros IDEs.

.HPP — Header C++

Extensão: .hpp

Arquivo de cabeçalho frequentemente utilizado em projetos C++.


.CS — C#

Extensão: .cs

Código-fonte da linguagem C#.

Muito utilizada no ecossistema .NET.

Programa comum:

  • Visual Studio;
  • Rider;
  • VS Code.

.JAVA — Java

Extensão: .java

Arquivo de código-fonte Java.

Pode ser compilado para gerar bytecode.

Editores/IDEs:

  • IntelliJ IDEA;
  • Eclipse;
  • NetBeans;
  • VS Code.

.CLASS — Java Bytecode

Extensão: .class

Arquivo gerado pela compilação de código Java.

É executado pela Java Virtual Machine.

Normalmente não é editado diretamente.


.JAR — Java Archive

Extensão: .jar

Pacote utilizado no ecossistema Java.

Pode conter:

  • classes;
  • recursos;
  • bibliotecas;
  • aplicativos.

É baseado no formato ZIP.

Alguns JARs são executáveis, outros são bibliotecas.


.KOTLIN / .KT — Kotlin

Extensão comum: .kt

Código-fonte Kotlin.

Muito utilizado em:

  • Android;
  • aplicações JVM;
  • desenvolvimento moderno.

.SWIFT — Swift

Extensão: .swift

Código da linguagem Swift.

Muito utilizada no desenvolvimento para plataformas Apple.


.GO — Go

Extensão: .go

Código-fonte da linguagem Go.

Muito utilizada em:

  • servidores;
  • ferramentas;
  • infraestrutura;
  • serviços de rede.

.RS — Rust

Extensão: .rs

Código-fonte Rust.

A linguagem é utilizada em:

  • sistemas;
  • ferramentas;
  • aplicações de alto desempenho;
  • infraestrutura.

.RB — Ruby

Extensão: .rb

Código Ruby.

Muito associado ao framework Ruby on Rails e automações.


.LUA — Lua

Extensão: .lua

Código Lua.

Muito utilizada em:

  • jogos;
  • plugins;
  • automações;
  • sistemas embarcados.

.R — linguagem R

Extensão: .r

Arquivo de código da linguagem R.

Muito utilizada em:

  • estatística;
  • ciência de dados;
  • pesquisa.

.MATLAB / .M — MATLAB

Extensão comum: .m

Arquivos .m podem ser usados por MATLAB e também aparecem em outros contextos, como Objective-C.

Isso é mais um exemplo em que a mesma extensão pode representar coisas diferentes.


Bancos de dados e SQL

.SQL — Structured Query Language

Extensão: .sql

Arquivo textual contendo comandos SQL.

Pode incluir:

  • criação de tabelas;
  • consultas;
  • inserções;
  • backups lógicos;
  • procedimentos.

Exemplo:

SELECT * FROM clientes;

Pode ser aberto com:

  • VS Code;
  • Notepad++;
  • MySQL Workbench;
  • SQL Server Management Studio;
  • DBeaver;
  • outros clientes.

.DB — Database

Extensão: .db

Extensão genérica para banco de dados.

Pode representar diferentes formatos.

Um .db pode ser:

  • SQLite;
  • banco proprietário;
  • cache;
  • dados de aplicativo.

Não existe um único programa universal para qualquer DB.


.SQLITE e .SQLITE3

Extensões:

.sqlite

.sqlite3

Normalmente representam bancos SQLite.

Pode ser aberto com:

  • DB Browser for SQLite;
  • SQLite;
  • DBeaver;
  • ferramentas compatíveis.

.MDB — Microsoft Access Database

Extensão: .mdb

Formato tradicional do Microsoft Access.

Muito encontrado em sistemas antigos.


.ACCDB — Microsoft Access moderno

Extensão: .accdb

Formato de banco de dados utilizado por versões mais recentes do Microsoft Access.


.MDF — SQL Server Database

Extensão: .mdf

No contexto do Microsoft SQL Server, MDF é o arquivo de dados principal do banco.

Mas lembre-se:

.mdf também pode aparecer em outro contexto relacionado a imagens de disco.

A origem é fundamental.


.LDF — SQL Server Transaction Log

Extensão: .ldf

Arquivo de log de transações do SQL Server.

Funciona em conjunto com os arquivos do banco.


.NDF — Secondary Database File

Extensão: .ndf

Arquivo de dados secundário que pode ser utilizado pelo SQL Server.


.DBF — Database File

Extensão: .dbf

Formato histórico associado ao dBASE e sistemas compatíveis.

Ainda aparece em:

  • sistemas legados;
  • GIS;
  • bancos antigos;
  • softwares empresariais.

Resumo das extensões desta parte

ExtensãoTipoQuem normalmente utiliza
.DLLBiblioteca dinâmicaWindows/programas
.SYSDriver/sistemaWindows
.OCXComponenteAplicativos
.INFInstalação/driverWindows
.CATCatálogoWindows/drivers
.REGRegistroWindows
.LNKAtalhoWindows
.MSCConsole administrativoWindows
.EVTXLog de eventosEvent Viewer
.DMPDumpWinDbg
.ETLTraceFerramentas Windows
.INIConfiguraçãoAplicativos
.CFGConfiguraçãoAplicativos
.DATDados genéricosDepende do programa
.BATScript CMDWindows
.CMDScriptWindows
.PS1PowerShellPowerShell
.VBSVBScriptWindows Script Host
.SHShell ScriptLinux/macOS/WSL
.PYPythonPython
.PHPPHPServidor web
.HTMLPágina webNavegador
.CSSEstilo webNavegador
.JSJavaScriptNavegador/Node.js
.JSONDados estruturadosAplicações
.XMLDados estruturadosAplicações
.YAMLConfiguraçãoDevOps/apps
.CCódigo CCompiladores/IDEs
.CPPCódigo C++Compiladores/IDEs
.CSCódigo C#.NET
.JAVACódigo JavaJVM/IDEs
.JARPacote JavaJava
.GOCódigo GoGo
.RSCódigo RustRust
.SQLScript SQLBanco de dados
.DBBanco genéricoDepende da origem
.SQLITESQLiteSQLite
.MDBAccess antigoMicrosoft Access
.ACCDBAccessMicrosoft Access

Nem todo arquivo deve ser aberto com duplo clique

Depois desta parte fica mais fácil perceber uma regra importante.

Arquivos como:

.PDF

.JPG

.DOCX

foram criados principalmente para consumo direto do usuário.

Já arquivos como:

.DLL

.SYS

.CAT

.ETL

.LDF

normalmente existem para serem utilizados pelo sistema, por um programa ou por uma ferramenta especializada.

Portanto, perguntar:

“Qual programa abre?”

nem sempre é a pergunta mais adequada.

Às vezes a pergunta correta é:

“Qual programa utiliza esse arquivo?”

Fontes, e-mail, contatos, certificados digitais e backups

Nesta parte vamos abordar extensões muito comuns em suporte técnico, empresas e computadores pessoais.

São arquivos que podem guardar:

  • fontes;
  • mensagens de e-mail;
  • caixas postais;
  • contatos;
  • compromissos;
  • certificados digitais;
  • chaves;
  • backups completos de computadores.

Algumas dessas extensões parecem simples, mas podem armazenar informações muito importantes.

Um .PST, por exemplo, pode conter anos de e-mails.

Um .PFX pode conter um certificado digital junto com sua chave privada.

Um .TIBX pode representar um backup de grande parte de um computador.

Por isso, conhecer a extensão ajuda não apenas a descobrir qual programa abre o arquivo, mas também a entender o valor e a finalidade dos dados armazenados nele.


Extensões de fontes

Fontes são arquivos que descrevem a aparência dos caracteres utilizados pelo sistema e pelos programas.

Quando instalamos uma fonte, aplicativos como Word, PowerPoint, Photoshop e navegadores podem passar a utilizá-la.


.TTF — TrueType Font

Extensão: .ttf

Significado: TrueType Font.

É um dos formatos de fontes mais conhecidos.

Foi desenvolvido originalmente pela Apple e posteriormente ganhou ampla adoção, inclusive no Windows.

Pode armazenar informações necessárias para desenhar:

  • letras;
  • números;
  • símbolos;
  • caracteres especiais.

Pode ser aberto/instalado com:

  • visualizador de fontes do Windows;
  • ferramentas de gerenciamento de fontes;
  • programas gráficos.

No Windows, normalmente basta abrir o arquivo para visualizar uma amostra e utilizar a opção de instalação.


.OTF — OpenType Font

Extensão: .otf

Significado: OpenType Font.

Formato desenvolvido a partir de tecnologias da Microsoft e Adobe.

Pode oferecer recursos tipográficos avançados, como:

  • ligaduras;
  • variantes estilísticas;
  • conjuntos alternativos;
  • suporte ampliado a caracteres.

Pode ser utilizado por:

  • Windows;
  • Microsoft Office;
  • Adobe Creative Cloud;
  • programas gráficos;
  • navegadores.

TTF ou OTF: qual é melhor?

Não existe uma resposta universal.

Ambos podem oferecer excelente qualidade.

OTF pode trazer recursos tipográficos mais avançados dependendo da fonte.

Para o usuário comum, a compatibilidade dos dois formatos é muito ampla.


.WOFF — Web Open Font Format

Extensão: .woff

Formato de fonte criado principalmente para utilização em páginas web.

Permite que um site carregue sua própria fonte.

Exemplo conceitual:

site
 ↓
arquivo.woff
 ↓
navegador renderiza a fonte

É muito utilizado em CSS.


.WOFF2 — Web Open Font Format 2

Extensão: .woff2

Evolução do WOFF.

Oferece compressão mais eficiente e tornou-se extremamente comum na web moderna.

Quem utiliza?

Principalmente navegadores.

O usuário normalmente não abre WOFF2 diretamente.


.EOT — Embedded OpenType

Extensão: .eot

Formato histórico da Microsoft para fontes incorporadas em páginas web.

Foi bastante utilizado pelo Internet Explorer.

Hoje é muito menos comum devido à adoção de WOFF e WOFF2.


.FON — fonte bitmap

Extensão: .fon

Formato antigo de fonte do Windows.

Pode conter fontes bitmap.

É encontrado principalmente em:

  • softwares antigos;
  • sistemas legados;
  • interfaces históricas.

.PFB e .PFM — fontes PostScript Type 1

Essas extensões aparecem em fontes PostScript Type 1 antigas.

.PFB

Printer Font Binary.

.PFM

Printer Font Metrics.

Foram muito utilizadas em ambientes gráficos profissionais.

Hoje são consideradas tecnologias legadas em comparação com OpenType.


Extensões de e-mail

Agora entramos em arquivos utilizados por clientes de e-mail.


.PST — Outlook Data File

Extensão: .pst

PST é um arquivo de dados utilizado pelo Microsoft Outlook clássico em determinados tipos de configuração.

Pode armazenar:

  • e-mails;
  • pastas;
  • contatos;
  • calendário;
  • tarefas;
  • outros itens do Outlook.

Um único PST pode conter uma enorme quantidade de informações.

Programa principal: Microsoft Outlook clássico.


PST é apenas um backup de e-mail?

Não necessariamente.

Dependendo da configuração, o Outlook pode utilizar PST como arquivo ativo de armazenamento.

Também é muito utilizado para:

  • exportação;
  • arquivamento;
  • migração;
  • backup.

Posso abrir PST no Bloco de Notas?

Não de maneira útil.

PST possui estrutura própria.

O programa precisa compreender o formato.

Abrir no editor de texto mostraria dados ilegíveis ou sem utilidade.


.OST — Offline Outlook Data File

Extensão: .ost

OST é utilizado pelo Outlook para manter uma cópia local sincronizada de determinadas caixas de correio.

É comum em contas conectadas a serviços como Exchange ou Microsoft 365 em configurações compatíveis.

Pode conter uma cópia local de:

  • mensagens;
  • calendário;
  • pastas;
  • outros dados sincronizados.

PST e OST são iguais?

Não.

Uma diferença importante é que OST normalmente está relacionado a uma caixa de correio sincronizada.

PST pode funcionar como armazenamento local independente ou arquivo de exportação.

Isso também explica por que simplesmente copiar um OST para outro computador nem sempre equivale a migrar uma caixa postal.


.MSG — mensagem do Outlook

Extensão: .msg

Formato utilizado pelo Microsoft Outlook para salvar uma mensagem individual.

Pode conter:

  • remetente;
  • destinatários;
  • assunto;
  • corpo;
  • anexos;
  • propriedades da mensagem.

Pode ser aberto com: Microsoft Outlook e softwares compatíveis.


.EML — Electronic Mail

Extensão: .eml

Formato muito comum para armazenar uma mensagem individual de e-mail.

Pode conter:

  • cabeçalhos;
  • corpo;
  • anexos;
  • informações MIME.

Pode ser aberto com:

  • Outlook;
  • Thunderbird;
  • vários clientes de e-mail;
  • editores de texto para análise técnica.

MSG ou EML?

Os dois podem guardar mensagens de e-mail, mas usam estruturas diferentes.

MSG está fortemente ligado ao ecossistema Outlook.

EML é um formato mais amplamente utilizado por diferentes clientes.


.MBOX — Mailbox

Extensão comum: .mbox

Formato utilizado para armazenar várias mensagens de e-mail em um único arquivo.

É encontrado em:

  • Thunderbird;
  • sistemas Unix;
  • ferramentas de exportação;
  • migração de e-mail.

Pode ser aberto/importado por: clientes e ferramentas compatíveis.


.MBX — Mailbox

Extensão: .mbx

Pode aparecer em clientes antigos de e-mail e formatos proprietários de caixa postal.

A origem do arquivo é essencial para saber qual programa consegue importá-lo.


.DBX — Outlook Express

Extensão: .dbx

Formato utilizado historicamente pelo Outlook Express.

Pode armazenar pastas de mensagens.

Hoje é encontrado principalmente em recuperações de computadores antigos.


.NK2 — cache de AutoCompletar do Outlook antigo

Extensão: .nk2

Utilizada por versões antigas do Outlook para armazenar informações de AutoCompletar de destinatários.

Hoje é principalmente um formato legado.


Extensões de contatos

.VCF — vCard

Extensão: .vcf

VCF é utilizado para armazenar informações de contato.

Pode conter:

  • nome;
  • telefone;
  • e-mail;
  • endereço;
  • empresa;
  • fotografia;
  • outros campos.

Exemplo:

BEGIN:VCARD
VERSION:3.0
FN:João Silva
TEL:+5511999999999
END:VCARD

Pode ser aberto/importado por:

  • Outlook;
  • aplicativos de contatos;
  • smartphones;
  • serviços de e-mail.

Posso enviar um VCF pelo WhatsApp?

Sim, contatos podem ser representados em formatos compatíveis como vCard em diversos sistemas.

O aplicativo pode interpretar os dados e oferecer a opção de adicionar o contato.


.VCS — vCalendar

Extensão: .vcs

Formato antigo utilizado para compromissos e eventos de calendário.

Foi amplamente substituído por ICS em muitos sistemas.


.ICS — iCalendar

Extensão: .ics

Formato utilizado para eventos de calendário.

Pode conter:

  • data;
  • horário;
  • localização;
  • descrição;
  • participantes;
  • recorrência.

É amplamente suportado por:

  • Outlook;
  • Google Calendar;
  • Apple Calendar;
  • outros serviços.

O que acontece ao abrir um ICS?

O programa de calendário normalmente mostra os dados do evento e permite adicioná-lo à agenda.

Isso não significa que o arquivo seja um programa.

Ele contém dados de calendário.


Certificados digitais e criptografia

Agora chegamos a extensões que frequentemente causam dúvidas porque várias delas podem representar certificados, chaves ou pacotes criptográficos.


O que é um certificado digital?

Um certificado digital associa informações de identidade a uma chave pública e é assinado por uma autoridade ou entidade confiável dentro de uma infraestrutura de certificação.

Pode ser utilizado para:

  • autenticação;
  • assinatura digital;
  • criptografia;
  • sites HTTPS;
  • identificação em sistemas.

Certificados aparecem em diferentes formatos.


.CER — certificado

Extensão: .cer

Normalmente contém um certificado digital.

Pode estar codificado em formatos binários ou textuais dependendo do arquivo.

Pode ser aberto com:

  • gerenciador de certificados do Windows;
  • ferramentas de criptografia;
  • navegadores e aplicativos compatíveis.

No Windows, abrir um .cer normalmente exibe informações como:

  • emitido para;
  • emitido por;
  • validade;
  • cadeia de certificação.

.CRT — Certificate

Extensão: .crt

Também utilizada para certificados digitais.

É muito comum em:

  • servidores;
  • Linux;
  • Apache;
  • Nginx;
  • infraestrutura HTTPS.

Pode conter certificado em diferentes codificações.


CER e CRT são necessariamente formatos diferentes?

Não obrigatoriamente.

A extensão pode variar enquanto a codificação interna pode ser semelhante.

Por isso, é importante saber se o conteúdo está em:

  • DER;
  • PEM;
  • outro formato compatível.

.DER — Distinguished Encoding Rules

Extensão: .der

Representa normalmente dados ASN.1 codificados em formato binário DER.

É comum em certificados digitais.

Por ser binário, não é legível diretamente em editor de texto.


.PEM — Privacy Enhanced Mail

Extensão: .pem

PEM é uma representação textual muito utilizada para:

  • certificados;
  • chaves;
  • cadeias de certificados.

É facilmente reconhecida por blocos semelhantes a:

-----BEGIN CERTIFICATE-----
...
-----END CERTIFICATE-----

Um PEM pode conter mais de um tipo de objeto criptográfico.

Por isso, .pem não significa necessariamente apenas “certificado”.


.PFX — Personal Information Exchange

Extensão: .pfx

Formato muito importante no Windows.

Pode conter:

  • certificado;
  • chave privada;
  • certificados intermediários.

É normalmente protegido por senha.

Muito utilizado para:

  • certificado digital A1;
  • servidores;
  • assinatura;
  • importação/exportação de certificados.

Pode ser importado por: Windows, navegadores e aplicativos compatíveis.


.P12 — PKCS#12

Extensão: .p12

Normalmente representa o mesmo tipo geral de contêiner PKCS#12 encontrado em PFX.

Pode conter certificado e chave privada.

PFX e P12 são frequentemente compatíveis entre si.


Por que PFX é mais sensível que CER?

Porque um CER normalmente contém apenas o certificado e sua chave pública.

Um PFX pode conter também a chave privada.

Por isso, um arquivo PFX deve ser protegido adequadamente.

Quem possui o PFX e a senha correta pode, dependendo do certificado, usar aquela identidade digital.


.KEY — arquivo de chave

Extensão: .key

Pode representar uma chave criptográfica.

Frequentemente:

  • chave privada;
  • chave pública;
  • dados de aplicações criptográficas.

A extensão é genérica.

É necessário conhecer a origem.


.CSR — Certificate Signing Request

Extensão: .csr

CSR é uma solicitação de assinatura de certificado.

É criada quando alguém deseja emitir um certificado.

Pode conter:

  • chave pública;
  • informações da organização;
  • nome do domínio;
  • outros atributos.

A chave privada correspondente normalmente fica separada.


.P7B e .P7C — PKCS#7

Extensões:

.p7b

.p7c

Podem conter:

  • certificado;
  • cadeia de certificados.

Normalmente não incluem a chave privada.

São comuns em ambientes corporativos e servidores.


.P7S — assinatura digital

Extensão: .p7s

Pode representar uma assinatura digital baseada em PKCS#7/CMS.

É muito encontrada em:

  • e-mails assinados;
  • documentos;
  • sistemas de certificação.

.P7M — conteúdo assinado

Extensão: .p7m

Pode representar um arquivo encapsulado com assinatura digital.

É comum em determinados sistemas governamentais e jurídicos.

O software adequado precisa interpretar o conteúdo.


.SIG — assinatura

Extensão: .sig

Extensão genérica que pode representar:

  • assinatura digital;
  • assinatura de arquivo;
  • outros dados de verificação.

Novamente, a origem do arquivo determina seu significado.


.ASC — texto ASCII ou assinatura OpenPGP

Extensão: .asc

Pode ser utilizada em diferentes contextos.

Em criptografia, é frequentemente associada a:

  • chaves OpenPGP;
  • assinaturas;
  • dados criptografados em formato ASCII Armor.

Pode ser aberta em editor de texto, mas o conteúdo deve ser interpretado por ferramenta apropriada.


.GPG e .PGP

Extensões:

.gpg

.pgp

Podem representar arquivos criptografados ou relacionados ao OpenPGP.

Programas compatíveis incluem:

  • GnuPG;
  • ferramentas PGP;
  • aplicativos de criptografia.

Arquivos de backup

Agora entramos em extensões que podem representar cópias de segurança de sistemas, discos ou dados.


.BAK — backup genérico

Já encontramos .bak, mas ele merece ser lembrado aqui.

É uma extensão genérica.

Pode representar:

  • banco de dados;
  • configuração;
  • documento;
  • projeto;
  • arquivo substituído.

Não existe um único programa para todo BAK.


.BKF — Windows Backup

Extensão: .bkf

Formato utilizado por antigas ferramentas de backup do Windows, especialmente em gerações como Windows NT/2000/XP.

Hoje aparece principalmente em recuperação de backups antigos.

Pode exigir ferramentas específicas ou sistemas compatíveis.


.TIB — Acronis True Image Backup

Extensão: .tib

Formato histórico utilizado pelo Acronis True Image.

Pode conter:

  • imagem de disco;
  • partições;
  • arquivos;
  • backup do sistema.

Programa: Acronis Cyber Protect Home Office/True Image compatível.


.TIBX — formato moderno Acronis

Extensão: .tibx

Formato mais recente utilizado por versões modernas do Acronis.

Pode armazenar backups completos ou incrementais dependendo da configuração.


.MRIMG — Macrium Reflect Image

Extensão: .mrimg

Formato de imagem de backup utilizado pelo Macrium Reflect.

Pode conter:

  • partições;
  • volumes;
  • Windows;
  • dados.

Programa principal: Macrium Reflect.


.MRBAK — Macrium backup

Extensão: .mrbak

Pode aparecer em determinados tipos de backup do ecossistema Macrium.


.VHD e .VHDX também podem funcionar como backup

Embora tenhamos classificado VHD/VHDX como discos virtuais, eles também aparecem em soluções de backup.

Isso mostra uma característica importante:

A mesma extensão pode pertencer a mais de uma categoria dependendo da finalidade.

Um VHDX pode ser:

  • disco de uma máquina virtual;
  • imagem de backup;
  • disco virtual criado manualmente.

.WBADMIN não é extensão

wbadmin é uma ferramenta de backup do Windows, não uma extensão.

É importante fazer essa distinção porque nomes de ferramentas e formatos são facilmente confundidos.


.ZIP como backup

ZIP pode ser utilizado como backup de arquivos, mas isso não o transforma em um formato especializado de imagem de sistema.

Por exemplo:

Documentos.zip

pode ser um backup perfeitamente válido dos documentos.

Mas não contém necessariamente:

  • estrutura de boot;
  • partições;
  • sistema operacional;
  • informações de restauração.

Backup de arquivo versus imagem de disco

Backup de arquivos

Copia arquivos selecionados:

Documentos
Fotos
Planilhas

Imagem de disco

Pode preservar:

partição
├── Windows
├── programas
├── configurações
├── sistema de arquivos
└── dados

São objetivos diferentes.


.SPARSEBUNDLE — imagem de disco macOS

Extensão: .sparsebundle

Formato utilizado pelo macOS para imagens de disco expansíveis.

Pode aparecer em backups e soluções do ecossistema Apple.


.DMG — Apple Disk Image

Extensão: .dmg

Formato de imagem de disco amplamente utilizado no macOS.

É muito comum para:

  • distribuição de aplicativos;
  • imagens de disco;
  • instalações.

No macOS, pode ser montado como uma unidade.

No Windows, normalmente requer software compatível para leitura.


.PKG — pacote de instalação

Extensão: .pkg

Em macOS, é muito utilizada para pacotes de instalação.

Mas .pkg também pode aparecer em outras plataformas e softwares.

Por isso, novamente:

origem importa.


Arquivos relacionados a smartphones

.APK — Android Package

Extensão: .apk

Pacote de aplicativo Android.

Pode conter:

  • código;
  • recursos;
  • manifestos;
  • bibliotecas.

É equivalente, em conceito geral, a um pacote instalável do Android.

Quem utiliza: Android.

No Windows, pode ser inspecionado por ferramentas apropriadas, mas não é um aplicativo Windows tradicional.


.AAB — Android App Bundle

Extensão: .aab

Formato utilizado para distribuição de aplicativos Android, especialmente em lojas e processos de publicação.

Não é normalmente instalado diretamente pelo usuário como um APK tradicional.


.IPA — iOS App Store Package

Extensão: .ipa

Pacote de aplicativo utilizado no ecossistema iOS.

É associado a:

  • iPhone;
  • iPad;
  • distribuição de aplicativos Apple.

Não é um executável Windows.


Resumo das extensões desta parte

ExtensãoTipoPrograma/sistema comum
.TTFFonte TrueTypeWindows/Office
.OTFFonte OpenTypeWindows/Adobe
.WOFFFonte webNavegadores
.WOFF2Fonte web modernaNavegadores
.EOTFonte web legadaInternet Explorer
.PSTDados OutlookOutlook
.OSTCache/sincronização OutlookOutlook
.MSGMensagem individualOutlook
.EMLMensagem de e-mailOutlook/Thunderbird
.MBOXCaixa postalThunderbird/apps
.VCFContatoOutlook/smartphones
.ICSEvento de calendárioOutlook/Google Calendar
.CERCertificadoWindows
.CRTCertificadoServidores/apps
.PEMCertificado/chave textualOpenSSL/apps
.DERCertificado binárioFerramentas PKI
.PFXCertificado + chave privadaWindows
.P12PKCS#12Windows/macOS
.KEYChave criptográficaDepende da origem
.CSRSolicitação de certificadoFerramentas PKI
.P7BCadeia/certificadosWindows/PKI
.P7SAssinatura digitalAplicativos compatíveis
.GPGCriptografia OpenPGPGnuPG
.BAKBackup genéricoDepende do aplicativo
.BKFWindows Backup antigoFerramentas antigas
.TIBAcronis BackupAcronis
.TIBXAcronis Backup modernoAcronis
.MRIMGImagem MacriumMacrium Reflect
.DMGImagem de disco ApplemacOS
.APKAplicativo AndroidAndroid
.AABAndroid App BundleFerramentas Android
.IPAAplicativo iOSEcossistema Apple

Nem todo certificado contém uma chave privada

Essa distinção merece destaque.

Arquivos como:

.CER

.CRT

podem conter apenas um certificado público.

Já formatos como:

.PFX

.P12

podem conter:

certificado
+
chave privada
+
cadeia de certificados

Por isso, a forma de armazenar e transportar esses arquivos deve ser diferente.


Nunca avalie a importância de um arquivo apenas pelo tamanho

Um PFX pode ter poucos kilobytes e ainda assim representar uma identidade digital importante.

Um PST pode ocupar dezenas de gigabytes e conter anos de correspondência.

Um VCF pode ter menos de 10 KB e conter um contato importante.

Uma extensão pequena não significa informação pouco relevante.


Extensões CAD, engenharia, modelagem 3D e impressão 3D

Arquivos 3D não são todos iguais.

Um arquivo pode representar:

  • um desenho técnico em duas dimensões;
  • uma peça mecânica paramétrica;
  • um conjunto de montagem;
  • um modelo arquitetônico;
  • uma malha de triângulos;
  • uma cena 3D completa;
  • materiais e texturas;
  • animações;
  • instruções prontas para uma impressora 3D.

Por isso, encontrar:

peca.stl

projeto.dwg

modelo.step

casa.rvt

personagem.fbx

não significa apenas que todos são “arquivos 3D”.

Eles foram criados para finalidades muito diferentes.


O que é CAD?

CAD significa:

Computer-Aided Design

ou:

Projeto Assistido por Computador.

Programas CAD são utilizados em áreas como:

  • arquitetura;
  • engenharia;
  • mecânica;
  • construção;
  • indústria;
  • eletrônica;
  • design de produtos.

Esses programas podem trabalhar com desenhos 2D e modelos 3D.


.DWG — desenho do AutoCAD

Extensão: .dwg

DWG é um dos formatos CAD mais conhecidos.

É fortemente associado ao AutoCAD e pode armazenar:

  • linhas;
  • arcos;
  • cotas;
  • textos;
  • blocos;
  • layers;
  • objetos 2D;
  • elementos 3D;
  • propriedades do desenho.

Pode ser aberto com:

  • AutoCAD;
  • Autodesk DWG TrueView;
  • BricsCAD;
  • DraftSight;
  • outros aplicativos compatíveis.

DWG é apenas desenho 2D?

Não.

Embora seja muito utilizado para plantas e desenhos técnicos 2D, também pode armazenar objetos e informações tridimensionais.

O conteúdo depende do projeto.


.DXF — Drawing Exchange Format

Extensão: .dxf

Formato criado pela Autodesk para facilitar intercâmbio de desenhos CAD entre diferentes programas.

Pode representar:

  • geometria 2D;
  • geometria 3D;
  • layers;
  • entidades de desenho.

Pode ser aberto com:

  • AutoCAD;
  • LibreCAD;
  • BricsCAD;
  • DraftSight;
  • softwares CAD compatíveis.

DWG ou DXF?

DWG costuma ser utilizado como formato de trabalho nativo no ecossistema AutoCAD.

DXF é muito usado para intercâmbio.

Exemplo:

projeto.dwg
     ↓
exportação
     ↓
projeto.dxf
     ↓
outro software CAD

Mas conversões podem não preservar todos os recursos proprietários do arquivo original.


.DWF — Design Web Format

Extensão: .dwf

Formato da Autodesk criado para compartilhar e visualizar projetos técnicos.

Pode ser utilizado para:

  • revisão;
  • distribuição;
  • marcações;
  • visualização.

Não costuma substituir o arquivo DWG original para edição completa.


.DWFx — DWF baseado em tecnologias XPS

Extensão: .dwfx

Formato relacionado ao DWF, baseado em uma estrutura que facilita integração com determinadas tecnologias do Windows.


.DWT — AutoCAD Drawing Template

Extensão: .dwt

Arquivo de modelo do AutoCAD.

Pode armazenar configurações predefinidas como:

  • unidades;
  • layers;
  • estilos;
  • layouts;
  • padrões.

Serve para criar novos desenhos mantendo uma padronização.


.RVT — Autodesk Revit Project

Extensão: .rvt

Arquivo de projeto do Autodesk Revit.

É muito utilizado em:

  • arquitetura;
  • engenharia;
  • BIM;
  • construção.

Pode conter um modelo completo de edifício, incluindo:

  • paredes;
  • portas;
  • janelas;
  • estruturas;
  • instalações;
  • vistas;
  • folhas;
  • informações do projeto.

Programa principal: Autodesk Revit.


O que é BIM?

BIM significa:

Building Information Modeling.

Um projeto BIM não representa apenas a geometria de uma construção.

Os elementos podem carregar informações.

Uma parede pode ter propriedades como:

  • material;
  • espessura;
  • dimensão;
  • classificação;
  • relação com outros componentes.

Por isso, um RVT é muito mais que uma simples imagem tridimensional.


.RFA — Revit Family

Extensão: .rfa

Arquivo de família do Autodesk Revit.

Pode representar componentes reutilizáveis, como:

  • portas;
  • janelas;
  • móveis;
  • equipamentos;
  • objetos arquitetônicos.

Programa: Autodesk Revit.


.RTE — Revit Template

Extensão: .rte

Arquivo de modelo para criação de novos projetos Revit.

Pode conter configurações e padrões predefinidos.


.IFC — Industry Foundation Classes

Extensão: .ifc

Formato aberto muito importante no universo BIM.

Foi criado para facilitar intercâmbio entre diferentes plataformas.

Pode representar:

  • edifícios;
  • estruturas;
  • componentes;
  • propriedades;
  • relações entre objetos.

Pode ser aberto com:

  • Revit;
  • Archicad;
  • Solibri;
  • BIMvision;
  • softwares BIM compatíveis.

Por que IFC é importante?

Porque projetos BIM podem envolver vários programas.

Exemplo:

Arquitetura
Revit
   ↓
IFC
   ↓
software de compatibilização

O IFC ajuda a reduzir dependência de um único formato proprietário.


.PLN — Archicad Project

Extensão: .pln

Formato de projeto utilizado pelo Graphisoft Archicad.

Pode armazenar projetos BIM e arquitetônicos.

Programa principal: Archicad.


.SKP — SketchUp

Extensão: .skp

Arquivo de projeto do SketchUp.

Muito utilizado em:

  • arquitetura;
  • interiores;
  • mobiliário;
  • design;
  • modelagem conceitual.

Pode ser aberto com:

  • SketchUp;
  • visualizadores e ferramentas compatíveis.

Modelagem 3D por malhas

Agora entramos em formatos que podem representar superfícies formadas por vértices, arestas e polígonos.

Imagine:

vértices
   ↓
arestas
   ↓
triângulos/polígonos
   ↓
superfície 3D

Isso é diferente de um modelo CAD paramétrico.


.OBJ — Wavefront OBJ

Extensão: .obj

Um dos formatos 3D mais conhecidos.

Pode armazenar:

  • vértices;
  • faces;
  • coordenadas;
  • normais;
  • informações de textura.

É muito utilizado para intercâmbio de modelos.

Pode ser aberto com:

  • Blender;
  • Maya;
  • 3ds Max;
  • Cinema 4D;
  • MeshLab;
  • diversos softwares 3D.

.MTL — Material Template Library

Extensão: .mtl

Frequentemente acompanha um arquivo OBJ.

Exemplo:

cadeira.obj
cadeira.mtl
textura.jpg

O OBJ armazena a geometria.

O MTL pode descrever materiais associados.

As imagens podem fornecer texturas.

Se você copiar apenas o .obj, o modelo pode abrir sem os materiais originais.


.FBX — Filmbox

Extensão: .fbx

Formato amplamente utilizado para intercâmbio de conteúdo 3D.

Pode transportar:

  • malhas;
  • esqueletos;
  • animações;
  • câmeras;
  • luzes;
  • materiais;
  • outras informações.

É muito comum em:

  • jogos;
  • animação;
  • cinema;
  • modelagem.

Pode ser aberto com:

  • Blender;
  • Autodesk Maya;
  • 3ds Max;
  • Unity;
  • Unreal Engine;
  • outros programas compatíveis.

.3DS — 3D Studio

Extensão: .3ds

Formato histórico relacionado ao antigo 3D Studio.

Ainda aparece em:

  • bibliotecas de modelos;
  • projetos antigos;
  • intercâmbio.

Hoje existem formatos mais modernos, mas muitos programas ainda conseguem importá-lo.


.BLEND — Blender

Extensão: .blend

Formato nativo de projeto do Blender.

Pode conter uma cena completa:

  • objetos;
  • materiais;
  • câmeras;
  • luzes;
  • animações;
  • nós;
  • configurações;
  • texturas incorporadas ou referenciadas.

Programa principal: Blender.


BLEND é diferente de OBJ?

Muito.

Um .blend pode armazenar um projeto completo.

Um .obj é principalmente um formato de intercâmbio de geometria.

Ao exportar:

projeto.blend

para:

modelo.obj

muitas informações específicas do Blender podem não ser preservadas.


.GLTF — glTF

Extensão: .gltf

glTF significa:

Graphics Language Transmission Format.

Foi criado para transmissão eficiente de cenas e modelos 3D.

É muito utilizado em:

  • web;
  • realidade aumentada;
  • visualização 3D;
  • aplicações em tempo real.

Pode fazer referência a arquivos externos, como:

  • texturas;
  • buffers;
  • imagens.

.GLB — glTF Binary

Extensão: .glb

Versão binária do glTF.

Uma grande vantagem é conseguir agrupar diferentes recursos em um único arquivo.

Exemplo:

modelo.glb
├── geometria
├── materiais
└── texturas

É muito utilizado para compartilhamento e visualização 3D na web.


.DAE — COLLADA

Extensão: .dae

Formato COLLADA baseado em XML.

Foi criado para intercâmbio de dados entre aplicações 3D.

Pode conter:

  • geometria;
  • animação;
  • materiais;
  • informações de cena.

É suportado por vários softwares.


.PLY — Polygon File Format

Extensão: .ply

Formato muito utilizado para armazenar malhas e nuvens de pontos.

Pode aparecer em:

  • digitalização 3D;
  • pesquisa;
  • fotogrametria;
  • reconstrução de objetos.

Pode ser aberto com:

  • MeshLab;
  • Blender;
  • CloudCompare;
  • softwares científicos.

.ABC — Alembic

Extensão: .abc

Formato Alembic utilizado principalmente em produção de efeitos visuais e animação.

É eficiente para transferir grandes quantidades de geometria animada entre programas.

Muito usado em pipelines profissionais.


Formatos CAD de engenharia mecânica

Arquivos de engenharia mecânica podem representar sólidos e superfícies matematicamente, e não apenas polígonos.

Isso faz grande diferença.


.STEP e .STP — STEP

Extensões:

.step

.stp

STEP significa:

Standard for the Exchange of Product Model Data.

É um dos formatos mais importantes para intercâmbio de modelos CAD mecânicos.

Pode preservar:

  • sólidos;
  • superfícies;
  • geometria precisa;
  • informações do produto.

Pode ser aberto com:

  • SolidWorks;
  • Autodesk Inventor;
  • Fusion;
  • FreeCAD;
  • CATIA;
  • Siemens NX;
  • softwares CAD compatíveis.

Por que STEP é tão usado na indústria?

Porque facilita intercâmbio entre diferentes sistemas CAD.

Exemplo:

SolidWorks
    ↓
STEP
    ↓
Inventor

Isso permite enviar a geometria para outro profissional sem obrigá-lo a utilizar exatamente o mesmo software.


.IGES e .IGS — Initial Graphics Exchange Specification

Extensões:

.iges

.igs

Formato de intercâmbio CAD mais antigo que STEP.

Pode representar:

  • curvas;
  • superfícies;
  • geometria técnica.

Ainda aparece bastante em arquivos industriais antigos.


STEP ou IGES?

STEP normalmente oferece vantagens em muitos fluxos modernos, especialmente para sólidos.

IGES continua importante em acervos e determinados processos.

A escolha depende do software e do tipo de geometria.


.SAT — ACIS

Extensão: .sat

Formato relacionado ao kernel geométrico ACIS.

Pode armazenar sólidos e superfícies.

É utilizado por diferentes programas CAD.


.X_T e .X_B — Parasolid

Extensões:

.x_t

.x_b

Formatos do kernel Parasolid.

X_T

Representação textual.

X_B

Representação binária.

São muito utilizados em ambientes de engenharia e CAD profissional.


.SLDPRT — SolidWorks Part

Extensão: .sldprt

Arquivo de peça do SolidWorks.

Pode conter:

  • geometria;
  • recursos paramétricos;
  • esboços;
  • operações;
  • propriedades.

Programa principal: SolidWorks.


.SLDASM — SolidWorks Assembly

Extensão: .sldasm

Arquivo de montagem do SolidWorks.

Pode reunir várias peças.

Exemplo:

maquina.sldasm
├── motor.sldprt
├── suporte.sldprt
├── eixo.sldprt
└── parafuso.sldprt

Se as peças associadas não forem copiadas corretamente, a montagem pode abrir com componentes ausentes.


.SLDDRW — SolidWorks Drawing

Extensão: .slddrw

Arquivo de desenho técnico do SolidWorks.

Pode conter vistas, cotas e documentação baseada em peças e montagens.


.IPT — Autodesk Inventor Part

Extensão: .ipt

Arquivo de peça do Autodesk Inventor.

Programa principal: Autodesk Inventor.


.IAM — Autodesk Inventor Assembly

Extensão: .iam

Arquivo de montagem do Inventor.

Pode referenciar múltiplos arquivos IPT.


.IDW — Inventor Drawing

Extensão: .idw

Formato de desenho técnico utilizado pelo Inventor.


.CATPART — CATIA Part

Extensão: .catpart

Arquivo de peça do CATIA.

É comum em setores industriais como:

  • automotivo;
  • aeronáutico;
  • engenharia avançada.

.CATPRODUCT — CATIA Product

Extensão: .catproduct

Arquivo de montagem/produto do CATIA.

Pode reunir várias peças e subconjuntos.


.PRT — arquivo de peça

Extensão: .prt

É uma extensão importante porque pode ter significados diferentes.

Pode ser utilizada por diferentes programas CAD, incluindo famílias de produtos como Creo e NX em determinados contextos.

Não existe um único “programa universal para PRT”.

A origem do arquivo é essencial.


Impressão 3D

Agora chegamos às extensões que muitos usuários associam diretamente a impressoras 3D.

Mas mesmo aqui existem etapas distintas:

modelo CAD
   ↓
arquivo 3D
   ↓
slicer
   ↓
instruções da impressora

.STL — Stereolithography

Extensão: .stl

Um dos formatos mais conhecidos em impressão 3D.

Representa uma superfície através de triângulos.

É simples e amplamente suportado.

Pode ser aberto com:

  • Cura;
  • PrusaSlicer;
  • Bambu Studio;
  • Blender;
  • MeshLab;
  • programas CAD compatíveis.

STL armazena cores e materiais?

O STL tradicional é bastante limitado.

Em seu uso mais comum, concentra-se principalmente na geometria da superfície.

Por isso, formatos modernos podem ser preferíveis quando precisamos preservar mais informações.


STL é o arquivo que a impressora imprime?

Nem sempre.

Normalmente o STL passa por um slicer.

O slicer transforma o modelo em trajetórias e instruções apropriadas para a impressora.

Exemplo:

modelo.stl
    ↓
Cura/PrusaSlicer/Bambu Studio
    ↓
arquivo de impressão

.3MF — 3D Manufacturing Format

Extensão: .3mf

Formato moderno criado para fabricação aditiva.

Pode armazenar mais informações que STL, incluindo dependendo do fluxo:

  • unidades;
  • materiais;
  • cores;
  • objetos;
  • propriedades de impressão.

É cada vez mais utilizado em ecossistemas de impressão 3D.

Pode ser aberto com:

  • slicers modernos;
  • aplicações 3D compatíveis.

.AMF — Additive Manufacturing File Format

Extensão: .amf

Formato criado para fabricação aditiva.

Pode representar:

  • objetos;
  • materiais;
  • cores;
  • propriedades.

É menos popular na prática doméstica que STL e 3MF.


.GCODE — instruções para máquinas

Extensão: .gcode

G-code contém instruções utilizadas por máquinas controladas numericamente.

Em impressão 3D pode indicar:

  • movimentos;
  • velocidades;
  • temperaturas;
  • extrusão;
  • outras ações.

Exemplo conceitual:

G1 X100 Y50

Isso não é uma malha 3D.

É uma instrução de movimento.


GCODE é igual a STL?

Não.

Essa diferença é fundamental.

STL

Representa o modelo.

GCODE

Representa instruções de fabricação.

Podemos resumir:

STL
↓
modelo geométrico

slicer
↓

GCODE
↓
movimentos e comandos

Posso utilizar qualquer GCODE em qualquer impressora 3D?

Não é uma boa ideia.

G-code pode depender de:

  • modelo da impressora;
  • dimensões;
  • firmware;
  • temperatura;
  • material;
  • configuração do slicer;
  • acessórios.

Por isso, normalmente é mais seguro gerar o arquivo para a impressora e configuração corretas.


.NC — Numerical Control

Extensão: .nc

Pode conter comandos para máquinas CNC.

É encontrada em:

  • fresadoras;
  • tornos;
  • centros de usinagem.

O conteúdo e dialeto dependem da máquina e controlador.


.CNC — arquivos relacionados a controle numérico

Extensão: .cnc

Pode ser utilizada por determinados softwares para programas ou dados relacionados a máquinas CNC.

Como é uma extensão genérica, a origem continua importante.


.DXF também aparece em corte e fabricação

Embora já tenhamos classificado DXF como CAD, ele é muito utilizado para enviar desenhos 2D para:

  • laser;
  • plasma;
  • router CNC;
  • corte de chapas.

Uma extensão pode participar de diferentes etapas de produção.


.SVG em corte e máquinas

SVG, que vimos como formato vetorial, também pode aparecer em:

  • plotters;
  • máquinas de recorte;
  • gravação;
  • laser;
  • artesanato digital.

Isso reforça novamente:

uma extensão não pertence obrigatoriamente a apenas uma profissão ou finalidade.


Arquivos de fatiadores de impressão 3D

Alguns programas possuem extensões próprias de projeto.

.3MF como projeto

Além de transportar modelos, 3MF pode ser utilizado por slicers para salvar:

  • posição dos objetos;
  • configurações;
  • suportes;
  • perfis;
  • dados do projeto.

O conteúdo exato depende do programa.


.GCO e variações de G-code

Alguns equipamentos e softwares podem utilizar extensões alternativas relacionadas a G-code.

A extensão específica depende do fabricante e ecossistema.


Modelos 3D para web e realidade aumentada

.USD — Universal Scene Description

Extensão: .usd

Formato criado pela Pixar para descrever cenas 3D complexas.

Pode representar:

  • objetos;
  • hierarquias;
  • materiais;
  • animações;
  • composição de cenas.

É amplamente utilizado em pipelines modernos de computação gráfica.


.USDA — USD em texto

Extensão: .usda

Representação textual do Universal Scene Description.

Pode ser inspecionada com editor de texto, embora sua edição normalmente seja feita por ferramentas apropriadas.


.USDC — USD binário

Extensão: .usdc

Representação binária do USD.

É mais adequada para determinadas necessidades de desempenho e armazenamento.


.USDZ — pacote USD

Extensão: .usdz

Formato empacotado utilizado especialmente em experiências 3D e realidade aumentada.

É bastante associado ao ecossistema Apple.

Pode agrupar uma cena e seus recursos.


.VRML e .WRL — Virtual Reality Modeling Language

Extensões:

.vrml

.wrl

Formatos históricos para descrição de cenas e objetos 3D.

Ainda aparecem em:

  • projetos antigos;
  • CAD;
  • exportações;
  • bibliotecas técnicas.

Nuvens de pontos

Scanners 3D, LiDAR e levantamentos podem gerar milhões ou bilhões de pontos.

Esses dados usam formatos específicos.


.LAS — LiDAR Data

Extensão: .las

Formato muito utilizado para dados de nuvens de pontos LiDAR.

Pode armazenar coordenadas e outras propriedades dos pontos.

Pode ser aberto com:

  • CloudCompare;
  • ferramentas GIS;
  • softwares de levantamento;
  • aplicações LiDAR.

.LAZ — LAS comprimido

Extensão: .laz

Versão comprimida de dados LAS.

Pode reduzir significativamente o tamanho das nuvens de pontos.


.E57 — dados de escaneamento 3D

Extensão: .e57

Formato aberto utilizado para troca de dados de scanners 3D.

Pode armazenar:

  • nuvens de pontos;
  • imagens;
  • metadados.

É encontrado em arquitetura, engenharia e levantamento.


.PTS — Point Cloud

Extensão: .pts

Pode representar nuvens de pontos em formato textual ou estruturas específicas.

É comum em exportações de scanners 3D.


Resumo das principais extensões CAD e 3D

ExtensãoTipoPrograma comum
.DWGCADAutoCAD
.DXFIntercâmbio CADAutoCAD/LibreCAD
.DWFCompartilhamento CADAutodesk Viewer
.DWTModelo AutoCADAutoCAD
.RVTProjeto BIMRevit
.RFAFamília RevitRevit
.IFCIntercâmbio BIMRevit/Archicad
.PLNProjeto BIMArchicad
.SKPModelo 3DSketchUp
.OBJMalha 3DBlender
.MTLMateriais OBJBlender/apps 3D
.FBXCena/modelo 3DBlender/Maya
.3DSModelo 3D legado3ds Max
.BLENDProjeto 3DBlender
.GLTFModelo/cena 3DApps 3D/web
.GLBglTF binárioApps 3D/web
.DAECOLLADABlender/apps
.PLYMalha/nuvem de pontosMeshLab
.STEPCAD mecânicoSolidWorks/FreeCAD
.IGESIntercâmbio CADCADs diversos
.SATSólido CADApps compatíveis
.X_TParasolidCADs profissionais
.SLDPRTPeça SolidWorksSolidWorks
.SLDASMMontagem SolidWorksSolidWorks
.IPTPeça InventorInventor
.IAMMontagem InventorInventor
.CATPARTPeça CATIACATIA
.STLMalha para impressão 3DCura/PrusaSlicer
.3MFFabricação 3DSlicers modernos
.AMFFabricação aditivaApps compatíveis
.GCODEInstruções de máquinaSlicer/impressora
.NCControle numéricoSoftware CNC
.USDCena 3DApps profissionais
.USDZCena AR/3DEcossistema Apple
.LASNuvem de pontosCloudCompare/GIS
.LAZNuvem de pontos comprimidaCloudCompare/GIS
.E57Scanner 3DCloudCompare/apps

Um arquivo 3D pode depender de outros arquivos

Isso é muito importante na hora de mover projetos.

Exemplo:

modelo.obj
modelo.mtl
textura-basecolor.jpg
textura-normal.png

Copiar apenas:

modelo.obj

pode fazer o objeto aparecer:

  • branco;
  • sem textura;
  • com materiais incorretos.

O mesmo acontece em projetos CAD.

Uma montagem SolidWorks pode depender de dezenas ou centenas de arquivos separados.


“O arquivo abre, mas está faltando tudo”

Nem sempre isso significa corrupção.

Pode significar que o arquivo principal está referenciando recursos externos que não foram copiados.

Isso ocorre em:

  • CAD;
  • vídeo;
  • edição de imagem;
  • 3D;
  • áudio;
  • programação.

Uma extensão não revela sozinha todas as dependências de um projeto.

Extensões de jogos, firmware, BIOS/UEFI, GPS, mapas e GIS

Nem toda extensão identifica um único tipo universal de arquivo.

Essa regra aparece com força nesta parte.

Um arquivo:

firmware.bin

pode ser completamente diferente de:

imagem.bin

ou:

jogo.bin

mesmo que todos terminem em .bin.

O mesmo vale para:

.ROM

.DAT

.PAK

.MAP

Por isso, em arquivos ligados a jogos, dispositivos, firmware e mapas, a origem do arquivo é tão importante quanto a extensão.


Extensões relacionadas a jogos

Jogos podem utilizar centenas de extensões próprias.

Algumas armazenam:

  • mapas;
  • texturas;
  • sons;
  • fases;
  • configurações;
  • saves;
  • pacotes de recursos.

Outras pertencem a engines específicas.


.PAK — pacote de dados de jogo

Extensão: .pak

PAK é uma extensão genérica utilizada por diferentes jogos e engines para armazenar conjuntos de arquivos.

Pode conter:

  • texturas;
  • sons;
  • modelos;
  • scripts;
  • mapas;
  • outros recursos.

Quem abre?

Depende do jogo ou engine.

Alguns PAKs podem ser lidos por ferramentas específicas da engine.

Não existe um único programa universal para todo .pak.


.WAD — arquivo de dados de jogos

Extensão: .wad

Muito associada historicamente a jogos como Doom.

Pode armazenar recursos como:

  • mapas;
  • sprites;
  • texturas;
  • sons;
  • dados do jogo.

Pode ser aberto com: ferramentas específicas para jogos e editores de WAD.


.BSP — Binary Space Partition

Extensão: .bsp

Muito utilizada para mapas de jogos baseados em determinadas engines.

Pode conter:

  • geometria;
  • informações do mapa;
  • entidades;
  • dados pré-processados.

É encontrada em jogos e engines derivadas de tecnologias como Quake, Source e outras.

Pode ser aberta por: o próprio jogo ou ferramentas de edição compatíveis.


.MAP — mapa

Extensão: .map

É uma extensão genérica.

Pode representar:

  • mapa de jogo;
  • arquivo de compilação;
  • mapa de memória;
  • dados cartográficos.

Por isso, .map sozinho não identifica exatamente o conteúdo.


.SAV — Saved Game

Extensão: .sav

Muito utilizada para salvar progresso de jogos.

Pode guardar:

  • posição do jogador;
  • inventário;
  • missão;
  • configurações;
  • progresso.

Quem abre?

Normalmente o próprio jogo.

Alguns editores específicos conseguem interpretar saves de determinados títulos.


.SAVE — arquivo de save

Extensão: .save

Outra extensão genérica usada para arquivos de progresso.

Assim como .sav, o formato interno depende do jogo.


.DAT em jogos

Jogos também podem utilizar .dat para armazenar recursos.

Exemplo:

game.dat

Isso não significa que todos os DATs sejam iguais.

Pode ser um contêiner proprietário criado pela desenvolvedora.


.ASSET — recursos de jogos

Extensão: .asset

Pode aparecer em jogos e engines para armazenar recursos.

No ecossistema Unity, por exemplo, existem arquivos relacionados a assets e bundles.

Quem abre?

Normalmente a própria engine ou ferramentas técnicas específicas.


.UNITYPACKAGE — Unity Package

Extensão: .unitypackage

Pacote utilizado pelo Unity para importar recursos dentro de um projeto.

Pode incluir:

  • scripts;
  • modelos;
  • texturas;
  • prefabs;
  • materiais.

Programa: Unity Editor.


.UASSET — Unreal Engine Asset

Extensão: .uasset

Formato associado ao Unreal Engine.

Pode representar recursos como:

  • modelos;
  • texturas;
  • Blueprints;
  • materiais;
  • animações.

Programa principal: Unreal Engine.


.UMAP — mapa Unreal Engine

Extensão: .umap

Arquivo de nível ou mapa utilizado em projetos Unreal Engine.

Pode armazenar estrutura e informações do cenário.


ROMs e imagens de jogos antigos

Em emulação e preservação de software antigo, encontramos muitas extensões relacionadas a cópias de cartuchos e mídias.

Esses arquivos precisam ser usados respeitando a legislação e os direitos sobre o software correspondente.


.ROM — Read-Only Memory Image

Extensão: .rom

Pode representar uma cópia de dados armazenados em memória ROM.

É uma extensão extremamente genérica.

Pode aparecer em:

  • firmware;
  • BIOS;
  • jogos antigos;
  • equipamentos embarcados.

Quem abre?

Depende completamente da origem.


.NES — Nintendo Entertainment System ROM

Extensão: .nes

Formato associado a imagens de cartuchos do Nintendo Entertainment System.

Pode conter dados do jogo e informações relacionadas à organização da ROM.

É utilizado por emuladores compatíveis para preservação e execução de software obtido legalmente.


.SFC e .SMC — Super Nintendo

Extensões:

.sfc

.smc

Associadas a imagens de jogos do Super Nintendo/Super Famicom.

A diferença pode depender da origem e do formato do dump.


.GBA — Game Boy Advance

Extensão: .gba

Imagem de software do Game Boy Advance.

Pode ser utilizada por emuladores compatíveis quando o usuário possui legalmente o software correspondente.


.GB e .GBC

Extensões:

.gb

.gbc

Associadas respectivamente a jogos do Game Boy e Game Boy Color.


.NDS — Nintendo DS

Extensão: .nds

Imagem de software do Nintendo DS.


.3DS — Nintendo 3DS

Extensão: .3ds

Pode representar determinado tipo de imagem de software do Nintendo 3DS.

Mas atenção:

.3ds também pode representar arquivos antigos do 3D Studio.

Mais uma vez, o contexto define o significado.


.CIA — pacote Nintendo 3DS

Extensão: .cia

Formato de pacote utilizado no ecossistema Nintendo 3DS.

Pode representar aplicativos e conteúdos instaláveis para aquela plataforma.


.ISO em jogos

ISO também aparece em consoles que utilizam mídias ópticas.

Pode representar uma imagem de CD, DVD ou outra mídia compatível.

Mas ISO não é uma extensão exclusiva de jogos.

Também é amplamente utilizada para sistemas operacionais e software.


.CSO — Compressed ISO

Extensão: .cso

Formato de imagem ISO comprimida, muito conhecido em determinados ambientes de emulação.

Foi utilizado para reduzir tamanho de imagens de disco.


.CHD — Compressed Hunks of Data

Extensão: .chd

Formato de armazenamento comprimido muito utilizado em preservação e emulação.

Pode representar:

  • discos;
  • CDs;
  • discos rígidos;
  • mídias de arcade.

É bastante associado ao projeto MAME e a outros emuladores.


Firmware

Firmware é software armazenado em dispositivos e responsável pelo funcionamento de baixo nível do equipamento.

Pode existir em:

  • roteadores;
  • SSDs;
  • impressoras;
  • placas-mãe;
  • câmeras;
  • dispositivos IoT;
  • TVs;
  • periféricos.

.BIN — firmware binário

Extensão: .bin

Muito utilizada para imagens de firmware.

Exemplo:

router_firmware.bin

Pode conter instruções e dados específicos daquele equipamento.

Quem abre?

Normalmente:

  • utilitário do fabricante;
  • ferramenta de atualização;
  • equipamento compatível.

Um firmware incorreto não deve ser aplicado apenas porque possui a mesma extensão.


.FW — Firmware

Extensão: .fw

Pode ser utilizada por fabricantes para arquivos de firmware.

Não existe um formato universal.


.ROM — firmware/BIOS

.rom também pode representar firmware ou imagem de BIOS.

Exemplo:

bios.rom

Mas o arquivo precisa ser exatamente compatível com o equipamento.


.HEX — Intel HEX e outros formatos hexadecimais

Extensão: .hex

Muito utilizada em:

  • microcontroladores;
  • eletrônica;
  • programação embarcada.

Pode armazenar dados binários representados em formato textual estruturado.

É comum no ecossistema de:

  • Arduino;
  • PIC;
  • AVR;
  • microcontroladores em geral.

Pode ser aberto com: editores de texto, IDEs e ferramentas de programação.


.ELF — Executable and Linkable Format

Extensão: .elf

Formato muito utilizado em Linux e sistemas embarcados.

Pode conter:

  • código executável;
  • símbolos;
  • seções;
  • informações de depuração.

Em desenvolvimento embarcado, pode existir antes da geração de um arquivo .bin ou .hex.


.UF2 — USB Flashing Format

Extensão: .uf2

Formato criado para facilitar atualização de firmware em determinadas placas de desenvolvimento.

É encontrado em plataformas educacionais e microcontroladores compatíveis.

Quem utiliza?

O bootloader do dispositivo ou ferramentas relacionadas.


.CAP — Capsule Firmware

Extensão: .cap

Muito encontrada em atualizações de BIOS/UEFI de determinadas placas-mãe e fabricantes.

Pode conter uma cápsula de firmware.

Programa principal: utilitário de atualização fornecido pelo fabricante.


BIOS e UEFI

BIOS e UEFI são firmwares responsáveis por inicializar o hardware e preparar o computador para o sistema operacional.

Arquivos de atualização podem usar extensões como:

.CAP

.ROM

.BIN

e formatos proprietários.

A extensão não garante compatibilidade.


.EFI — EFI Executable

Extensão: .efi

Arquivo executável utilizado pelo ambiente UEFI.

Pode conter:

  • bootloader;
  • ferramenta de diagnóstico;
  • componente de inicialização.

Exemplos de sistemas modernos usam arquivos EFI durante o processo de boot.

Quem utiliza?

Firmware UEFI e sistemas operacionais compatíveis.


.FD — Firmware Device ou imagem de firmware

Extensão: .fd

Pode aparecer em determinados pacotes de firmware e BIOS.

O significado depende do fabricante.


.BIO — BIOS Update File

Extensão: .bio

Foi utilizada em determinados pacotes de atualização de BIOS, especialmente em hardware de fabricantes específicos.


Por que firmware exige tanta atenção?

Porque um firmware serve a um equipamento específico.

Dois arquivos chamados:

firmware.bin
firmware.bin

podem ser completamente incompatíveis.

Precisamos verificar:

  • fabricante;
  • modelo;
  • revisão de hardware;
  • versão;
  • região;
  • método de atualização.

A extensão sozinha nunca basta.


GPS e arquivos de atividades

Dispositivos GPS, aplicativos esportivos e serviços de mapas utilizam formatos próprios.


.GPX — GPS Exchange Format

Extensão: .gpx

Formato baseado em XML para intercâmbio de dados GPS.

Pode armazenar:

  • pontos;
  • rotas;
  • trilhas;
  • coordenadas;
  • elevação;
  • horários.

É muito utilizado por:

  • Garmin;
  • aplicativos de trilhas;
  • bicicletas;
  • corrida;
  • navegação.

Pode ser aberto com:

  • Garmin BaseCamp;
  • Google Earth em determinados fluxos;
  • QGIS;
  • aplicativos GPS;
  • editores de texto.

.FIT — Flexible and Interoperable Data Transfer

Extensão: .fit

Formato desenvolvido pela Garmin.

Muito utilizado para atividades esportivas.

Pode armazenar:

  • posição GPS;
  • velocidade;
  • distância;
  • frequência cardíaca;
  • cadência;
  • potência;
  • tempo.

Pode ser aberto/importado por:

  • Garmin Connect;
  • softwares esportivos compatíveis;
  • ferramentas de análise FIT.

.TCX — Training Center XML

Extensão: .tcx

Formato baseado em XML para dados de treinamento.

Pode armazenar:

  • percurso;
  • tempo;
  • ritmo;
  • frequência cardíaca;
  • voltas.

É encontrado em plataformas esportivas e dispositivos GPS.


.KML — Keyhole Markup Language

Extensão: .kml

Formato baseado em XML para informações geográficas.

Pode armazenar:

  • pontos;
  • linhas;
  • polígonos;
  • descrições;
  • estilos;
  • coordenadas.

É fortemente associado ao Google Earth.

Pode ser aberto com:

  • Google Earth;
  • QGIS;
  • softwares GIS compatíveis.

.KMZ — KML compactado

Extensão: .kmz

KMZ é, na prática, um pacote comprimido que pode conter:

  • KML;
  • imagens;
  • ícones;
  • recursos adicionais.

É muito utilizado para compartilhar mapas completos.


KML versus GPX

Embora ambos possam guardar informações geográficas, possuem focos diferentes.

GPX

Muito associado a:

  • GPS;
  • trilhas;
  • rotas;
  • atividades.

KML

Muito utilizado para:

  • visualização geográfica;
  • mapas;
  • polígonos;
  • apresentação no Google Earth.

GIS — Sistemas de Informação Geográfica

GIS significa:

Geographic Information System

ou:

Sistema de Informação Geográfica.

São softwares utilizados para trabalhar com dados espaciais.

Exemplos:

  • QGIS;
  • ArcGIS Pro;
  • GRASS GIS.

.SHP — Shapefile

Extensão: .shp

Formato muito conhecido no universo GIS.

Pode armazenar geometria de:

  • pontos;
  • linhas;
  • polígonos.

Mas um shapefile normalmente não é apenas um arquivo.

Ele costuma depender de vários arquivos associados.


Arquivos que acompanham um SHP

Exemplo:

municipios.shp
municipios.shx
municipios.dbf
municipios.prj

Cada arquivo tem uma função.


.SHX — índice do Shapefile

Extensão: .shx

Armazena informações de índice para a geometria do SHP.

Normalmente acompanha o arquivo .shp.


.DBF — atributos do Shapefile

Extensão: .dbf

Contém a tabela de atributos associada às geometrias.

Por exemplo:

polígono 1 → São Paulo
polígono 2 → Campinas

O DBF também existe fora do GIS, então o contexto continua importante.


.PRJ — sistema de coordenadas

Extensão: .prj

Em conjuntos GIS, pode armazenar informações sobre:

  • projeção;
  • sistema de referência;
  • coordenadas.

Se estiver faltando, o software pode não saber exatamente como posicionar os dados geográficos.


.CPG — codificação de caracteres

Extensão: .cpg

Pode acompanhar shapefiles indicando codificação textual utilizada no DBF.

Ajuda a evitar problemas com caracteres especiais.


.GPKG — GeoPackage

Extensão: .gpkg

Formato moderno baseado em SQLite para dados geográficos.

Pode armazenar em um único arquivo:

  • vetores;
  • tabelas;
  • atributos;
  • rasters;
  • metadados.

É muito utilizado no QGIS.


GeoPackage versus Shapefile

GeoPackage resolve várias limitações históricas do shapefile.

Exemplo:

Shapefile

dados.shp
dados.shx
dados.dbf
dados.prj

GeoPackage

dados.gpkg

Um único arquivo pode armazenar várias camadas e tabelas.


.GEOJSON — GeoJSON

Extensão: .geojson

Formato baseado em JSON para dados geográficos.

Pode representar:

  • pontos;
  • linhas;
  • polígonos;
  • propriedades.

É muito utilizado em aplicações web e APIs.

Pode ser aberto com:

  • QGIS;
  • VS Code;
  • navegadores e ferramentas GIS;
  • aplicações web.

.TOPOJSON — TopoJSON

Extensão: .topojson

Formato relacionado ao GeoJSON, mas capaz de representar topologia compartilhada de maneira eficiente.

Muito utilizado em visualização de dados na web.


.GML — Geography Markup Language

Extensão: .gml

Formato baseado em XML para informações geográficas.

Muito utilizado em padrões e integrações GIS.


.KML também é GIS

Embora tenhamos colocado KML na categoria GPS/mapas, ele também faz parte do universo GIS.

Isso mostra novamente que categorias se sobrepõem.


.GEOTIFF e .TIF — raster geográfico

GeoTIFF normalmente usa extensões como:

.tif

.tiff

Mas inclui informações geográficas adicionais.

Pode representar:

  • imagens de satélite;
  • mapas;
  • ortofotos;
  • modelos de elevação.

Pode ser aberto com:

  • QGIS;
  • ArcGIS;
  • softwares de sensoriamento remoto.

.ASC — raster ASCII

Extensão: .asc

Em GIS pode representar raster em formato ASCII.

Mas já vimos .asc também em criptografia.

O contexto determina o significado.


.DEM — Digital Elevation Model

Extensão: .dem

Pode representar dados de elevação.

É utilizado em:

  • topografia;
  • GIS;
  • modelagem de terreno.

.LAS e .LAZ também são GIS

As extensões:

.las

.laz

que vimos em nuvens de pontos também são amplamente utilizadas em GIS e levantamentos LiDAR.


.MBTILES — mapas em banco SQLite

Extensão: .mbtiles

Formato utilizado para armazenar mapas em tiles dentro de um banco SQLite.

Pode ser utilizado em:

  • mapas offline;
  • aplicações móveis;
  • servidores cartográficos.

.OSM — OpenStreetMap

Extensão: .osm

Formato de dados relacionado ao OpenStreetMap.

Pode conter:

  • nós;
  • vias;
  • relações;
  • tags.

É utilizado por ferramentas de mapas e GIS.


.PBF — Protocolbuffer Binary Format

Extensão: .pbf

Formato binário baseado em Protocol Buffers.

No ecossistema OpenStreetMap, pode armazenar grandes volumes de dados geográficos de maneira mais compacta que XML.

Mas .pbf também pode aparecer em outros contextos.


.MAP é uma extensão extremamente genérica

Já vimos .map em jogos.

Ela também pode aparecer em:

  • GIS;
  • compiladores;
  • depuração;
  • softwares proprietários.

Nunca associe .map automaticamente a mapas geográficos.


Resumo das extensões desta parte

ExtensãoCategoriaUso comum
.PAKJogosPacote de recursos
.WADJogosRecursos/mapas
.BSPJogosMapas 3D
.SAVJogosProgresso salvo
.UNITYPACKAGEDesenvolvimentoPacote Unity
.UASSETDesenvolvimentoRecurso Unreal
.UMAPDesenvolvimentoMapa Unreal
.ROMFirmware/jogosImagem ROM
.NESJogos antigosROM NES
.SFCJogos antigosROM Super Nintendo
.GBAJogos antigosROM Game Boy Advance
.NDSJogos antigosROM Nintendo DS
.ISOMídiaImagem de disco
.CHDEmulaçãoImagem comprimida
.BINFirmware/dadosBinário genérico
.FWFirmwareFirmware
.HEXEmbarcadosFirmware/dados hex
.ELFExecutável/devLinux/embarcados
.UF2FirmwarePlacas compatíveis
.CAPFirmwareBIOS/UEFI
.EFIUEFIExecutável EFI
.GPXGPSTrilhas/rotas
.FITEsporteAtividades
.TCXEsporteTreinos
.KMLMapasDados geográficos
.KMZMapasKML compactado
.SHPGISGeometria vetorial
.SHXGISÍndice do shapefile
.PRJGISSistema de coordenadas
.GPKGGISGeoPackage
.GEOJSONGIS/webDados geográficos
.GMLGISDados geográficos XML
.TIFGIS/imagemGeoTIFF quando georreferenciado
.DEMGISElevação
.MBTILESMapasTiles offline
.OSMMapasDados OpenStreetMap
.PBFDadosOpenStreetMap/Protocol Buffers

A mesma extensão pode ter vários significados

Depois de oito partes deste guia, já temos vários exemplos importantes.

.BIN

Pode representar:

  • firmware;
  • imagem de disco;
  • dados binários;
  • recursos de programa.

.ROM

Pode representar:

  • firmware;
  • BIOS;
  • imagem de cartucho.

.DAT

Pode representar praticamente qualquer tipo de dado proprietário.

.ASC

Pode representar:

  • assinatura ou chave criptográfica;
  • raster GIS;
  • texto ASCII.

.3DS

Pode representar:

  • arquivo antigo do 3D Studio;
  • determinado tipo de imagem relacionada ao Nintendo 3DS.

Por isso, descobrir apenas a extensão resolve apenas parte da investigação.


Como identificar corretamente um arquivo desconhecido

Quando você encontra uma extensão que nunca viu, procure responder estas perguntas:

  1. De onde veio o arquivo?
  2. Qual programa ou dispositivo o criou?
  3. Qual é o nome completo?
  4. Qual é a extensão final?
  5. Existem outros arquivos com o mesmo nome-base ao lado?
  6. O arquivo pertence a um projeto maior?
  7. O formato possui uma assinatura interna identificável?

Exemplo:

mapa.shp
mapa.shx
mapa.dbf
mapa.prj

Se observar apenas mapa.dbf, talvez conclua que é somente um banco dBASE.

Quando percebe os quatro arquivos juntos, fica evidente que provavelmente pertencem a um shapefile GIS.

O contexto dos arquivos vizinhos também ajuda a identificar o formato.

Downloads incompletos, arquivos temporários, cache, logs, recuperação e formatos genéricos

Muitos arquivos encontrados no Windows não foram criados para serem abertos diretamente pelo usuário.

Alguns existem apenas durante uma tarefa.

Outros registram atividades.

Alguns ajudam programas a recuperar trabalhos após uma falha.

Outros aparecem enquanto um download ainda não terminou.

E existem também extensões extremamente genéricas, como:

.DAT

.BIN

.DB

.BAK

que podem significar coisas diferentes em cada programa.


.CRDOWNLOAD — download incompleto do Chrome

Extensão: .crdownload

É utilizada pelo Google Chrome e navegadores baseados em Chromium em determinados cenários enquanto um download ainda está em andamento.

Exemplo:

arquivo.zip.crdownload

Quando o download termina corretamente, o navegador normalmente remove a extensão temporária e deixa:

arquivo.zip

Posso abrir um CRDOWNLOAD?

Normalmente não é recomendado.

O arquivo pode estar incompleto.

Mesmo que parte do conteúdo consiga ser lida, isso não significa que o download terminou corretamente.


.PART — arquivo parcial

Extensão: .part

Muito utilizada para indicar um arquivo ainda incompleto.

Pode aparecer em:

  • navegadores;
  • gerenciadores de download;
  • clientes de transferência;
  • programas P2P.

Exemplo:

video.mp4.part

O significado exato depende do programa.


.DOWNLOAD — download temporário

Extensão: .download

Pode ser utilizada por navegadores e aplicativos durante o download de arquivos.

Não existe um formato universal.

O arquivo pode desaparecer ou ser renomeado quando a transferência termina.


.OPDOWNLOAD — Opera Download

Extensão: .opdownload

Pode aparecer durante downloads realizados por determinadas versões ou configurações do navegador Opera.

Assim como CRDOWNLOAD, normalmente representa um download ainda não concluído.


.TORRENT — arquivo BitTorrent

Extensão: .torrent

Não contém necessariamente o conteúdo final que será baixado.

É um arquivo de metadados utilizado pelo protocolo BitTorrent.

Pode conter informações como:

  • nomes dos arquivos;
  • tamanhos;
  • estrutura;
  • hashes;
  • informações necessárias para localizar participantes da transferência.

Pode ser aberto com: clientes BitTorrent compatíveis.


TORRENT é o arquivo do filme ou programa?

Não.

Um .torrent é normalmente apenas um pequeno arquivo de metadados.

Ele funciona como uma referência para localizar e verificar partes do conteúdo distribuído pela rede.


.TMP — Temporary File

Extensão: .tmp

Arquivo temporário.

Pode ser criado por:

  • Windows;
  • instaladores;
  • Word;
  • navegadores;
  • editores;
  • bancos de dados;
  • programas diversos.

Pode armazenar:

  • dados intermediários;
  • cópias temporárias;
  • informações de recuperação;
  • resultados parciais.

TMP pode ser apagado?

Depende.

Um TMP que não está mais em uso pode ser descartável.

Mas um TMP ativo pode estar sendo utilizado por um programa.

Por isso, não é uma boa ideia assumir que todo arquivo .tmp é inútil.


.TEMP — arquivo temporário

Extensão: .temp

Tem função semelhante a .tmp.

É menos padronizada.

Pode ser criada por qualquer aplicativo para armazenar dados temporários.


.CACHE — arquivo de cache

Extensão: .cache

Pode armazenar dados criados para acelerar o acesso futuro.

Exemplos:

  • miniaturas;
  • resultados processados;
  • recursos de aplicativos;
  • dados temporariamente reutilizáveis.

O conteúdo depende do programa.


O que é cache?

Cache é uma cópia temporária ou intermediária criada para evitar repetir operações.

Exemplo:

imagem original
      ↓
miniatura processada
      ↓
arquivo de cache

Na próxima vez que o programa precisar da miniatura, pode reutilizar a versão já preparada.


CACHE e TEMP são a mesma coisa?

Não exatamente.

Um arquivo temporário pode existir apenas enquanto uma operação acontece.

Um cache pode permanecer por dias, semanas ou meses porque seu objetivo é acelerar operações futuras.


.LOG — arquivo de registro

Extensão: .log

Já vimos essa extensão anteriormente, mas ela merece destaque nesta categoria.

LOGs podem registrar:

  • erros;
  • avisos;
  • inicializações;
  • falhas;
  • atividades;
  • conexões;
  • eventos de atualização.

Muitos são arquivos de texto simples.

Pode ser aberto com:

  • Bloco de Notas;
  • Notepad++;
  • Visual Studio Code.

Por que logs são úteis?

Imagine que um programa fecha sozinho.

Na tela, o usuário vê apenas:

O programa parou de funcionar

Mas o log pode registrar:

Falha ao abrir banco de dados
Arquivo não encontrado
Erro de autenticação

É por isso que logs são muito importantes em diagnóstico técnico.


.TXT também pode ser log

Nem todo log usa .log.

Alguns programas salvam registros em:

.txt

.csv

.json

.xml

A extensão indica o formato, não necessariamente a finalidade.


.LOCK — arquivo de bloqueio

Extensão: .lock

Pode indicar que determinado recurso está sendo utilizado.

Um programa pode criar:

database.lock

para evitar que dois processos façam alterações incompatíveis simultaneamente.


Posso apagar um LOCK?

Não é recomendável apagar um arquivo de bloqueio sem entender por que ele existe.

Ele pode indicar que:

  • um programa ainda está aberto;
  • um banco está sendo usado;
  • uma sincronização está ativa.

Após uma falha, alguns arquivos de lock podem permanecer abandonados, mas é necessário analisar o contexto.


.LCK — Lock File

Extensão: .lck

Tem função semelhante a .lock.

É encontrada em bancos de dados, programas antigos e aplicativos proprietários.


.PID — Process ID File

Extensão: .pid

Pode armazenar o identificador numérico de um processo.

Muito utilizado em:

  • Linux;
  • servidores;
  • serviços;
  • aplicações web.

Exemplo:

1234

O programa pode usar esse número para saber qual processo está em execução.


.SWP — Swap File de editor

Extensão: .swp

Muito conhecida no editor Vim.

Pode armazenar informações temporárias para:

  • recuperação;
  • proteção contra edição simultânea;
  • restauração após travamento.

Se o editor fechar incorretamente, o SWP pode permanecer.


.SWX, .SWO e variações

Alguns editores podem criar extensões alternativas relacionadas a swap e recuperação.

O significado depende do software.


.OLD — versão antiga

Extensão: .old

Pode ser criada quando um programa deseja preservar a versão anterior de um arquivo.

Exemplo:

config.ini
config.old

Não existe um formato OLD específico.

O conteúdo pode continuar sendo o mesmo do arquivo original.


.BAK — Backup

Extensão: .bak

Outra extensão genérica para cópia de segurança.

Exemplo:

config.ini
config.bak

Em outro programa:

database.bak

Esses dois BAKs podem ser completamente diferentes.


Renomear BAK para a extensão original funciona?

Às vezes, sim.

Se o programa apenas adicionou .bak ao nome original, o conteúdo pode continuar no mesmo formato.

Exemplo:

documento.docx.bak

Pode ser uma cópia de um DOCX.

Mas isso não é uma regra universal.

Um .bak também pode ser um backup proprietário que precisa ser restaurado pelo aplicativo original.


.CHK — recovered file fragment

Extensão: .chk

Pode aparecer após determinadas operações de verificação ou recuperação de sistema de arquivos.

É historicamente associada a fragmentos recuperados pelo CHKDSK.

Pode conter:

  • parte de documento;
  • imagem;
  • arquivo completo;
  • fragmentos sem utilidade.

Não existe um único formato interno.


FOUND.000 e arquivos CHK

Após certas correções de sistema de arquivos, o Windows pode criar pastas como:

FOUND.000

contendo:

FILE0000.CHK
FILE0001.CHK

Esses arquivos podem representar fragmentos recuperados.

A extensão .chk não informa qual era o formato original.


.DMP — memory dump

Extensão: .dmp

Já vimos DMP como arquivo de diagnóstico.

Ele pode aparecer após:

  • travamento;
  • tela azul;
  • falha de aplicativo.

Pode ocupar desde poucos megabytes até vários gigabytes dependendo do tipo de dump.


.MDMP — minidump

Extensão: .mdmp

Normalmente armazena uma versão reduzida das informações de diagnóstico.

Pode ser muito útil para identificar a causa de uma falha sem capturar toda a memória.


.CORE — core dump

Extensão comum: .core

Em Unix, Linux e sistemas de desenvolvimento, pode representar um dump de memória de um processo.

É utilizado para depuração.


Arquivos de recuperação automática de programas

Muitos programas criam arquivos temporários ou de recuperação enquanto um documento está aberto.

Isso permite restaurar o trabalho após:

  • queda de energia;
  • travamento;
  • reinicialização inesperada.

.ASD — AutoRecover do Word

Extensão: .asd

Pode ser utilizada pelo Microsoft Word para arquivos de recuperação automática.

Programa: Microsoft Word.

Esses arquivos podem ajudar a recuperar documentos que não foram salvos corretamente.


.WBK — Word Backup

Extensão: .wbk

Arquivo de backup relacionado ao Microsoft Word em determinados recursos e versões.

Pode conter uma cópia anterior de um documento.


.XLK — Excel Backup

Extensão: .xlk

Formato historicamente utilizado pelo Microsoft Excel para cópias de backup.

Hoje é pouco comum.


.TMP em arquivos do Office

Office também pode gerar arquivos temporários durante a edição.

Por isso, ao abrir uma pasta compartilhada, você pode encontrar arquivos que desaparecem depois que o documento é fechado.


Arquivos começando com ~$ no Office

Um exemplo comum:

~$Relatorio.docx

Esse arquivo não é uma segunda cópia normal do documento.

Pode ser criado pelo Microsoft Office como arquivo temporário de proprietário/bloqueio enquanto o documento está aberto.

Normalmente desaparece quando o arquivo é fechado corretamente.


.DAT — dados genéricos

Extensão: .dat

DAT é talvez um dos melhores exemplos de uma extensão que não informa sozinha o formato.

Pode armazenar:

  • banco de dados;
  • texto;
  • vídeo;
  • cache;
  • informações de programa;
  • dados de jogo;
  • registros;
  • conteúdo binário.

Qual programa abre DAT?

A resposta correta é:

depende de quem criou o arquivo.

Exemplos:

programaA.dat
jogo.dat
dados.dat

Podem ser três formatos totalmente diferentes.


.BIN — dados binários genéricos

Extensão: .bin

Assim como DAT, é extremamente genérica.

Pode ser:

  • firmware;
  • imagem de disco;
  • ROM;
  • dados de software;
  • modelo;
  • pacote proprietário.

Não existe um programa universal para BIN.


.DB — banco de dados genérico

Extensão: .db

Pode representar:

  • SQLite;
  • cache;
  • catálogo;
  • banco proprietário;
  • miniaturas;
  • dados de aplicativo.

Exemplo conhecido:

Thumbs.db

Mas isso não significa que todo .db seja igual ao Thumbs.db.


Thumbs.db — cache de miniaturas do Windows

Nome: Thumbs.db

É um arquivo utilizado historicamente pelo Windows para armazenar miniaturas de imagens em determinadas pastas e cenários.

Seu objetivo é acelerar a exibição de previews.

Ele não é um banco de dados criado pelo usuário.


Posso apagar Thumbs.db?

Normalmente o Windows pode recriá-lo quando necessário.

Mas isso não significa que seja útil sair apagando arquivos de sistema sem motivo.

Em pastas de rede, por exemplo, esses arquivos podem reaparecer.


desktop.ini — configurações de pasta

Nome: desktop.ini

Arquivo utilizado pelo Windows para armazenar determinadas personalizações da pasta.

Pode controlar aspectos como:

  • nome localizado;
  • ícone;
  • comportamento de exibição.

É normalmente oculto ou tratado como arquivo de sistema.


desktop.ini não é vírus

A presença de um desktop.ini em uma pasta é normalmente legítima.

Ele é um arquivo padrão do Windows.

Como acontece com qualquer nome de arquivo, porém, o contexto completo continua importante.


.DS_Store — macOS

Nome: .DS_Store

Arquivo criado pelo Finder do macOS para armazenar informações da pasta.

Pode incluir:

  • posição de ícones;
  • preferências de visualização;
  • outras configurações.

Ao copiar uma pasta de um Mac para Windows, é comum encontrar .DS_Store.


Arquivos que começam com ponto

Em sistemas Unix e Linux, nomes iniciados por ponto normalmente são tratados como ocultos.

Exemplos:

.gitignore
.env
.bashrc
.profile

O ponto inicial não significa necessariamente “extensão”.


.GITIGNORE — regras do Git

Nome: .gitignore

Arquivo textual utilizado pelo Git para definir quais arquivos e pastas não devem ser rastreados.

Exemplo conceitual:

*.log
temp/
.env

.GITCONFIG — configuração Git

Nome: .gitconfig

Arquivo de configuração do Git.

Pode conter:

  • preferências;
  • identidade de commits;
  • aliases;
  • configurações.

.BASHRC

Nome: .bashrc

Arquivo utilizado pelo shell Bash em sistemas Unix/Linux.

Pode conter configurações do ambiente do usuário.


.PROFILE

Nome: .profile

Arquivo usado em ambientes Unix para configurações de sessão e shell.


README — arquivo de informações

Nome comum: README

Pode aparecer sem extensão:

README

ou com:

README.txt
README.md
README.rst

Normalmente contém informações sobre:

  • projeto;
  • instalação;
  • instruções;
  • documentação.

LICENSE — licença de software

Nome comum: LICENSE

Frequentemente aparece sem extensão.

Contém informações sobre a licença de um software ou projeto.

Pode ser texto simples.


CHANGELOG — histórico de alterações

Nome comum: CHANGELOG

Pode listar:

  • versões;
  • correções;
  • novos recursos;
  • mudanças.

Também pode aparecer como:

CHANGELOG.md


Dockerfile

Nome: Dockerfile

É um exemplo clássico de arquivo importante sem extensão.

Contém instruções utilizadas pelo Docker para construir uma imagem de contêiner.

O nome do arquivo inteiro é simplesmente:

Dockerfile

Makefile

Nome: Makefile

Outro arquivo frequentemente sem extensão.

É utilizado por ferramentas de build para definir como um projeto deve ser compilado ou processado.


Arquivos sem extensão podem funcionar normalmente

O Windows acostumou muitos usuários a associar arquivos às extensões.

Mas uma extensão não é obrigatória em todos os sistemas e aplicações.

Exemplo:

LICENSE
README
Dockerfile
Makefile

Todos podem ser arquivos completamente válidos.


.LOCK pode ser parte do nome

Alguns sistemas usam arquivos como:

package-lock.json

Aqui a extensão verdadeira é:

.json

A palavra lock faz parte do nome.

Outro exemplo:

composer.lock

Nesse caso, .lock funciona como extensão.

Por isso, precisamos observar sempre o último ponto do nome.


.JSON.LOCK?

Um arquivo chamado:

dados.json.lock

tem como extensão final:

.lock

Não .json.

Isso reforça a regra que vimos no início do guia.


Extensões de download e navegadores

Outros formatos temporários podem aparecer dependendo do navegador ou aplicativo.

Alguns exemplos:

.part

.download

.crdownload

.opdownload

.tmp

Não existe um padrão único utilizado por todos.


.CACHE2 e arquivos de cache proprietários

Aplicações podem utilizar extensões próprias para cache.

Também podem criar arquivos sem extensão.

Portanto, procurar apenas por .cache não mostra todo o cache existente em um computador.


Arquivos de índice

.IDX — Index File

Extensão: .idx

É genérica.

Pode representar:

  • índice de banco;
  • legenda associada a .sub;
  • índice de mídia;
  • índice proprietário.

Já vimos .idx em legendas.

Aqui fica claro novamente como uma extensão pode assumir funções diferentes.


.IND — Index File

Extensão: .ind

Pode ser utilizada por softwares para arquivos de índice.

Não possui significado universal.


.IDX e SUB em DVDs e legendas

Um exemplo importante:

filme.idx
filme.sub

Nesse contexto, os dois arquivos podem formar uma legenda baseada em imagens.

Mas um .sub isolado também pode ter outros significados.


.META — metadata

Extensão: .meta

Pode armazenar metadados de um arquivo ou recurso.

É utilizada por diversas ferramentas.

No Unity, por exemplo, arquivos .meta acompanham recursos do projeto.

Outros programas também usam a mesma extensão de maneira diferente.


.INFO — informações

Extensão: .info

Extensão genérica para dados informativos.

Pode ser texto simples ou formato proprietário.


.NFO — information file

Extensão: .nfo

Pode ter dois usos bem conhecidos.

Em determinados ambientes, é um arquivo de texto contendo informações.

No Windows, arquivos NFO também podem ser utilizados pelo utilitário Informações do Sistema.

Portanto, novamente, o contexto importa.


.README não é uma extensão padrão

Um nome como:

arquivo.readme

pode existir, mas o uso tradicional de README é como nome do arquivo.

Isso ajuda a compreender a diferença entre:

  • nome;
  • extensão;
  • convenção.

Arquivos ocultos não são necessariamente arquivos de sistema

Um arquivo pode estar oculto porque:

  • Windows o marcou dessa forma;
  • começa com ponto em Unix;
  • aplicativo deseja não mostrá-lo ao usuário;
  • faz parte de configuração.

“Oculto” e “arquivo do sistema” são conceitos diferentes.


Posso apagar arquivos desconhecidos?

A melhor regra é:

não decidir apenas pela extensão.

Antes de apagar, verifique:

  1. onde o arquivo está;
  2. qual programa o criou;
  3. quando foi modificado;
  4. se o programa ainda está instalado;
  5. se o arquivo faz parte de um projeto;
  6. se existe backup;
  7. se o sistema está utilizando o arquivo.

A pasta onde o arquivo está pode revelar mais que a extensão

Compare:

C:\Temp\arquivo.tmp

com:

C:\ProgramaImportante\Database\arquivo.tmp

Os dois são TMP.

Mas o contexto é completamente diferente.


Resumo das principais extensões desta parte

Extensão/nomeSignificado comumPrograma/origem
.CRDOWNLOADDownload incompletoChrome/Chromium
.PARTDownload parcialNavegadores/apps
.DOWNLOADDownload temporárioNavegadores
.OPDOWNLOADDownload parcialOpera
.TORRENTMetadados BitTorrentCliente BitTorrent
.TMPTemporárioWindows/apps
.TEMPTemporárioAplicativos
.CACHECacheAplicativos
.LOGRegistroApps/sistema
.LOCKBloqueioApps/bancos
.LCKBloqueioApps
.PIDID de processoServidores/Linux
.SWPSwap/recuperaçãoVim/editores
.OLDVersão antigaAplicativos
.BAKBackup genéricoDepende da origem
.CHKFragmento recuperadoWindows/CHKDSK
.DMPDumpWindows/apps
.MDMPMiniDumpWindows/apps
.ASDRecuperação WordMicrosoft Word
.WBKBackup WordMicrosoft Word
.XLKBackup ExcelMicrosoft Excel
.DATDados genéricosDepende da origem
.BINDados bináriosDepende da origem
.DBBanco genéricoDepende da origem
.IDXÍndiceDepende da origem
.METAMetadadosDepende da origem
.NFOInformaçõesTexto/System Information
Thumbs.dbCache de miniaturasWindows
desktop.iniConfiguração de pastaWindows
.DS_StoreConfiguração de pastamacOS
.gitignoreRegras GitGit
.envConfiguraçãoAplicações
READMEDocumentaçãoProjetos
LICENSELicençaProjetos
DockerfileBuild de contêinerDocker
MakefileAutomação de compilaçãoMake

Arquivo temporário não significa arquivo inútil

Esse é um erro muito comum.

“Temporário” descreve a função planejada do arquivo, mas não garante que ele possa ser removido naquele momento.

Um arquivo TMP pode estar segurando alterações que ainda não foram gravadas no documento original.

Um SWP pode permitir recuperar horas de trabalho.

Um ASD pode conter a única cópia recuperável de um documento do Word após uma falha.

Por isso, antes de apagar arquivos temporários manualmente, é importante entender o contexto.


Ciência de dados, estatística, pesquisa, pacotes de programação, containers e virtualização

Até aqui já cobrimos centenas de extensões, mas ainda existem grupos muito importantes fora do uso doméstico tradicional.

Profissionais de:

  • ciência de dados;
  • desenvolvimento;
  • estatística;
  • pesquisa científica;
  • inteligência artificial;
  • servidores;
  • DevOps;
  • virtualização;

trabalham diariamente com formatos que um usuário comum pode nunca ter visto.

Nesta parte veremos arquivos como:

.PARQUET

.AVRO

.ORC

.HDF5

.IPYNB

.RDS

.SAV

.DTA

.MAT

.FITS

.NUPKG

.WHL

.DEB

.RPM

.QCOW2

e vários outros.


Arquivos de dados modernos

.PARQUET — Apache Parquet

Extensão: .parquet

Formato de armazenamento colunar muito utilizado em:

  • ciência de dados;
  • Big Data;
  • data lakes;
  • analytics;
  • Apache Spark;
  • Python.

Diferentemente de CSV, que guarda dados normalmente linha por linha em texto, Parquet organiza informações de forma otimizada para análise por colunas.

Exemplo conceitual:

nome | idade | cidade
Ana  | 35    | São Paulo
João | 42    | Campinas

Em Parquet, sistemas analíticos conseguem ler apenas determinadas colunas sem necessariamente processar todo o conjunto da mesma forma que fariam com um arquivo textual simples.

Pode ser aberto com:

  • Python com bibliotecas apropriadas;
  • Apache Spark;
  • DuckDB;
  • ferramentas de análise compatíveis;
  • alguns visualizadores de dados.

.AVRO — Apache Avro

Extensão: .avro

Formato de serialização de dados criado no ecossistema Apache.

É muito utilizado em:

  • pipelines de dados;
  • mensageria;
  • streaming;
  • sistemas distribuídos.

Uma característica importante é a capacidade de trabalhar com esquemas estruturados.

Pode ser utilizado por:

  • Apache Kafka em determinados fluxos;
  • Hadoop;
  • Spark;
  • bibliotecas Avro.

.ORC — Optimized Row Columnar

Extensão: .orc

Formato colunar otimizado muito utilizado em ecossistemas Big Data.

Pode aparecer em:

  • Apache Hive;
  • Spark;
  • data warehouses;
  • processamento analítico.

Assim como Parquet, foi projetado para lidar eficientemente com grandes conjuntos de dados.


.FEATHER — Apache Arrow Feather

Extensão: .feather

Formato associado ao Apache Arrow.

É utilizado para intercâmbio rápido de tabelas entre ferramentas de análise.

Muito comum em:

  • Python;
  • pandas;
  • R.

Pode ser aberto com: bibliotecas compatíveis com Apache Arrow.


CSV, Parquet, ORC e Avro são iguais?

Não.

De forma simplificada:

FormatoCaracterística
CSVTexto simples
ParquetColunar e analítico
ORCColunar e otimizado
AvroSerialização estruturada
FeatherIntercâmbio rápido de tabelas

Cada um atende melhor a determinados cenários.


.ARROW — Apache Arrow

Extensão possível: .arrow

Pode representar dados no formato IPC do Apache Arrow.

É utilizado em ferramentas modernas para troca eficiente de dados tabulares.


Arquivos científicos

.HDF5 e .H5 — Hierarchical Data Format

Extensões:

.hdf5

.h5

Formato científico capaz de armazenar grandes quantidades de dados organizados hierarquicamente.

Pode guardar:

  • matrizes;
  • tabelas;
  • imagens;
  • metadados;
  • grupos de dados.

Imagine algo semelhante a uma estrutura interna:

experimento
├── sensores
│   ├── temperatura
│   └── pressão
├── imagens
└── metadados

Pode ser aberto com:

  • HDFView;
  • Python;
  • MATLAB;
  • ferramentas científicas compatíveis.

.HDF — Hierarchical Data Format

Extensão: .hdf

Pode representar versões ou formatos relacionados à família HDF.

A origem do arquivo deve ser verificada, porque HDF e HDF5 não são necessariamente idênticos.


.NC — NetCDF

Extensão: .nc

NetCDF significa:

Network Common Data Form.

É muito utilizado em:

  • meteorologia;
  • climatologia;
  • oceanografia;
  • geociências.

Pode armazenar dados multidimensionais como:

latitude
longitude
altitude
tempo
temperatura

Pode ser aberto com:

  • Panoply;
  • Python;
  • MATLAB;
  • ferramentas científicas;
  • softwares GIS em determinados casos.

Atenção: .NC também pode significar CNC

Na parte anterior vimos .nc relacionado a controle numérico.

Agora ele aparece como NetCDF.

Isso mostra novamente que:

a extensão sozinha nem sempre identifica o formato.

Um arquivo:

temperatura.nc

provavelmente pode ser NetCDF.

Um arquivo:

peca.nc

em uma oficina CNC pode conter comandos de usinagem.


.CDF — Common Data Format

Extensão: .cdf

Formato científico utilizado para dados multidimensionais.

É encontrado em pesquisas científicas e aplicações especializadas.

Não deve ser confundido automaticamente com NetCDF, apesar da semelhança no nome.


.FITS — Flexible Image Transport System

Extensões:

.fits

.fit

.fts

Formato amplamente utilizado em astronomia.

Pode armazenar:

  • imagens astronômicas;
  • tabelas;
  • espectros;
  • metadados científicos.

Pode ser aberto com:

  • SAOImage DS9;
  • AstroImageJ;
  • Python com bibliotecas astronômicas;
  • softwares científicos.

FIT também pode significar Garmin

Já vimos:

.fit

como formato de atividades esportivas da Garmin.

Na astronomia, .fit também pode ser utilizado como variação de FITS.

O programa de origem é decisivo.


.MAT — MATLAB Data File

Extensão: .mat

Formato utilizado pelo MATLAB para armazenar variáveis.

Pode conter:

  • matrizes;
  • estruturas;
  • arrays;
  • objetos;
  • resultados de cálculos.

Programa principal: MATLAB.

Também pode ser lido em determinados casos por Python e ferramentas compatíveis.


.NPY — NumPy Array

Extensão: .npy

Formato utilizado pelo NumPy para salvar arrays.

Muito comum em Python científico e machine learning.

Pode preservar:

  • dimensões;
  • tipo dos dados;
  • conteúdo do array.

Programa: Python com NumPy.


.NPZ — NumPy Archive

Extensão: .npz

Pode armazenar vários arrays NumPy em um único arquivo comprimido.

Exemplo conceitual:

dados.npz
├── treino
├── teste
└── labels

Estatística e análise

.SAV — SPSS Data File

Extensão: .sav

No contexto estatístico, SAV é muito associado ao IBM SPSS Statistics.

Pode armazenar:

  • dados;
  • variáveis;
  • rótulos;
  • metadados.

Programa principal: IBM SPSS Statistics.


Mas .SAV também pode ser save de jogo

Já vimos .sav como arquivo de progresso em jogos.

Portanto:

pesquisa.sav

pode ser SPSS.

meujogo.sav

pode ser um save.


.ZSAV — SPSS compressed data

Extensão: .zsav

Formato comprimido relacionado ao SPSS.

Pode reduzir o tamanho de conjuntos de dados.


.POR — SPSS Portable File

Extensão: .por

Formato portátil histórico do SPSS utilizado para intercâmbio de dados.

Hoje aparece principalmente em projetos antigos.


.DTA — Stata Data File

Extensão: .dta

Formato de dados do software Stata.

Pode armazenar:

  • variáveis;
  • observações;
  • rótulos;
  • informações estatísticas.

Programa principal: Stata.

Também pode ser lido por ferramentas de análise compatíveis.


.DO — Stata do-file

Extensão: .do

Script utilizado pelo Stata.

Pode conter comandos para:

  • carregar dados;
  • transformar variáveis;
  • executar análises;
  • produzir resultados.

É um arquivo textual.


.RDATA — R Workspace

Extensão: .RData

Pode armazenar vários objetos da linguagem R.

Exemplo:

modelo
dataset
resultado

em um único arquivo.

Programa: R / RStudio.


.RDS — R Data Serialization

Extensão: .rds

Formato utilizado pelo R para salvar normalmente um objeto por arquivo.

Pode conter:

  • data frame;
  • modelo;
  • vetor;
  • lista;
  • objeto complexo.

Programa: R / RStudio.


.RDA — R Data

Extensão: .rda

Variação utilizada para armazenar objetos do R.

É conceitualmente próxima de .RData.


.SAS7BDAT — SAS Dataset

Extensão: .sas7bdat

Formato de conjunto de dados utilizado pelo SAS.

Pode armazenar dados tabulares e metadados.

Programa: SAS e ferramentas compatíveis.


.SAS — código SAS

Extensão: .sas

Arquivo de código e comandos SAS.

Pode ser aberto com editor de texto e executado em ambiente SAS.


.JMP — JMP Data File

Extensão: .jmp

Formato utilizado pelo software estatístico JMP.

Pode conter conjuntos de dados e informações relacionadas à análise.


Notebooks e computação interativa

.IPYNB — Jupyter Notebook

Extensão: .ipynb

Significa originalmente:

IPython Notebook.

Hoje é o formato padrão dos Jupyter Notebooks.

Pode conter:

  • código;
  • texto;
  • Markdown;
  • gráficos;
  • resultados;
  • metadados.

Exemplo conceitual:

[texto explicativo]

[código Python]

[resultado]

[gráfico]

Pode ser aberto com:

  • Jupyter Notebook;
  • JupyterLab;
  • Visual Studio Code;
  • Google Colab mediante importação.

IPYNB é um arquivo de texto?

Internamente utiliza uma estrutura JSON.

Mas editar manualmente todo o JSON não costuma ser a maneira mais conveniente de trabalhar com notebooks.


.RMD — R Markdown

Extensão: .Rmd

Combina:

  • Markdown;
  • texto;
  • código R;
  • resultados.

É muito utilizado em relatórios reproduzíveis.

Pode ser aberto com: RStudio e editores compatíveis.


.QMD — Quarto

Extensão: .qmd

Formato utilizado pelo Quarto.

Pode combinar documentação e código de diferentes linguagens.

É comum em:

  • relatórios;
  • livros;
  • sites técnicos;
  • análise de dados.

Arquivos de machine learning

.PICKLE e .PKL

Extensões comuns:

.pickle

.pkl

Podem armazenar objetos serializados do Python.

Exemplos:

  • modelos;
  • listas;
  • dicionários;
  • estruturas.

Programa: Python.

Como arquivos serializados podem depender do ambiente em que foram criados, não devem ser tratados como simples documentos universais.


.JOBLIB — Joblib

Extensão comum: .joblib

Utilizada para serialização em projetos Python, especialmente em machine learning.

Pode armazenar modelos e grandes arrays.


.ONNX — Open Neural Network Exchange

Extensão: .onnx

Formato criado para intercâmbio de modelos de inteligência artificial.

Pode representar redes neurais e operações computacionais.

É utilizado por diversas ferramentas de IA.

Pode ser aberto/utilizado por:

  • ONNX Runtime;
  • ferramentas de machine learning;
  • visualizadores de modelos.

.PT e .PTH — PyTorch

Extensões:

.pt

.pth

Frequentemente utilizadas para:

  • modelos;
  • pesos;
  • checkpoints do PyTorch.

O conteúdo exato depende da forma como o projeto salvou o arquivo.


.CKPT — Checkpoint

Extensão: .ckpt

Extensão genérica utilizada por diferentes frameworks para checkpoints de modelos.

Pode conter:

  • pesos;
  • estado do treinamento;
  • parâmetros.

Não existe um único formato universal de .ckpt.


.H5 em inteligência artificial

.h5, além de HDF5 científico, também foi muito utilizado em ecossistemas de deep learning para armazenar modelos e pesos.

Isso ocorre porque o formato HDF5 é flexível.


.TFLITE — TensorFlow Lite

Extensão: .tflite

Modelo otimizado para TensorFlow Lite.

Muito utilizado em:

  • smartphones;
  • dispositivos embarcados;
  • aplicações locais.

.PB — Protocol Buffers / TensorFlow

Extensão: .pb

Pode representar dados serializados com Protocol Buffers.

Em determinados fluxos históricos do TensorFlow, também foi utilizada para modelos.

É uma extensão genérica e dependente do contexto.


Pacotes Python

.WHL — Python Wheel

Extensão: .whl

Wheel é um formato de distribuição de pacotes Python.

Exemplo:

pacote-1.0-py3-none-any.whl

Pode conter:

  • módulos;
  • metadados;
  • arquivos necessários à instalação.

Utilizado por: pip e ferramentas Python.


.EGG — Python Egg

Extensão: .egg

Formato histórico de distribuição Python.

Foi amplamente substituído pelo Wheel em muitos cenários modernos.


.PYZ — Python Zip Application

Extensão: .pyz

Pode representar uma aplicação Python empacotada em arquivo ZIP executável pelo interpretador adequado.


.PYC já apareceu anteriormente

.pyc contém bytecode Python gerado pelo interpretador.

Não é um pacote de instalação.


Pacotes .NET

.NUPKG — NuGet Package

Extensão: .nupkg

Pacote utilizado pelo gerenciador NuGet do ecossistema .NET.

Pode conter:

  • bibliotecas;
  • assemblies;
  • metadados;
  • dependências.

É baseado em ZIP.

Pode ser utilizado por:

  • Visual Studio;
  • NuGet;
  • dotnet.

.SNUPKG — NuGet Symbol Package

Extensão: .snupkg

Pacote contendo símbolos de depuração relacionados a pacotes NuGet.

É especialmente útil para desenvolvedores.


Pacotes Ruby

.GEM — RubyGem

Extensão: .gem

Pacote utilizado pelo ecossistema Ruby.

Pode conter:

  • código;
  • bibliotecas;
  • metadados.

Utilizado por: RubyGems.


Pacotes Rust

.CRATE

No ecossistema Rust, o termo crate representa um pacote ou unidade de compilação.

Arquivos distribuídos por registros podem ser compactados internamente, mas .crate não é uma extensão cotidiana tão universal quanto .whl ou .deb.

O contexto do gerenciador Cargo é mais importante que simplesmente procurar uma extensão.


Pacotes Linux

.DEB — Debian Package

Extensão: .deb

Pacote utilizado por distribuições baseadas em Debian.

Exemplos:

  • Debian;
  • Ubuntu;
  • Linux Mint.

Pode conter:

  • programas;
  • bibliotecas;
  • scripts de instalação;
  • metadados.

Utilizado por:

  • APT;
  • dpkg;
  • gerenciadores gráficos.

.RPM — RPM Package Manager

Extensão: .rpm

Pacote utilizado em distribuições da família RPM.

Pode aparecer em:

  • Fedora;
  • Red Hat Enterprise Linux;
  • openSUSE em determinados fluxos;
  • outras distribuições.

Pode ser utilizado por: RPM, DNF, YUM e ferramentas compatíveis.


.PKG.TAR.ZST — pacote Arch Linux

Arquivos do Arch Linux podem utilizar nomes como:

programa.pkg.tar.zst

Aqui temos várias camadas:

.pkg

.tar

.zst

O pacote contém arquivos agrupados em TAR e comprimidos com Zstandard.

Esse é um ótimo exemplo de extensão composta.


.SNAP — Snap package

Extensão: .snap

Formato utilizado pelo sistema de pacotes Snap.

Pode conter aplicativo e dependências necessárias.

É associado principalmente a distribuições Linux que suportam Snap.


.FLATPAKREF — referência Flatpak

Extensão: .flatpakref

Arquivo de referência utilizado para indicar uma aplicação ou repositório Flatpak.

Normalmente contém informações para que o sistema obtenha o pacote correspondente.


.FLATPAK — pacote Flatpak

Extensão: .flatpak

Pode representar um pacote ou bundle utilizado pelo ecossistema Flatpak.


Pacotes Java

.WAR — Web Application Archive

Extensão: .war

Pacote Java utilizado para aplicações web.

Pode conter:

  • classes;
  • bibliotecas;
  • recursos;
  • páginas web;
  • configurações.

Muito utilizado historicamente em servidores Java.


.EAR — Enterprise Archive

Extensão: .ear

Pacote Java empresarial capaz de agrupar múltiplos módulos.

Pode incluir:

  • WAR;
  • JAR;
  • outros componentes.

.JAR — Java Archive

Já vimos .jar.

Ele continua sendo um dos principais pacotes do ecossistema Java.


Containers

Dockerfile não é uma imagem Docker

Essa confusão é comum.

O:

Dockerfile

contém instruções de construção.

Já uma imagem Docker é armazenada internamente em camadas e metadados gerenciados pelo sistema de containers.


.TAR em exportações Docker

Quando uma imagem ou container é exportado, pode resultar em um arquivo .tar.

Exemplo conceitual:

imagem Docker
      ↓
exportação
      ↓
imagem.tar

Nesse caso, TAR é apenas o contêiner de arquivamento utilizado para transportar os dados.


OCI — Open Container Initiative

OCI define padrões para:

  • imagens de containers;
  • runtimes;
  • distribuição.

Uma imagem OCI pode ser representada por uma estrutura de arquivos, e não necessariamente por uma única extensão exclusiva .oci.

Isso é importante:

nem todo formato possui uma extensão única correspondente ao nome da tecnologia.


Manifestos de containers

Arquivos como:

manifest.json

podem descrever:

  • camadas;
  • configurações;
  • referências.

A extensão continua sendo .json.

A função é definida pelo conteúdo e pelo contexto.


Docker Compose

Tradicionalmente encontramos arquivos como:

docker-compose.yml

ou:

compose.yaml

A extensão é YAML.

O fato de ser um arquivo do Docker Compose vem do nome e de sua estrutura interna.


Kubernetes

Arquivos Kubernetes normalmente utilizam:

.yaml

ou:

.yml

Exemplo:

deployment.yaml
service.yaml
configmap.yaml

A extensão não é .kubernetes.

Eles são arquivos YAML contendo objetos do Kubernetes.


Terraform

.TF — Terraform Configuration

Extensão: .tf

Arquivo de configuração da ferramenta Terraform.

Pode descrever:

  • servidores;
  • redes;
  • bancos;
  • recursos de nuvem;
  • infraestrutura.

Pode ser aberto com: VS Code e editores de texto.


.TFVARS — Terraform Variables

Extensão: .tfvars

Arquivo contendo valores de variáveis Terraform.

Pode armazenar configurações específicas de um ambiente.


.TFSTATE — Terraform State

Extensão: .tfstate

Arquivo de estado do Terraform.

Representa informações sobre recursos administrados.

É utilizado pelo próprio Terraform.


Ansible

Arquivos Ansible normalmente são YAML:

.yml

.yaml

Por exemplo:

playbook.yml

Não existe necessidade de uma extensão .ansible.


Máquinas virtuais avançadas

Já vimos VHD, VHDX, VMDK e VDI.

Agora podemos ampliar o catálogo.


.QCOW — QEMU Copy-On-Write

Extensão: .qcow

Formato de disco virtual associado ao QEMU.

É antecessor do QCOW2.


.QCOW2 — QEMU Copy-On-Write 2

Extensão: .qcow2

Formato muito utilizado por:

  • QEMU;
  • KVM;
  • Proxmox;
  • plataformas de virtualização Linux.

Pode oferecer recursos como:

  • snapshots;
  • crescimento dinâmico;
  • compressão em determinados cenários.

.RAW — disco virtual RAW

Extensão: .raw

Pode representar uma imagem bruta de disco.

Mas .raw também pode ser utilizada para imagens fotográficas genéricas em alguns contextos.

Mais uma extensão dependente da origem.


.HDD — disco Parallels

Extensão: .hdd

Pode aparecer como disco virtual no ecossistema Parallels.

Entretanto .hdd não deve ser confundida com a sigla genérica para disco rígido.


.PVM — Parallels Virtual Machine

Extensão/pacote: .pvm

Pode representar uma máquina virtual do Parallels em macOS.

Na prática, pode funcionar como um pacote contendo múltiplos componentes.


.VMX — VMware Virtual Machine Configuration

Extensão: .vmx

Arquivo de configuração de uma máquina virtual VMware.

Pode armazenar:

  • memória;
  • CPU virtual;
  • discos;
  • adaptadores;
  • dispositivos virtuais.

É um arquivo de configuração, não o disco virtual.


.VMXF — VMware Team Configuration

Extensão: .vmxf

Arquivo complementar utilizado em determinados ambientes VMware.

É muito menos conhecido que VMX.


.NVRAM — configuração de firmware virtual

Extensão: .nvram

Pode armazenar informações relacionadas ao firmware virtual de uma máquina VMware.


.VBOX — VirtualBox Machine Definition

Extensão: .vbox

Arquivo de configuração de máquina virtual do VirtualBox.

É normalmente baseado em XML.


.VBOX-PREV — backup de configuração VirtualBox

Extensão: .vbox-prev

Pode armazenar uma versão anterior do arquivo de configuração .vbox.

É útil em determinadas situações de recuperação.


.SAV em virtualização

VirtualBox também pode utilizar arquivos relacionados ao estado salvo de uma máquina virtual.

Mais uma vez, .sav pode aparecer fora de jogos ou SPSS.


.OVA versus OVF

OVA

Normalmente é um pacote único.

maquina.ova

OVF

Pode fazer parte de um conjunto:

maquina.ovf
disco.vmdk
arquivo.mf

.MF — Manifest File

Extensão: .mf

Em pacotes OVF, pode armazenar hashes ou informações de integridade dos arquivos.

Mas .mf também pode aparecer em outros contextos.


.MF em Java

Dentro de JARs, encontramos frequentemente:

META-INF/MANIFEST.MF

Aqui .mf representa um arquivo de manifesto Java.

Outra demonstração de que a mesma extensão pode aparecer em diferentes tecnologias.


Arquivos de snapshots

Virtualizadores podem criar arquivos específicos para snapshots.

VMware

Pode utilizar diferentes arquivos associados a:

  • VMDK;
  • memória;
  • estado;
  • snapshots.

Extensões e convenções variam conforme o produto e versão.


.VMSN — VMware Snapshot State

Extensão: .vmsn

Pode armazenar informações de estado de snapshot de máquina VMware.


.VMSS — VMware Suspended State

Extensão: .vmss

Pode representar estado suspenso de uma máquina virtual.


.VMEM — VMware Virtual Memory

Extensão: .vmem

Pode armazenar conteúdo de memória associado à máquina virtual.

Esses arquivos podem ser grandes.


.AVHD e .AVHDX — discos diferenciais Hyper-V

Extensões:

.avhd

.avhdx

Podem ser criadas em determinados fluxos de checkpoint do Hyper-V.

Representam alterações diferenciais relacionadas ao disco virtual.

Não devem ser tratadas simplesmente como arquivos descartáveis porque podem fazer parte da cadeia de armazenamento da VM.


Resumo das principais extensões desta parte

ExtensãoCategoriaPrograma/ecossistema
.PARQUETDados colunaresSpark/Python
.AVROSerializaçãoApache
.ORCDados colunaresHive/Spark
.FEATHERDados tabularesArrow/Python/R
.H5Dados científicosHDF5
.HDF5Dados científicosHDF5
.NCNetCDF/CNCDepende do contexto
.CDFDados científicosFerramentas científicas
.FITSAstronomiaDS9/AstroImageJ
.MATDados MATLABMATLAB
.NPYArray NumPyPython
.NPZConjunto NumPyPython
.SAVSPSS/save/outrosDepende do contexto
.DTAStataStata
.RDATAObjetos RR/RStudio
.RDSObjeto RR/RStudio
.SAS7BDATDados SASSAS
.IPYNBNotebookJupyter
.RMDR MarkdownRStudio
.QMDQuartoQuarto
.PKLPython PicklePython
.JOBLIBSerializaçãoPython
.ONNXModelo IAONNX Runtime
.PTModelo PyTorchPyTorch
.CKPTCheckpointDepende do framework
.TFLITEModelo IATensorFlow Lite
.WHLPacote Pythonpip
.EGGPacote Python antigoPython
.NUPKGPacote .NETNuGet
.GEMPacote RubyRubyGems
.DEBPacote LinuxDebian/Ubuntu
.RPMPacote LinuxFedora/RHEL
.SNAPPacote LinuxSnap
.FLATPAKPacote LinuxFlatpak
.WARAplicação Java webJava
.EARAplicação Java enterpriseJava
.TFTerraformTerraform
.TFVARSVariáveis TerraformTerraform
.TFSTATEEstado TerraformTerraform
.QCOW2Disco virtualQEMU/KVM
.VMXConfiguração VMVMware
.VBOXConfiguração VMVirtualBox
.VMSNSnapshotVMware
.VMSSVM suspensaVMware
.AVHDXDisco diferencialHyper-V

Arquivo de dados não significa banco de dados

É importante diferenciar alguns conceitos.

Um arquivo:

dados.parquet

pode armazenar uma tabela.

Mas não é necessariamente um banco de dados completo.

Da mesma forma:

dados.csv

dados.json

dados.avro

podem conter grandes conjuntos de informações sem possuir recursos típicos de um sistema gerenciador de banco de dados, como:

  • usuários;
  • transações;
  • índices complexos;
  • servidor;
  • consultas concorrentes.

Um arquivo pode ser estruturado sem ser legível no Bloco de Notas

Parquet, HDF5 e muitos outros formatos possuem estrutura complexa e binária.

Isso significa que:

arquivo estruturado

não é sinônimo de:

arquivo textual

JSON e XML são estruturados e textuais.

Parquet e HDF5 também são estruturados, mas normalmente binários.


Formatos binários não são inferiores aos textuais

Arquivos de texto têm vantagens:

  • fácil inspeção;
  • simplicidade;
  • portabilidade.

Formatos binários podem oferecer:

  • melhor desempenho;
  • menor tamanho;
  • acesso seletivo;
  • tipos de dados mais ricos.

A escolha depende da finalidade.

Megaíndice de extensões de arquivos de A até F

Depois de explicar as principais categorias em detalhes, chegou a hora de organizar as extensões em formato de consulta rápida.

A ideia desta seção é permitir que o leitor encontre rapidamente:

  • o que significa determinada extensão;
  • para que ela serve;
  • qual tipo de arquivo representa;
  • qual programa normalmente consegue abrir;
  • quando a extensão pode ter mais de um significado.

Importante: algumas extensões possuem significados diferentes dependendo do programa que criou o arquivo.

Por isso, a tabela deve ser utilizada como referência inicial, não como regra absoluta.


Extensões com a letra A

ExtensãoSignificado / tipoPrograma ou sistema comumObservação
.AACAdvanced Audio CodingVLC, players de áudioCodec/formato de áudio comprimido
.AABAndroid App BundleAndroid Studio, Google PlayPacote de distribuição Android
.ABCAlembicBlender, Maya, HoudiniGeometria e animação 3D
.ACCDBMicrosoft Access DatabaseMicrosoft AccessBanco de dados moderno do Access
.AC3Dolby Digital AudioVLC, players compatíveisÁudio multicanal
.AFDESIGNAffinity DesignerAffinity DesignerProjeto vetorial
.AFPHOTOAffinity PhotoAffinity PhotoProjeto de edição de imagem
.AIFAudio Interchange FileVLC, AudacityVariante de AIFF
.AIFFAudio Interchange File FormatVLC, AudacityÁudio de alta qualidade
.AIAdobe IllustratorAdobe IllustratorProjeto vetorial
.AMFAdditive Manufacturing FormatSlicers 3DImpressão 3D
.AMRAdaptive Multi-Rate AudioVLC, players móveisMuito usado historicamente em voz
.ANIAnimated CursorWindowsCursor animado
.APKAndroid PackageAndroidAplicativo Android
.APPXWindows App PackageWindowsPacote de aplicativo
.APPXBUNDLEWindows App BundleWindowsConjunto de pacotes APPX
.ARWSony RAWLightroom, PhotoshopFotografia RAW Sony
.ASCASCII / assinatura / GISEditor de texto, GPG, GISSignificado depende do contexto
.ASDWord AutoRecoverMicrosoft WordRecuperação automática
.ASSETArquivo de recursoUnity e outrosPode ser proprietário
.ASSAdvanced SubStation AlphaVLC, Subtitle EditLegenda avançada
.AUSun/NeXT AudioVLC, AudacityÁudio legado
.AUP3Projeto AudacityAudacityProjeto de áudio
.AVHDHyper-V Differential DiskHyper-VDisco diferencial
.AVHDXHyper-V Differential DiskHyper-VCheckpoint/disco diferencial
.AVIAudio Video InterleaveVLC, Windows Media PlayerContêiner de vídeo
.AVIFAV1 Image File FormatNavegadores, editores modernosImagem moderna eficiente
.AVROApache AvroSpark, HadoopSerialização de dados
.AZWKindle eBookKindleLivro digital Amazon
.AZW3Kindle Format 8Kindle, CalibreLivro digital Amazon

Extensões com a letra B

ExtensãoSignificado / tipoPrograma ou sistema comumObservação
.BAKBackup genéricoDepende do programaNão possui formato universal
.BASHScript BashBash, LinuxPode aparecer em scripts
.BATBatch FilePrompt de ComandoScript do Windows
.BDFBitmap Distribution FormatFerramentas de fontesFonte bitmap antiga
.BINBinary FileDepende da origemExtremamente genérico
.BKFWindows Backup FileNTBackup legadoBackup antigo do Windows
.BLENDBlender ProjectBlenderProjeto 3D completo
.BMPBitmap ImagePaint, FotosImagem bitmap
.BSPBinary Space PartitionEngines de jogosMapas e níveis
.BUPDVD Backup InformationPlayers/DVD toolsCópia de segurança de IFO
.BZ2Bzip2 Compressed File7-ZipArquivo comprimido

Extensões com a letra C

ExtensãoSignificado / tipoPrograma ou sistema comumObservação
.CCódigo-fonte CVS Code, Visual StudioLinguagem C
.CABCabinet ArchiveWindows, 7-ZipArquivo compactado Microsoft
.CAPFirmware CapsuleUtilitário do fabricanteComum em BIOS/UEFI
.CATSecurity CatalogWindowsCatálogo de assinaturas
.CATPARTCATIA PartCATIAPeça CAD
.CATPRODUCTCATIA ProductCATIAMontagem CAD
.CCCódigo C++Compiladores, IDEsVariante de extensão C++
.CDFCommon Data FormatFerramentas científicasDados científicos
.CDRCorelDRAWCorelDRAWProjeto vetorial
.CERCertificateWindows Certificate ViewerCertificado digital
.CFGConfiguration FileEditor de textoConfiguração genérica
.CHDCompressed Hunks of DataMAME e emuladoresImagem comprimida
.CHKRecovered File FragmentWindowsFragmento recuperado
.CIANintendo 3DS PackageEcossistema 3DSPacote de software
.CLASSJava BytecodeJava RuntimeCódigo compilado Java
.CLIPClip Studio PaintClip Studio PaintProjeto de ilustração
.CMDWindows Command ScriptPrompt de ComandoScript Windows
.CNCCNC DataSoftware de usinagemFormato dependente da máquina
.COMExecutable CommandDOS/Windows legadoExecutável antigo
.CONFConfiguration FileEditor de textoMuito comum em Linux
.CORECore DumpDebuggersDump de memória
.CPLControl Panel AppletWindowsMódulo do Painel de Controle
.CPPC++ Source CodeVisual Studio, GCCCódigo-fonte C++
.CR2Canon RAW 2Lightroom, PhotoshopRAW Canon
.CR3Canon RAW 3Lightroom, PhotoshopRAW Canon moderno
.CRDOWNLOADChrome Partial DownloadChromeDownload incompleto
.CRLCertificate Revocation ListFerramentas PKILista de certificados revogados
.CRTCertificateOpenSSL, servidoresCertificado digital
.CSC# Source CodeVisual StudioCódigo C#
.CSOCompressed ISOApps compatíveisImagem ISO comprimida
.CSRCertificate Signing RequestFerramentas PKISolicitação de certificado
.CSSCascading Style SheetsNavegadores, VS CodeEstilo de páginas web
.CSVComma-Separated ValuesExcel, LibreOfficeDados tabulares
.CUECue SheetImgBurn, playersDescreve faixas/imagem de disco
.CURWindows CursorWindowsCursor estático
.CXXC++ Source CodeIDEs e compiladoresVariante de extensão C++

Extensões com a letra D

ExtensãoSignificado / tipoPrograma ou sistema comumObservação
.DAECOLLADABlender, MayaIntercâmbio 3D
.DATData FileDepende da origemUma das extensões mais genéricas
.DBDatabase FileDepende do programaPode ser SQLite ou proprietário
.DBFdBASE DatabaseLibreOffice, GISTambém usado em shapefiles
.DBXOutlook Express MailboxOutlook Express legadoCaixa postal antiga
.DDSDirectDraw SurfacePhotoshop plugins, GIMPTextura gráfica
.DEBDebian PackageDebian, UbuntuPacote Linux
.DEMDigital Elevation ModelQGIS, ArcGISDados de elevação
.DERDER Encoded CertificateWindows, OpenSSLCertificado binário
.DGNMicroStation DesignBentley MicroStationCAD
.DLLDynamic-Link LibraryWindows/appsBiblioteca carregada por programas
.DMGApple Disk ImagemacOSImagem de disco
.DMPMemory DumpWinDbgDiagnóstico
.DOCMicrosoft Word DocumentWordFormato antigo
.DOCMWord Macro-Enabled DocumentWordPode conter macros
.DOCXWord Open XML DocumentWord, LibreOfficeDocumento moderno
.DOStata ScriptStataScript estatístico
.DOTWord TemplateWordModelo antigo
.DOTMWord Macro TemplateWordModelo com macros
.DOTXWord TemplateWordModelo moderno
.DRPDaVinci Resolve ProjectDaVinci ResolveProjeto de edição
.DRVDriver FileWindowsDriver/componente
.DTAStata Data FileStataDados estatísticos
.DTSDigital Theater Systems AudioVLCÁudio multicanal
.DVDigital VideoVLC, editoresVídeo digital
.DWFDesign Web FormatAutodeskCompartilhamento CAD
.DWFxDWF ExtendedAutodesk/WindowsVariante DWF
.DWGAutoCAD DrawingAutoCADDesenho CAD
.DWTAutoCAD TemplateAutoCADModelo de desenho
.DXFDrawing Exchange FormatAutoCAD, LibreCADIntercâmbio CAD

Extensões com a letra E

ExtensãoSignificado / tipoPrograma ou sistema comumObservação
.E573D Point Cloud DataCloudCompareScanner 3D
.EAREnterprise ArchiveJava serversAplicação Java empresarial
.EFIEFI ExecutableUEFIBoot e ferramentas EFI
.EGGPython EggPythonPacote legado
.ELFExecutable and Linkable FormatLinux, embedded toolsExecutável/objeto
.EMFEnhanced MetafileWindows, OfficeGráfico vetorial/metafile
.EMLE-mail MessageOutlook, ThunderbirdMensagem individual
.EMLXApple Mail MessageApple MailMensagem do macOS
.ENVEnvironment ConfigurationEditores, aplicaçõesFrequentemente contém variáveis de ambiente
.EOTEmbedded OpenTypeNavegadores antigosFonte web legada
.EPUBElectronic PublicationCalibre, leitoresLivro digital
.EPSEncapsulated PostScriptIllustratorVetor/impressão
.ETLEvent Trace LogWindows Performance toolsRastreamento ETW
.EVTXWindows Event LogEvent ViewerLog de eventos
.EXEExecutable FileWindowsPrograma executável
.EXROpenEXRPhotoshop, BlenderImagem HDR profissional

Extensões com a letra F

ExtensãoSignificado / tipoPrograma ou sistema comumObservação
.F4VFlash MP4 VideoVLCVídeo associado ao Flash
.FB2FictionBookCalibreLivro digital
.FBXFilmboxBlender, MayaModelo/animação 3D
.FDFirmware ImageFerramentas do fabricanteContexto dependente
.FEATHERApache Arrow FeatherPython, RDados tabulares
.FITGarmin FIT / FITS varianteGarmin ou astronomiaDepende do contexto
.FITSFlexible Image Transport SystemDS9, AstroImageJAstronomia
.FLACFree Lossless Audio CodecVLC, Foobar2000Áudio sem perdas
.FLATPAKFlatpak BundleLinuxPacote de aplicativo
.FLATPAKREFFlatpak ReferenceLinuxReferência para instalação
.FLVFlash VideoVLCVídeo legado
.FONWindows FontWindowsFonte antiga
.FONTSNome genéricoDepende do aplicativoNão é formato universal
.FWFirmwareUtilitário do fabricanteFirmware genérico

A extensão não precisa estar em letras maiúsculas ou minúsculas

No Windows, é comum encontrar:

foto.JPG
foto.jpg
FOTO.Jpg

Para o uso normal no sistema de arquivos do Windows, essas variações de capitalização geralmente são tratadas como a mesma extensão.

Por isso:

.JPG

e:

.jpg

normalmente representam o mesmo tipo de arquivo.


Extensões compostas também precisam entrar no índice

Existem arquivos nos quais olhar apenas a última extensão não conta toda a história.

Exemplos:

backup.tar.gz
programa.pkg.tar.zst
arquivo.user.js
dados.csv.gz

Tecnicamente, o último sufixo pode indicar a camada mais externa.

Em:

backup.tar.gz

temos:

  • TAR: agrupamento;
  • GZ: compressão.

Ou seja:

arquivos
  ↓
TAR
  ↓
GZIP
  ↓
backup.tar.gz

Uma tabela de extensões nunca consegue ser absolutamente completa

Existem milhares de extensões.

Além disso, qualquer desenvolvedor pode criar um programa e decidir salvar seus arquivos como:

arquivo.xyzabc

A partir desse momento, essa extensão passa a ter significado dentro daquele software.

Por isso, este guia procura reunir:

  • formatos populares;
  • formatos profissionais;
  • formatos históricos;
  • formatos técnicos;
  • formatos encontrados em suporte de informática.

Extensões com a letra G

ExtensãoSignificado / tipoPrograma ou sistema comumObservação
.G3Fax Group 3Visualizadores específicosFormato antigo de fax
.GBGame Boy ROMEmuladores compatíveisImagem de cartucho
.GBAGame Boy Advance ROMEmuladores compatíveisImagem de cartucho
.GBCGame Boy Color ROMEmuladores compatíveisImagem de cartucho
.GCODEG-codeCura, PrusaSlicer, CNC toolsInstruções para máquinas
.GEOJSONGeoJSONQGIS, VS Code, apps webDados geográficos em JSON
.GEMRubyGemRubyGemsPacote Ruby
.GHONorton Ghost ImageGhost tools legadosImagem de backup antiga
.GHSGhost Span FileNorton GhostParte de imagem dividida
.GIFGraphics Interchange FormatNavegadores, editoresImagem/animacão
.GLBglTF BinaryBlender, visualizadores 3DModelo 3D binário
.GLTFglTFBlender, apps 3DModelo/cena 3D
.GMLGeography Markup LanguageQGIS, ArcGISDados geográficos XML
.GPGGNU Privacy Guard dataGnuPGArquivo criptográfico
.GPXGPS Exchange FormatGarmin, QGISTrilhas e rotas GPS
.GZGzip7-Zip, gzipArquivo comprimido

Extensões com a letra H

ExtensãoSignificado / tipoPrograma ou sistema comumObservação
.HHeader FileVisual Studio, GCCCabeçalho C/C++
.H5HDF5HDFView, Python, MATLABDados científicos
.HDFHierarchical Data FormatFerramentas científicasFamília HDF
.HDF5Hierarchical Data Format 5HDFView, PythonDados hierárquicos
.HDRHigh Dynamic Range ImagePhotoshop, BlenderImagem HDR
.HEICHigh Efficiency Image ContainerFotos, apps compatíveisMuito comum em iPhone
.HEIFHigh Efficiency Image File FormatApps modernosFamília de imagens HEIF
.HEXIntel HEX / dados hexadecimaisIDEs de microcontroladorFirmware/embarcados
.HTMHTMLNavegadoresPágina web
.HTMLHyperText Markup LanguageNavegadores, editoresPágina web
.HPPC++ HeaderIDEs e compiladoresCabeçalho C++

Extensões com a letra I

ExtensãoSignificado / tipoPrograma ou sistema comumObservação
.IAMInventor AssemblyAutodesk InventorMontagem CAD
.ICOWindows IconWindows, editoresÍcone
.ICSiCalendarOutlook, Google CalendarEvento/calendário
.IDXIndex FileDepende do contextoÍndice ou legenda
.IDMLInDesign Markup LanguageAdobe InDesignIntercâmbio de documentos
.IDWInventor DrawingAutodesk InventorDesenho técnico
.IFODVD InformationPlayers/DVD toolsEstrutura de DVD
.IGESInitial Graphics Exchange SpecificationCADs diversosIntercâmbio CAD
.IGSIGESCADs diversosMesma família de IGES
.IMGDisk Image7-Zip, apps de imagemImagem de disco genérica
.INDIndex FileDepende do softwareÍndice genérico
.INDDInDesign DocumentAdobe InDesignProjeto editorial
.INFSetup InformationWindowsInstalação/configuração de driver
.INIInitialization FileBloco de NotasConfiguração
.IPSWApple Device SoftwareFinder/iTunes em fluxos compatíveisFirmware iPhone/iPad
.IPTInventor PartAutodesk InventorPeça CAD
.ISOOptical Disc ImageWindows, Rufus, 7-ZipImagem de mídia

Extensões com a letra J

ExtensãoSignificado / tipoPrograma ou sistema comumObservação
.JARJava ArchiveJava RuntimePacote Java
.JAVAJava Source CodeIntelliJ, Eclipse, VS CodeCódigo-fonte
.JKSJava KeyStoreJava keytool/appsArmazena certificados/chaves
.JPEGJoint Photographic Experts GroupFotos, navegadoresImagem fotográfica
.JPGJPEGFotos, Paint, navegadoresMesmo formato geral de JPEG
.JP2JPEG 2000Editores compatíveisImagem JPEG 2000
.JSJavaScriptNavegadores, VS CodeCódigo/script
.JSEEncoded JavaScript ScriptWindows Script Host legadoScript codificado
.JSONJavaScript Object NotationVS Code, navegadoresDados estruturados
.JXLJPEG XLApps compatíveisFormato moderno de imagem

Extensões com a letra K

ExtensãoSignificado / tipoPrograma ou sistema comumObservação
.KDENLIVEKdenlive ProjectKdenliveProjeto de edição de vídeo
.KEYKey file / KeynoteDepende da origemPode ser chave criptográfica ou arquivo Apple Keynote
.KMLKeyhole Markup LanguageGoogle Earth, QGISDados geográficos
.KMZKML compactadoGoogle Earth, QGISPacote geográfico
.KTKotlin Source CodeIntelliJ, Android StudioCódigo Kotlin
.KTSKotlin ScriptIntelliJ, GradleScript Kotlin

Extensões com a letra L

ExtensãoSignificado / tipoPrograma ou sistema comumObservação
.LASLiDAR DataCloudCompare, QGISNuvem de pontos
.LAZCompressed LASCloudCompare, QGISLAS comprimido
.LCKLock FileDepende do softwareArquivo de bloqueio
.LDFSQL Server LogMicrosoft SQL ServerLog de transações
.LNKWindows ShortcutWindowsAtalho
.LOCKLock FileApps, bancos de dadosBloqueio
.LOGLog FileBloco de Notas, VS CodeRegistro de eventos
.LRCLyrics/Timed TextPlayers compatíveisTexto sincronizado; pode ter outras funções
.LUALua Source CodeEditores, LuaCódigo Lua

Extensões com a letra M

ExtensãoSignificado / tipoPrograma ou sistema comumObservação
.MMATLAB/Objective-C sourceMATLAB, XcodeDepende do contexto
.M2TSMPEG-2 Transport StreamVLC, editoresBlu-ray/câmeras
.M2VMPEG-2 VideoVLCVídeo sem áudio embutido em alguns fluxos
.M3UPlaylistVLC, playersLista de mídia
.M3U8UTF-8 M3U / HLS playlistVLC, navegadores/appsStreaming e playlists
.M4AMPEG-4 AudioVLC, iTunes, appsPode conter AAC ou ALAC
.M4VMPEG-4 VideoVLC, Apple appsVídeo MPEG-4
.MAPMap/Memory MapDepende do contextoJogos, compiladores ou GIS
.MARKDOWNMarkdownVS Code, editoresTexto formatado
.MATMATLAB DataMATLABDados de variáveis
.MDBMicrosoft Access DatabaseMicrosoft AccessBanco antigo
.MDMarkdownVS Code, GitHubTexto formatado
.MDFSQL Server DB / Disc ImageSQL Server ou apps de imagemSignificado depende do contexto
.MDSMedia DescriptorAlcohol 120%, apps de imagemAcompanha MDF em certos casos
.MIDMIDIPlayers, DAWsInstruções musicais
.MIDIMusical Instrument Digital InterfaceDAWs, playersDados MIDI
.MIGWindows Migration StoreWindows Easy Transfer legadoMigração
.MKVMatroska VideoVLC, MPC-HCContêiner multimídia
.MLTMLT Project/PlaylistKdenlive e apps compatíveisProjeto multimídia
.MOBIMobipocket eBookCalibre, Kindle legadoLivro digital
.MOVQuickTime MovieVLC, QuickTime, editoresVídeo
.MP3MPEG Audio Layer IIIVLC, playersÁudio comprimido
.MP4MPEG-4 Part 14VLC, players, navegadoresContêiner de vídeo/áudio
.MPEGMPEG VideoVLCVídeo
.MPGMPEG VideoVLCVariante de extensão
.MRIMGMacrium Reflect ImageMacrium ReflectImagem de backup
.MRBAKMacrium BackupMacrium ReflectBackup
.MSCMicrosoft Management ConsoleWindowsConsole administrativo
.MSIWindows Installer PackageWindows InstallerInstalação de software
.MSIXWindows App PackageWindowsPacote moderno
.MSIXBUNDLEMSIX BundleWindowsPacote com múltiplas variantes
.MTLOBJ Material LibraryBlender, apps 3DMateriais associados a OBJ
.MTSAVCHD VideoVLC, editoresCâmeras
.MXFMaterial Exchange FormatPremiere, DaVinci ResolveVídeo profissional

Algumas extensões da letra M exigem atenção especial

A letra M reúne vários casos clássicos de ambiguidade.

.MDF

Pode ser:

  • banco de dados principal do Microsoft SQL Server;
  • imagem de disco óptico em determinados programas.

O nome e a pasta ajudam muito.

Exemplo:

C:\SQLData\empresa.mdf

provavelmente é um banco SQL Server.

Já:

DVD\jogo.mdf
DVD\jogo.mds

sugere uma imagem de mídia óptica.


.M pode significar linguagens diferentes

Um arquivo:

calculo.m

pode ser código MATLAB.

Mas:

AppDelegate.m

em um projeto Apple antigo pode ser Objective-C.

Só a extensão não resolve a dúvida.


.KEY é outro caso importante

A extensão .key pode ter significados bem diferentes.

Pode ser:

  • uma chave criptográfica;
  • um arquivo relacionado ao Apple Keynote;
  • arquivo proprietário de algum software;
  • licença ou chave de produto em aplicações específicas.

Nunca conclua que todo .key contém uma chave privada.


.M3U8 não significa necessariamente vídeo

M3U8 é normalmente uma playlist textual codificada em UTF-8.

Em streaming HLS, ela pode apontar para segmentos de mídia.

Ou seja:

playlist.m3u8
      ↓
segmento1
segmento2
segmento3

O arquivo M3U8 pode ser pequeno porque ele descreve ou referencia a mídia, em vez de conter todo o vídeo.


.MKV, .MP4 e .MOV são contêineres

É importante reforçar uma ideia explicada anteriormente.

Essas extensões podem conter diferentes combinações de:

  • vídeo;
  • áudio;
  • legendas;
  • capítulos;
  • metadados.

Por isso:

video.mp4

não revela automaticamente qual codec foi utilizado.

Um MP4 pode conter vídeo codificado em tecnologias diferentes, desde que o contêiner e os aplicativos envolvidos deem suporte.


.MID não guarda uma gravação convencional

Um arquivo MIDI normalmente guarda instruções musicais.

Por exemplo:

nota
instrumento
duração
intensidade
tempo

Isso é diferente de gravar o som de um piano em MP3 ou WAV.

O resultado sonoro depende do sintetizador ou instrumento virtual que interpreta o MIDI.


.MSC é um arquivo administrativo do Windows

Vários comandos conhecidos do Windows terminam em .msc.

Exemplos:

services.msc
devmgmt.msc
eventvwr.msc
diskmgmt.msc

Esses arquivos são utilizados pelo Microsoft Management Console.

Eles podem abrir consoles administrativos específicos.


Megaíndice até aqui

Até esta parte já organizamos:

A, B, C, D, E, F, G, H, I, J, K, L e M.

Ainda faltam muitas extensões importantes, principalmente nas letras:

  • N;
  • O;
  • P;
  • Q;
  • R;
  • S;
  • T;
  • U;
  • V;
  • W;
  • X;
  • Y;
  • Z.

Megaíndice de extensões de arquivos de N até S

Continuando nosso índice alfabético, chegamos às letras N, O, P, Q, R e S. Esta é uma das maiores seções porque reúne formatos extremamente conhecidos, como PDF, PNG, PPTX, PSD, PST, RAR, REG, RTF, SQL, SRT, STL e SVG.


Extensões com a letra N

ExtensãoSignificado / tipoPrograma ou sistema comumObservação
.NCNetCDF / Numerical ControlPanoply, QGIS ou software CNCDepende do contexto
.NDFSQL Server Secondary DatabaseSQL ServerArquivo secundário de banco
.NDSNintendo DS ROMEmulador compatívelImagem de software Nintendo DS
.NEFNikon Electronic FormatNikon NX Studio, LightroomRAW de câmeras Nikon
.NESNES ROMEmuladores compatíveisImagem de cartucho
.NFOSystem Information / InformationMSInfo32 ou editor de textoPode ter diferentes significados
.NRGNero Disc ImageNero, ferramentas compatíveisImagem de mídia óptica
.NRWNikon RAWNikon NX Studio, LightroomRAW Nikon
.NUPKGNuGet PackageNuGet, Visual StudioPacote .NET
.NVDados/configuração proprietáriaDepende do softwareExtensão genérica
.NVRAMVirtual Machine NVRAMVMwareEstado/configuração de firmware virtual
.NPYNumPy ArrayPython/NumPyArray científico
.NPZNumPy ArchivePython/NumPyVários arrays em um pacote

.NC é um exemplo perfeito de extensão ambígua

Um arquivo:

clima.nc

em um laboratório pode ser um arquivo NetCDF contendo informações meteorológicas.

Já:

peca.nc

em uma indústria pode conter instruções para uma máquina CNC.

O programa que criou o arquivo e sua localização ajudam a descobrir seu significado.


Extensões com a letra O

ExtensãoSignificado / tipoPrograma ou sistema comumObservação
.OBJWavefront OBJ / Object FileBlender ou ferramentas de desenvolvimentoPode ter diferentes significados
.OCXActiveX ControlWindows/aplicações antigasComponente de software
.ODSOpenDocument SpreadsheetLibreOffice Calc, ExcelPlanilha
.ODPOpenDocument PresentationLibreOffice ImpressApresentação
.ODTOpenDocument TextLibreOffice Writer, WordDocumento
.OGAOgg AudioVLCÁudio
.OGGOggVLC, playersContêiner multimídia, muito usado para áudio
.OGVOgg VideoVLCVídeo
.OLMOutlook for Mac DataOutlook para MacArquivo de dados/exportação
.ONNXOpen Neural Network ExchangeONNX RuntimeModelo de IA
.OPDOWNLOADOpera Partial DownloadOperaDownload incompleto
.OPUSOpus AudioVLC, navegadoresÁudio comprimido
.ORCOptimized Row ColumnarSpark, HiveDados analíticos
.ORFOlympus RAWLightroom, editores RAWFotografia RAW
.OSTOffline Outlook Data FileOutlook clássicoDados locais sincronizados
.OTFOpenType FontWindows, apps gráficosFonte
.OVAOpen Virtual ApplianceVirtualBox, VMwarePacote de máquina virtual
.OVFOpen Virtualization FormatVirtualBox, VMware e outras plataformas compatíveisDescrição de máquina virtual
.OXPSOpenXPSVisualizadores compatíveisDocumento de layout fixo

OBJ também pode ter mais de um significado

No universo 3D:

modelo.obj

normalmente é um modelo Wavefront OBJ.

Em desenvolvimento de software, entretanto, extensões semelhantes podem ser utilizadas para arquivos de objeto produzidos durante compilação, especialmente .obj em ambientes Windows.

Portanto, um OBJ não deve ser automaticamente identificado como modelo 3D sem analisar sua origem.


ODT, ODS e ODP: a família OpenDocument

Essas três extensões são fáceis de memorizar:

ODT

Documento de texto.

ODS

Planilha.

ODP

Apresentação.

Podemos comparar:

Microsoft OfficeOpenDocument
.DOCX.ODT
.XLSX.ODS
.PPTX.ODP

A equivalência não significa que todos os recursos complexos sejam convertidos perfeitamente entre os formatos.


Extensões com a letra P

ExtensãoSignificado / tipoPrograma ou sistema comumObservação
.P12PKCS#12Windows, macOS, ferramentas PKICertificado/chaves
.P7BPKCS#7 CertificateWindows, ferramentas PKICertificados/cadeias
.P7CPKCS#7Ferramentas PKICertificados
.P7MPKCS#7/CMS MessageSoftware de assinaturaConteúdo assinado/protegido
.P7SPKCS#7/CMS SignatureClientes de e-mail/appsAssinatura digital
.PAKPackage FileJogos/enginesFormato dependente do software
.PARQUETApache ParquetSpark, DuckDB, PythonDados colunares
.PARTPartial DownloadNavegadores/appsArquivo incompleto
.PBProtocol Buffers / dados de aplicaçãoApps compatíveisSignificado depende do contexto
.PBFProtocolbuffer Binary FormatOpenStreetMap/appsTambém pode aparecer em outros sistemas
.PCFPortable Compiled FormatSistemas Unix/X11Fonte bitmap compilada
.PDFPortable Document FormatAcrobat Reader, navegadoresDocumento de layout fixo
.PEFPentax RAWLightroom, editores RAWFotografia RAW
.PEMPEM encoded dataOpenSSL, ferramentas PKIPode conter certificado ou chave
.PFBPrinter Font BinaryFerramentas de fontes legadasFonte Type 1
.PFMPrinter Font MetricsFerramentas legadasMétricas de fonte
.PGMPortable GraymapGIMP, ImageMagickImagem em tons de cinza
.PGPOpenPGP dataSoftware PGP/GnuPGCriptografia
.PHPPHP Source CodeVS Code, servidores PHPCódigo web
.PKGPackage FilemacOS e outros sistemasSignificado depende da plataforma
.PKLPython PicklePythonObjeto serializado
.PLPerl ScriptPerl, editoresCódigo Perl
.PLNArchicad ProjectArchicadProjeto BIM
.PLYPolygon File FormatMeshLab, BlenderModelo/nuvem de pontos
.PNGPortable Network GraphicsFotos, Paint, navegadoresImagem sem perdas
.PORSPSS PortableSPSSDados estatísticos legados
.POTPowerPoint Template antigoPowerPointModelo
.POTMPowerPoint Macro-Enabled TemplatePowerPointModelo com macros
.POTXPowerPoint TemplatePowerPointModelo moderno
.PPMPortable PixmapGIMP, ImageMagickImagem
.PPSPowerPoint ShowPowerPointApresentação antiga
.PPSMPowerPoint Macro-Enabled ShowPowerPointApresentação com macros
.PPSXPowerPoint ShowPowerPointAbre como apresentação
.PPTPowerPoint PresentationPowerPointFormato antigo
.PPTMPowerPoint Macro-Enabled PresentationPowerPointPode conter macros
.PPTXPowerPoint Open XML PresentationPowerPoint, LibreOfficeApresentação moderna
.PRJProject/Projection FileGIS e vários programasSignificado depende do contexto
.PRPROJPremiere Pro ProjectAdobe Premiere ProProjeto de vídeo
.PRTCAD PartCreo, NX e outrosDepende do sistema CAD
.PS1PowerShell ScriptPowerShellScript
.PSBPhotoshop Large DocumentPhotoshopDocumento grande
.PSDPhotoshop DocumentPhotoshopProjeto de imagem em camadas
.PSTOutlook Data FileOutlook clássicoE-mails, contatos e outros itens
.PTPyTorch data/modelPyTorchModelo ou dados
.PTHPyTorch/Python dataPyTorch/PythonContexto dependente
.PYPython Source CodePython, VS CodeCódigo-fonte
.PYCPython BytecodePythonBytecode compilado
.PYWPython Windowed ScriptPython no WindowsScript sem console tradicional

PDF — uma das extensões mais conhecidas do mundo

PDF significa:

Portable Document Format.

Seu objetivo principal é preservar a apresentação de um documento de maneira consistente entre diferentes dispositivos e sistemas.

Um PDF pode conter:

  • texto;
  • imagens;
  • fontes;
  • vetores;
  • formulários;
  • links;
  • assinaturas;
  • outros elementos.

Pode ser aberto com:

  • Adobe Acrobat Reader;
  • Microsoft Edge;
  • Google Chrome;
  • Firefox;
  • outros leitores PDF.

PDF não significa arquivo impossível de editar

Essa é uma confusão comum.

PDF foi pensado principalmente para distribuição e apresentação de documentos, mas existem ferramentas capazes de modificar determinados PDFs.

A facilidade de edição depende de como o documento foi produzido.

Um PDF gerado diretamente de um editor de texto é diferente de um PDF formado apenas por imagens digitalizadas.


PNG — imagem sem perdas

PNG significa:

Portable Network Graphics.

É muito utilizado em:

  • sites;
  • capturas de tela;
  • diagramas;
  • logotipos;
  • imagens com transparência.

Ao contrário do JPEG tradicional, PNG utiliza compressão sem perdas.

Isso não significa que PNG seja sempre a melhor opção.

Para fotografias grandes, JPEG, WebP ou AVIF podem produzir arquivos menores dependendo da necessidade.


PSD não é simplesmente uma imagem

Um arquivo Photoshop:

projeto.psd

pode armazenar:

  • camadas;
  • máscaras;
  • textos;
  • objetos;
  • efeitos;
  • ajustes.

Exportar esse projeto para:

imagem.jpg

gera uma imagem final, mas não preserva necessariamente toda a estrutura editável do PSD.


PST merece cuidado especial

Um PST pode conter anos de informações do Outlook.

Por isso, antes de:

  • apagar;
  • mover;
  • substituir;
  • importar;

é importante entender de qual perfil ou arquivo de dados ele veio.

PST não deve ser tratado como um documento comum apenas porque aparece como um único arquivo.


Extensões com a letra Q

ExtensãoSignificado / tipoPrograma ou sistema comumObservação
.QBBQuickBooks BackupQuickBooksBackup contábil
.QBWQuickBooks Company FileQuickBooksArquivo empresarial
.QCOWQEMU Copy-On-WriteQEMUDisco virtual
.QCOW2QEMU Copy-On-Write 2QEMU, KVM, ProxmoxDisco virtual
.QMDQuarto MarkdownQuarto, VS CodeDocumento técnico
.QPXFormato proprietário/contextualDepende do aplicativoNecessário identificar origem

QCOW2 não é uma máquina virtual completa

Um arquivo:

servidor.qcow2

normalmente representa um disco virtual.

A máquina virtual também possui configurações como:

  • quantidade de memória;
  • processadores virtuais;
  • interfaces de rede;
  • firmware;
  • controladores.

Portanto:

disco virtual ≠ máquina virtual completa

Extensões com a letra R

ExtensãoSignificado / tipoPrograma ou sistema comumObservação
.RR Source CodeR, RStudioCódigo estatístico
.RARRAR ArchiveWinRAR, 7-Zip e sistemas compatíveisArquivo compactado
.RAWRaw Data/Image/DiskDepende do contextoExtremamente genérico
.RDAR DataR/RStudioObjetos R
.RDATAR WorkspaceR/RStudioObjetos do ambiente
.RDSR Serialized ObjectR/RStudioObjeto serializado
.REGWindows Registry EntriesWindows Registry EditorDados para Registro
.RESResource FileFerramentas de desenvolvimentoRecursos compilados/contextuais
.RFARevit FamilyAutodesk RevitFamília BIM
.RAFFujifilm RAWLightroom, Capture OneFotografia RAW
.RMRealMediaVLCMídia legada
.RMVBRealMedia Variable BitrateVLCVídeo legado
.ROMROM ImageDepende do contextoFirmware, BIOS ou software
.RPMRPM PackageFedora, RHEL e outrosPacote Linux
.RTERevit TemplateAutodesk RevitModelo de projeto
.RTFRich Text FormatWord, WordPad compatível, LibreOfficeTexto formatado
.RVTRevit ProjectAutodesk RevitProjeto BIM
.RW2Panasonic RAWLightroom e editores RAWFotografia RAW

RAW não é uma extensão com significado único

O termo RAW é utilizado genericamente para dados “brutos”, mas fabricantes de câmeras usam extensões próprias.

Exemplos:

Fabricante/contextoExtensão comum
Canon.CR2, .CR3
Nikon.NEF
Sony.ARW
Fujifilm.RAF
Olympus.ORF
Panasonic.RW2
Pentax.PEF
Adobe.DNG

Um arquivo literalmente chamado .raw também pode representar outros tipos de dados binários.


REG — pequeno arquivo, grande impacto

Um arquivo .reg normalmente contém instruções de inclusão, alteração ou remoção de informações do Registro do Windows.

Pode ser visualizado como texto, mas sua importação pode modificar configurações do sistema ou de aplicativos.

Portanto, um REG desconhecido não deve ser importado apenas para “ver o que acontece”.


RTF — texto formatado sem ser DOCX

RTF significa:

Rich Text Format.

Permite armazenar elementos como:

  • fontes;
  • tamanhos;
  • negrito;
  • itálico;
  • parágrafos.

É mais sofisticado que TXT, mas diferente de DOCX.


Extensões com a letra S

ExtensãoSignificado / tipoPrograma ou sistema comumObservação
.SASSAS ProgramSASCódigo estatístico
.SAS7BDATSAS DatasetSASDados estatísticos
.SATACIS ModelCAD compatívelModelo sólido
.SAVSaved Game / SPSS Data / outrosJogo ou SPSSAltamente contextual
.SCRWindows Screen SaverWindowsPode conter código executável
.SESXAdobe Audition SessionAdobe AuditionProjeto de áudio
.SFCSuper Famicom/SNES ROMEmuladores compatíveisImagem de software
.SHShell ScriptBash, Linux/macOSScript
.SHPShapefile GeometryQGIS, ArcGISPrecisa frequentemente de arquivos auxiliares
.SHXShapefile IndexQGIS, ArcGISAcompanha SHP
.SIGSignature FileDepende do softwareAssinatura ou dados de verificação
.SLDASMSolidWorks AssemblySolidWorksMontagem CAD
.SLDDRWSolidWorks DrawingSolidWorksDesenho técnico
.SLDPRTSolidWorks PartSolidWorksPeça CAD
.SMCSNES ROM / dados contextuaisEmuladores compatíveisContexto dependente
.SNAPSnap PackageLinux/SnapPacote de aplicação
.SNUPKGNuGet Symbol PackageNuGetSímbolos de depuração
.SQLStructured Query LanguageSQL Server tools, MySQL tools, editoresScript/comandos SQL
.SQLITESQLite DatabaseSQLite, DB Browser for SQLiteBanco de dados
.SQLITE3SQLite DatabaseSQLiteBanco de dados
.SRTSubRip SubtitleVLC, Subtitle EditLegenda textual
.SSASubStation AlphaVLC, Subtitle EditLegenda
.STL3D meshCura, PrusaSlicer, BlenderMuito usado em impressão 3D
.STEPSTEP CADSolidWorks, FreeCAD, InventorIntercâmbio CAD
.STPSTEP CADSoftwares CADVariante de STEP
.SUBSubtitle/Data FileSubtitle Edit e outrosPode ter formatos diferentes
.SVGScalable Vector GraphicsNavegadores, Inkscape, IllustratorVetor baseado em XML
.SWPSwap/Recovery FileVimRecuperação temporária
.SYSWindows System/Driver FileWindowsComponente de sistema

SAV talvez seja uma das extensões mais ambíguas do índice

Considere:

pesquisa.sav

Pode ser um conjunto de dados do SPSS.

Já:

savegame.sav

provavelmente pertence a um jogo.

E outro programa pode simplesmente decidir utilizar .sav para seus próprios arquivos salvos.

Por isso:

SAV significa essencialmente “arquivo salvo” em muitos contextos, mas não define sozinho o formato interno.


SHP normalmente não deve viajar sozinho

Quando alguém envia apenas:

mapa.shp

o projeto GIS pode ficar incompleto.

Um conjunto típico pode conter:

mapa.shp
mapa.shx
mapa.dbf
mapa.prj

Cada arquivo cumpre uma função diferente.

Por isso, ao copiar ou fazer backup de shapefiles, é importante preservar os componentes relacionados.


SQL não é necessariamente um banco de dados

Um arquivo:

backup.sql

normalmente contém comandos SQL em texto.

Pode incluir instruções para:

  • criar tabelas;
  • inserir registros;
  • alterar estruturas;
  • reconstruir dados.

Ele não é necessariamente um banco operacional pronto para ser aberto como um .sqlite.

Em muitos casos, o SQL precisa ser executado ou importado por um sistema de banco de dados compatível.


SQLite é diferente

Um arquivo:

dados.sqlite

pode ser o próprio banco SQLite.

Ele pode conter internamente:

  • tabelas;
  • índices;
  • registros;
  • estrutura do banco.

Ferramentas como DB Browser for SQLite conseguem interpretar diretamente bancos compatíveis.


SCR merece atenção no Windows

A extensão .scr é historicamente associada a protetores de tela do Windows.

Entretanto, arquivos SCR podem conter código executável.

Portanto, um arquivo:

foto.scr

não deve ser confundido com uma imagem.

Mostrar as extensões no Explorador de Arquivos ajuda justamente a evitar confusões desse tipo.


SVG também não é uma imagem raster tradicional

Um SVG pode descrever formas através de elementos vetoriais.

Por exemplo:

círculo
linha
retângulo
texto
curva

Por isso, pode ser ampliado sem a pixelização típica de uma imagem raster.

Além disso, SVG é baseado em XML e pode incorporar recursos além de simples pixels estáticos. Isso significa que arquivos SVG desconhecidos também merecem tratamento cuidadoso quando usados em contextos web.


SRT é basicamente uma legenda textual

Um arquivo SRT normalmente contém blocos como:

1
00:00:02,000 --> 00:00:05,000
Primeira legenda.

2
00:00:06,000 --> 00:00:09,000
Segunda legenda.

Ele não contém o vídeo.

O player sincroniza os tempos do SRT com a reprodução.


STL não contém necessariamente o projeto CAD original

Imagine que uma peça foi criada no CAD:

peca.sldprt

e depois exportada:

peca.stl

O STL representa principalmente a superfície triangulada destinada ao intercâmbio ou fabricação.

Isso não significa que preserve toda a árvore paramétrica e os recursos editáveis do arquivo original.

Assim:

SLDPRT
   ↓ exportação
STL

não equivale a:

STL
   ↓
recuperação perfeita do SLDPRT

Até aqui já percorremos de A até S

O megaíndice agora cobre:

A – B – C – D – E – F – G – H – I – J – K – L – M – N – O – P – Q – R – S

Faltam as letras finais:

T – U – V – W – X – Y – Z

Mas ainda existem dezenas de formatos importantes nessa faixa.

Megaíndice final de extensões de arquivos de T até Z

Chegamos à última parte do megaíndice alfabético. Agora vamos das letras T até Z, incluindo formatos extremamente comuns no Windows, como TIFF, TTF, VHDX, VMDK, WAV, WebP, XLSX, XML, YAML, ZIP e vários outros.


Extensões com a letra T

ExtensãoSignificado / tipoPrograma ou sistema comumObservação
.TARTape Archive7-Zip, tarAgrupa arquivos; não implica compressão
.TAR.BZ2TAR + Bzip27-Zip, LinuxArquivo TAR comprimido
.TAR.GZTAR + Gzip7-Zip, LinuxMuito comum em Linux
.TAR.XZTAR + XZ7-Zip, LinuxTAR comprimido com XZ
.TAR.ZSTTAR + Zstandard7-Zip, ferramentas LinuxTAR comprimido com Zstandard
.TCXTraining Center XMLApps esportivosDados de treino/GPS
.TEXTeX/LaTeX SourceTeXstudio, OverleafDocumento científico/técnico
.TFTerraform ConfigurationTerraform, VS CodeInfraestrutura como código
.TFSTATETerraform StateTerraformEstado da infraestrutura
.TFVARSTerraform VariablesTerraformValores de variáveis
.TFLITETensorFlow Lite ModelTensorFlow LiteModelo de IA
.TGATruevision TGAGIMP, PhotoshopImagem raster
.TGZTAR + Gzip7-Zip, tarForma abreviada de .tar.gz
.TIBAcronis BackupAcronisImagem/backup
.TIBXAcronis Backup modernoAcronisFormato de backup
.TIFTagged Image File FormatFotos, Photoshop, GIMPMesmo grupo de TIFF
.TIFFTagged Image File FormatPhotoshop, GIMPImagem de alta qualidade
.TMPTemporary FileWindows/aplicativosArquivo temporário
.TOMLTom’s Obvious Minimal LanguageVS Code, editoresConfiguração estruturada
.TOPOJSONTopoJSONGIS, apps webDados geográficos
.TORRENTBitTorrent MetadataCliente BitTorrentMetadados de transferência
.TSTransport Stream / TypeScriptVLC ou IDEExtensão extremamente contextual
.TSVTab-Separated ValuesExcel, LibreOfficeDados separados por tabulação
.TTFTrueType FontWindows, editoresFonte
.TXZTAR.XZ7-Zip, LinuxArquivo compactado

TAR não significa necessariamente arquivo comprimido

Essa diferença é importante.

TAR foi criado para agrupar arquivos.

Imagine:

foto1.jpg
foto2.jpg
documento.txt
      ↓
arquivo.tar

O TAR reúne os arquivos.

Depois podemos aplicar compressão:

arquivo.tar
     ↓
GZIP
     ↓
arquivo.tar.gz

ou:

arquivo.tar
     ↓
XZ
     ↓
arquivo.tar.xz

Por isso .tar.gz possui duas partes importantes no nome.


.TS pode ser vídeo ou código-fonte

Considere:

video.ts

Ele pode ser um MPEG Transport Stream.

Já:

app.ts

dentro de um projeto web provavelmente contém código TypeScript.

Programas totalmente diferentes podem usar a mesma extensão.


TIFF e TIF são essencialmente a mesma família

Você pode encontrar:

imagem.tif

ou:

imagem.tiff

As duas extensões são associadas ao Tagged Image File Format.

TIFF é muito encontrado em:

  • digitalização;
  • editoração;
  • fotografia;
  • arquivamento;
  • impressão;
  • GIS.

Quando possui informações geográficas apropriadas, um TIFF também pode funcionar como GeoTIFF.


Extensões com a letra U

ExtensãoSignificado / tipoPrograma ou sistema comumObservação
.UASSETUnreal Engine AssetUnreal EngineRecurso de projeto
.UF2UF2 FirmwareDispositivos compatíveisFirmware para placas suportadas
.UMAPUnreal Engine MapUnreal EngineMapa/nível
.UNITYPACKAGEUnity PackageUnityPacote de recursos
.URLInternet ShortcutWindows/navegadorAtalho para endereço web
.USDUniversal Scene DescriptionApps 3D compatíveisCena 3D
.USDAUSD ASCIIApps 3DVariante textual de USD
.USDCUSD CrateApps 3DRepresentação binária
.USDZUSD PackageApps 3D/ARPacote de cena 3D

USD — Universal Scene Description

A família USD é utilizada para representar cenas 3D complexas.

Uma cena pode envolver:

  • modelos;
  • materiais;
  • hierarquias;
  • animações;
  • referências;
  • transformações.

Encontramos variantes como:

.usd

.usda

.usdc

.usdz

O USDZ é especialmente conhecido como formato empacotado utilizado em experiências 3D e realidade aumentada.


Extensões com a letra V

ExtensãoSignificado / tipoPrograma ou sistema comumObservação
.VBVisual Basic SourceVisual StudioCódigo-fonte
.VBSVBScriptWindows Script HostScript
.VCFvCardOutlook, contatosContato eletrônico
.VCSvCalendarApps de calendárioFormato de calendário legado
.VDIVirtualBox Disk ImageVirtualBoxDisco virtual
.VEGVEGAS ProjectVEGAS ProProjeto de vídeo
.VHDVirtual Hard DiskHyper-V, WindowsDisco virtual
.VHDXVirtual Hard Disk v2Hyper-V, WindowsDisco virtual moderno
.VMDKVirtual Machine DiskVMware e apps compatíveisDisco virtual
.VMEMVMware Virtual MemoryVMwareMemória virtual da VM
.VMSDVMware Snapshot MetadataVMwareMetadados de snapshot
.VMSNVMware Snapshot StateVMwareEstado de snapshot
.VMSSVMware Suspended StateVMwareEstado suspenso
.VMXVMware ConfigurationVMwareConfiguração da VM
.VOBDVD Video ObjectVLC, players de DVDVídeo/áudio de DVD
.VTTWebVTTNavegadores, playersLegenda para web

VHD e VHDX

VHD significa:

Virtual Hard Disk.

VHDX é uma evolução do formato utilizada principalmente em ambientes Microsoft modernos.

Esses arquivos podem funcionar como discos virtuais.

O Windows consegue trabalhar com VHD/VHDX em diversos cenários.

Eles também podem ser utilizados por:

  • Hyper-V;
  • sistemas de backup;
  • ambientes de teste;
  • virtualização.

VHDX não significa necessariamente máquina virtual

Um VHDX pode existir sem uma VM.

Ele pode ser simplesmente um disco virtual montável.

Portanto:

maquina.vhdx

não contém obrigatoriamente todas as configurações necessárias para recriar uma máquina virtual inteira.


VMDK — disco virtual VMware

VMDK significa:

Virtual Machine Disk.

É fortemente associado ao VMware, embora outras ferramentas de virtualização também consigam trabalhar com determinadas variantes.

Assim como VHDX, VMDK representa principalmente armazenamento virtual.


VCF — arquivo de contato

VCF é baseado no padrão vCard.

Pode armazenar informações como:

  • nome;
  • telefone;
  • e-mail;
  • empresa;
  • endereço;
  • outros campos de contato.

Exemplo:

cliente.vcf

Pode ser importado por diversos gerenciadores de contatos.


Extensões com a letra W

ExtensãoSignificado / tipoPrograma ou sistema comumObservação
.WARWeb Application ArchiveJava serversAplicação web Java
.WAVWaveform Audio File FormatVLC, AudacityÁudio
.WBKWord BackupMicrosoft WordBackup de documento
.WEBMWebMNavegadores, VLCContêiner multimídia
.WEBPWebP ImageNavegadores, editoresImagem web
.WHLPython Wheelpip/PythonPacote Python
.WMAWindows Media AudioVLC, playersÁudio
.WMFWindows MetafileWindows, OfficeGráfico/metafile
.WMVWindows Media VideoVLC, playersVídeo
.WOFFWeb Open Font FormatNavegadoresFonte web
.WOFF2Web Open Font Format 2NavegadoresFonte web compacta
.WPLWindows Media Player PlaylistMedia PlayerPlaylist
.WPSDocumento, frequentemente Microsoft WorksLibreOffice e ferramentas compatíveisContexto dependente
.WRLVRMLApps 3DCena/modelo 3D
.WSFWindows Script FileWindows Script HostScript
.WSHWindows Script Host SettingsWindowsConfiguração de script

WAV nem sempre significa áudio sem compressão

É comum dizer que:

WAV é áudio sem compressão.

Essa explicação é simplificada demais.

WAV funciona como um contêiner e pode armazenar diferentes formatos de áudio.

PCM sem compressão é extremamente comum dentro de WAV, mas não é a única possibilidade.


WebP — imagem criada para a web moderna

WebP pode oferecer:

  • compressão com perdas;
  • compressão sem perdas;
  • transparência;
  • animação.

É muito utilizado em sites porque pode reduzir o tamanho das imagens em vários cenários.

Por isso você pode baixar uma imagem de um site e encontrar:

foto.webp

em vez de:

foto.jpg

WOFF e WOFF2 não são documentos

Essas extensões representam fontes destinadas principalmente à web.

Um site pode carregar:

fonte.woff2

para apresentar determinada tipografia.

O navegador interpreta a fonte conforme as regras CSS da página.


Extensões com a letra X

ExtensãoSignificado / tipoPrograma ou sistema comumObservação
.X_BParasolid BinarySoftwares CADModelo CAD
.X_TParasolid TextSoftwares CADModelo CAD
.XCFGIMP ProjectGIMPProjeto editável
.XLSExcel SpreadsheetMicrosoft ExcelPlanilha antiga
.XLSBExcel Binary WorkbookMicrosoft ExcelPlanilha binária
.XLSMExcel Macro-Enabled WorkbookExcelPode conter macros
.XLSXExcel Open XML WorkbookExcel, LibreOfficePlanilha moderna
.XLKExcel BackupExcel legadoBackup
.XLTExcel TemplateExcelModelo antigo
.XLTMExcel Macro-Enabled TemplateExcelModelo com macros
.XLTXExcel TemplateExcelModelo moderno
.XMLExtensible Markup LanguageNavegadores, VS CodeDados estruturados
.XPSXML Paper SpecificationVisualizadores compatíveisDocumento de layout fixo
.XSDXML Schema DefinitionIDEs, editoresDefine estrutura XML
.XSLExtensible Stylesheet LanguageFerramentas XMLTransformação/apresentação
.XSLTXSL TransformationsNavegadores/ferramentas XMLTransformação de XML
.XSPFXML Shareable Playlist FormatPlayers compatíveisPlaylist
.XZXZ Compressed File7-Zip, xzCompressão

XLS, XLSX, XLSM e XLSB: qual é a diferença?

Essas extensões pertencem ao Excel, mas não são iguais.

XLS

Formato binário antigo do Excel.

XLSX

Formato moderno baseado na família Office Open XML.

XLSM

Semelhante ao XLSX, mas destinado a pastas de trabalho que podem conter macros VBA.

XLSB

Workbook binário do Excel.

Tabela rápida:

ExtensãoTipo
.XLSExcel antigo
.XLSXExcel moderno
.XLSMExcel moderno com macros
.XLSBExcel binário

Por que XLSM merece atenção?

Porque pode conter macros.

Isso não significa que todo XLSM seja malicioso.

Empresas utilizam macros legitimamente para:

  • automação;
  • relatórios;
  • cálculos;
  • integração de dados.

Mas um arquivo XLSM recebido de origem desconhecida merece mais cuidado que uma simples planilha de dados.


XML — estrutura, não finalidade

XML significa:

Extensible Markup Language.

Um XML pode representar praticamente qualquer conjunto de dados estruturados.

Exemplo simplificado:

<cliente>
    <nome>Maria</nome>
    <cidade>São Paulo</cidade>
</cliente>

Mas outro XML pode representar:

  • configuração;
  • nota fiscal;
  • catálogo;
  • dados de programa;
  • projeto;
  • integração entre sistemas.

Portanto, saber que algo é XML não informa automaticamente para que aquele arquivo serve.


XSD — regras para XML

Um XSD pode definir quais elementos e estruturas são esperados em determinado XML.

Podemos imaginar:

XML = dados
XSD = regras/estrutura esperada

Essa simplificação ajuda a compreender a relação entre os formatos.


Extensões com a letra Y

ExtensãoSignificado / tipoPrograma ou sistema comumObservação
.YAMLYAML data/configurationVS Code, editoresConfiguração estruturada
.YMLYAMLVS Code, editoresVariante curta

YAML e YML são diferentes?

Na prática, ambos são utilizados para arquivos YAML.

Exemplos:

config.yaml

e:

config.yml

podem representar o mesmo tipo de linguagem de serialização/configuração.

YAML aparece muito em:

  • Docker Compose;
  • Kubernetes;
  • GitHub Actions;
  • automação;
  • DevOps;
  • configuração de aplicações.

YAML depende de indentação

Um exemplo conceitual:

servidor:
  porta: 8080
  ambiente: producao

A estrutura utiliza indentação de forma significativa.

Por isso, espaços incorretos podem alterar ou invalidar um arquivo YAML.


Extensões com a letra Z

ExtensãoSignificado / tipoPrograma ou sistema comumObservação
.ZUnix Compress ArchiveFerramentas Unix, 7-ZipCompressão antiga
.ZIPZIP ArchiveWindows, 7-Zip, WinRARCompactação/arquivamento
.ZSTZstandard7-Zip, zstdCompressão moderna
.ZSAVCompressed SPSS DataIBM SPSS StatisticsDados estatísticos comprimidos

ZIP — muito mais que “pasta compactada”

ZIP é um formato de arquivamento capaz de armazenar:

  • arquivos;
  • pastas;
  • metadados;
  • conteúdo comprimido.

Exemplo:

documentos/
fotos/
planilha.xlsx
      ↓
backup.zip

O Windows consegue trabalhar diretamente com ZIP, embora programas especializados também ofereçam recursos adicionais.


Alguns formatos famosos são ZIP por dentro

Aqui aparece uma característica interessante.

Diversos formatos modernos funcionam essencialmente como pacotes estruturados baseados em ZIP.

Exemplos incluem formatos da família Office Open XML.

Um:

documento.docx

não é simplesmente um arquivo de texto.

Internamente ele reúne diversos componentes estruturados.

O mesmo princípio aparece em:

.XLSX

.PPTX

e vários outros formatos empacotados.

Isso explica por que trocar:

documento.docx

para:

documento.zip

pode permitir a inspeção da estrutura em determinados cenários técnicos.

Isso não converte DOCX em ZIP. O documento já utiliza uma estrutura de pacote baseada em ZIP; a alteração do nome apenas pode permitir que uma ferramenta de arquivamento tente interpretá-la dessa maneira.


ZST — Zstandard

Zstandard, ou zstd, é um algoritmo de compressão moderno.

A extensão comum é:

.zst

Também encontramos arquivos compostos como:

backup.tar.zst

Nesse exemplo:

  • TAR agrupa;
  • Zstandard comprime.

O megaíndice A–Z está completo?

Agora cobrimos todas as letras do alfabeto, mas isso não significa que listamos todas as extensões existentes.

Seria praticamente impossível criar uma lista definitiva.

Existem:

  • milhares de formatos históricos;
  • extensões proprietárias;
  • extensões internas de jogos;
  • formatos científicos específicos;
  • arquivos de equipamentos industriais;
  • extensões criadas por empresas;
  • extensões usadas apenas por uma versão de um software.

Além disso, um desenvolvedor pode criar uma extensão própria.

Imagine um sistema interno da empresa VMIA que decidisse armazenar dados como:

cliente.vmia

A extensão .vmia passaria a ter significado dentro daquele programa, mesmo sem existir como padrão universal.


Quantas extensões de arquivo existem?

Não existe um número definitivo.

Novos programas e formatos continuam surgindo, enquanto formatos antigos deixam de ser utilizados.

Por isso, a pergunta mais útil não é:

“Quantas extensões existem?”

Mas:

“Como descobrir corretamente o que é qualquer arquivo que eu encontrar?”

E essa será justamente a próxima etapa deste guia.


Como descobrir qual é o tipo de um arquivo, qual programa abre e se a extensão está correta

Depois de conhecer centenas de extensões, surge uma questão prática:

o que fazer quando encontramos uma extensão que não conhecemos?

Não é necessário decorar todo o megaíndice deste artigo.

O mais importante é entender como investigar um arquivo.

No Windows 11, podemos analisar:

  • nome completo;
  • extensão;
  • propriedades;
  • programa associado;
  • pasta de origem;
  • arquivos relacionados;
  • estrutura interna;
  • assinatura do formato.

Com essas informações, normalmente conseguimos descobrir o que estamos analisando.


Primeiro passo: faça o Windows 11 mostrar as extensões

O Windows pode ocultar extensões de tipos conhecidos.

Nesse caso, você vê:

relatorio

quando o nome completo pode ser:

relatorio.docx

Para mostrar as extensões no Windows 11:

  1. Abra o Explorador de Arquivos.
  2. Clique em Exibir.
  3. Entre em Mostrar.
  4. Ative Extensões de nomes de arquivos.

Depois disso, nomes como:

foto.jpg
planilha.xlsx
manual.pdf
instalador.exe
backup.zip

ficam muito mais fáceis de identificar.


Por que mostrar as extensões é importante?

Porque o nome visível e o ícone podem enganar.

Imagine um arquivo chamado:

documento.pdf.exe

Se a extensão conhecida estiver escondida, a apresentação do nome pode dificultar a percepção de que o sufixo final é .exe.

A extensão efetiva nesse exemplo é:

.exe

e não:

.pdf

Mostrar extensões ajuda o usuário a entender melhor o tipo de arquivo com o qual está lidando.


O último ponto normalmente merece atenção

Considere:

backup.tar.gz

Temos uma extensão composta.

TAR representa o arquivo de arquivamento e GZ indica a camada de compressão.

Agora considere:

relatorio.pdf.exe

O sufixo final é EXE.

Portanto, não devemos analisar apenas a primeira extensão que reconhecemos visualmente.


Segundo passo: observe de onde o arquivo veio

A pasta pode revelar muito.

Compare:

C:\Fotos\ferias\imagem.raw

com:

C:\MaquinasVirtuais\disco.raw

O primeiro pode estar relacionado a uma imagem.

O segundo pode ser uma imagem bruta de disco.

A extensão é a mesma.

O contexto é diferente.


Veja quais arquivos estão ao lado

Arquivos relacionados também ajudam na identificação.

Exemplo:

mapa.shp
mapa.shx
mapa.dbf
mapa.prj

O conjunto indica fortemente um shapefile GIS.

Outro exemplo:

filme.bin
filme.cue

sugere uma imagem de mídia descrita por um CUE.

E:

modelo.obj
modelo.mtl
textura.png

sugere um projeto/modelo 3D.


Terceiro passo: abra as Propriedades

Clique com o botão direito no arquivo e escolha:

Propriedades

O Windows pode mostrar informações como:

  • tipo de arquivo;
  • tamanho;
  • localização;
  • datas;
  • programa associado.

Isso ajuda a descobrir como o sistema está tratando aquele arquivo.

Mas existe uma diferença importante.


“Tipo de arquivo” do Windows não é análise profunda do conteúdo

O Windows frequentemente determina o tipo principalmente pela extensão e pelas associações registradas.

Isso significa que ver:

Documento PDF

não prova sozinho que o conteúdo interno seja realmente um PDF válido.

Se alguém simplesmente renomear:

imagem.jpg

para:

imagem.pdf

o arquivo não se transforma magicamente em PDF.


Renomear não é converter

Essa é uma das regras mais importantes deste guia.

Imagine:

foto.jpg

Renomear para:

foto.png

não executa uma conversão JPEG → PNG.

Você mudou o nome.

Não necessariamente o formato interno.

A conversão real exige que um programa:

  1. interprete o formato original;
  2. processe os dados;
  3. grave um novo arquivo no formato de destino.

Um exemplo simples

Conversão real:

foto.jpg
   ↓
editor/conversor
   ↓
foto.png

Renomear:

foto.jpg
   ↓
trocar o nome
   ↓
foto.png

são operações completamente diferentes.


Quarto passo: verifique o programa associado

O Windows mantém associações entre extensões e aplicativos.

Por exemplo:

.pdf → leitor PDF
.jpg → visualizador de imagens
.mp3 → player
.txt → editor de texto

Quando você dá dois cliques, o Windows consulta essa associação para decidir qual aplicativo deve receber o arquivo.


Associação não define o formato

Imagine que você configure o VLC como programa padrão para MP3.

O MP3 não “vira arquivo VLC”.

O VLC apenas se torna o aplicativo escolhido para abrir aquela extensão.

O mesmo acontece se você mudar o leitor padrão de PDF.

O formato continua PDF.


Por que o ícone mudou?

Muitas vezes, o ícone exibido pelo Windows está relacionado ao aplicativo associado.

Se você trocar o programa padrão de PDF, o ícone dos PDFs pode mudar.

Isso não significa que todos os arquivos foram convertidos.

A associação mudou.

O conteúdo permaneceu igual.


Como usar “Abrir com”

Quando existe mais de um programa compatível:

  1. clique com o botão direito no arquivo;
  2. escolha Abrir com;
  3. selecione o aplicativo apropriado.

Se necessário, você pode definir outro aplicativo como padrão para aquela extensão.


“Escolher um aplicativo no computador”

Essa opção é útil quando o programa existe, mas o Windows não criou corretamente a associação.

Por exemplo, um formato técnico pode ser compatível com um software instalado sem aparecer imediatamente na lista de sugestões.


Cuidado com “sempre usar este aplicativo”

Se você escolher um programa inadequado e definir como padrão, o Windows passará a tentar abrir todos os arquivos daquela extensão com ele.

Isso não corrompe automaticamente os arquivos.

Normalmente apenas cria uma associação inconveniente.


“Não há aplicativo associado a este arquivo”

Essa mensagem pode aparecer quando:

  • nenhum programa compatível está instalado;
  • a associação foi removida;
  • a extensão é desconhecida;
  • o programa que criava o arquivo foi desinstalado.

O primeiro passo não deve ser escolher qualquer aplicativo aleatoriamente.

Primeiro descubra o formato.


Arquivos proprietários precisam do programa original?

Frequentemente, sim.

Considere:

.PSD

.INDD

.PRPROJ

.SLDPRT

.RVT

Esses formatos foram criados para aplicações específicas.

Outros programas podem oferecer algum grau de importação, mas isso não garante compatibilidade total.


Formato aberto versus formato proprietário

Alguns formatos possuem especificações amplamente documentadas e implementadas por vários programas.

Outros dependem fortemente de um software específico.

Isso explica por que:

foto.jpg

abre em dezenas de aplicativos, enquanto um projeto técnico especializado pode exigir um programa específico e até uma versão compatível.


A versão do programa também pode importar

Imagine que um projeto foi criado em uma versão mais recente de determinado software.

Uma versão antiga pode:

  • não abrir;
  • solicitar conversão;
  • perder recursos;
  • informar incompatibilidade.

Portanto, “tenho o programa correto” nem sempre significa “tenho uma versão compatível”.


O que são assinaturas de arquivos?

Muitos formatos possuem padrões identificáveis no início ou em regiões específicas do arquivo.

Esses padrões são frequentemente chamados de:

file signatures

ou, informalmente:

magic numbers.

Eles ajudam programas e ferramentas de análise a identificar o conteúdo independentemente do nome.


Exemplo conceitual

Imagine dois arquivos:

documento.pdf

e:

documento.xyz

Se o segundo tiver internamente a estrutura esperada de um PDF, uma ferramenta de identificação pode perceber que o conteúdo se parece com PDF mesmo que a extensão esteja errada.


Extensão versus assinatura

Podemos simplificar assim:

EXTENSÃO
↓
o nome diz o que o arquivo deveria ser

ASSINATURA/ESTRUTURA
↓
o conteúdo ajuda a revelar o que ele realmente é

As duas informações juntas fornecem uma identificação muito melhor.


Nem todo formato possui uma assinatura simples

Também não podemos imaginar que todos os arquivos tenham quatro bytes mágicos que resolvem qualquer dúvida.

Alguns formatos:

  • não possuem assinatura exclusiva;
  • compartilham estruturas;
  • são contêineres;
  • dependem de metadados;
  • precisam ser analisados de forma mais profunda.

DOCX, XLSX e PPTX são ótimos exemplos

Esses formatos fazem parte da família Office Open XML e utilizam pacotes estruturados.

Internamente encontramos múltiplos componentes.

Por isso, uma ferramenta que examine apenas a camada externa pode reconhecer características de ZIP.

Mas isso não significa que:

arquivo.docx

seja simplesmente um ZIP comum sem estrutura específica.

O conteúdo interno e sua organização definem o documento Office.


Como investigar DAT

Quando encontrar:

arquivo.dat

não pesquise apenas:

programa para abrir DAT

Primeiro pergunte:

  • de qual programa veio?
  • está dentro de qual pasta?
  • existem arquivos relacionados?
  • qual é o tamanho?
  • foi criado junto com qual aplicativo?

DAT significa essencialmente “dados” em muitos programas.


Como investigar BIN

Faça a mesma coisa.

BIN pode ser:

  • firmware;
  • imagem de mídia;
  • ROM;
  • dados de aplicativo;
  • conteúdo binário proprietário.

Perguntar apenas “qual programa abre BIN?” não tem uma resposta universal.


Como investigar DB

DB sugere algum tipo de armazenamento de dados, mas também é genérico.

Pode ser:

  • SQLite;
  • cache;
  • catálogo;
  • banco proprietário;
  • arquivo interno.

Se for SQLite, ferramentas compatíveis poderão reconhecer sua estrutura.

Se for um banco proprietário, talvez apenas o aplicativo original consiga interpretá-lo.


Abrir um arquivo desconhecido no Bloco de Notas resolve?

Às vezes ajuda, mas não é uma técnica universal.

Arquivos textuais como:

.TXT

.INI

.LOG

.JSON

.XML

.CSV

.YAML

podem ser legíveis.

Arquivos binários podem mostrar caracteres aparentemente aleatórios.

Isso não significa necessariamente corrupção.

Significa apenas que um editor de texto não é a ferramenta adequada para interpretar aquele conteúdo.


Texto versus binário

Arquivo textual:

nome=Maria
cidade=São Paulo

Arquivo binário, quando interpretado incorretamente como texto, pode parecer:

ÿØ...JFIF...▒▒▒...

O segundo pode estar perfeitamente saudável.

O problema é apenas a forma como estamos tentando visualizá-lo.


Como saber se um arquivo está corrompido?

Não existe um teste único para todos os formatos.

Sinais possíveis incluem:

  • programa informa formato inválido;
  • arquivo termina inesperadamente;
  • tamanho incompatível com o esperado;
  • verificação interna falha;
  • conteúdo está incompleto;
  • checksum esperado não confere;
  • estrutura interna não pode ser interpretada.

Mas uma mensagem de erro também pode indicar incompatibilidade de software, não corrupção.


Arquivo não abre: principais causas

Quando um arquivo não abre, considere pelo menos estas hipóteses:

  1. programa incorreto;
  2. associação errada;
  3. versão incompatível;
  4. arquivo incompleto;
  5. extensão incorreta;
  6. arquivo corrompido;
  7. dependências ausentes;
  8. arquivo protegido;
  9. formato proprietário;
  10. conteúdo diferente do que o nome sugere.

Download incompleto pode parecer arquivo corrompido

Imagine que você esperava:

video.mp4

mas encontrou:

video.mp4.crdownload

O problema provavelmente não é o player.

O download ainda pode estar incompleto.

O mesmo raciocínio vale para extensões como:

.part

.download

e outras criadas por aplicativos.


Arquivos de projeto podem depender de outros arquivos

Um projeto de vídeo pode abrir, mas mostrar:

mídia ausente

Isso não significa necessariamente que o projeto esteja corrompido.

O projeto pode conter referências para:

video1.mp4
audio.wav
logo.png
entrevista.mov

Se esses arquivos foram movidos, o editor precisa localizá-los novamente.


O mesmo acontece em projetos 3D

Um OBJ pode depender de:

modelo.obj
modelo.mtl
textura.jpg

Copiar apenas o OBJ pode resultar em um modelo sem materiais ou texturas.


E acontece em GIS

Copiar somente:

mapa.shp

pode deixar informações importantes para trás.

O conjunto pode precisar de:

mapa.shx
mapa.dbf
mapa.prj

entre outros arquivos auxiliares.


Arquivos que merecem atenção antes de executar

Algumas extensões podem representar código, scripts, instaladores ou alterações de configuração.

Exemplos:

.EXE

.MSI

.MSIX

.SCR

.COM

.BAT

.CMD

.PS1

.VBS

.JS

.WSF

.REG

Isso não significa que esses formatos sejam maliciosos.

São utilizados legitimamente todos os dias.

O ponto é outro:

não trate um arquivo executável ou script desconhecido como se fosse apenas um documento para visualização.


Documentos também podem conter recursos ativos

Alguns formatos indicam explicitamente suporte a macros.

Exemplos:

.DOCM

.XLSM

.PPTM

.DOTM

.XLTM

.POTM

Isso não significa que esses arquivos sejam perigosos por definição.

Macros são utilizadas para automação legítima.

Porém, documentos inesperados de origem desconhecida merecem cuidado.


Extensão dupla merece atenção

Considere:

boleto.pdf.exe

ou:

foto.jpg.scr

A extensão final é:

.exe

ou:

.scr

respectivamente.

Esse é mais um motivo para manter a exibição de extensões ativada no Windows.


Arquivos sem extensão

Nem todo arquivo precisa ter extensão.

Exemplos comuns:

README
LICENSE
Dockerfile
Makefile

Nesses casos, precisamos analisar:

  • nome;
  • conteúdo;
  • pasta;
  • software associado ao projeto.

O Windows pode abrir arquivo sem extensão?

Sim, desde que um programa consiga interpretar o conteúdo e o usuário o abra de maneira apropriada.

A ausência de extensão não significa que o arquivo esteja danificado.


O que fazer quando ninguém sabe qual programa criou o arquivo?

Podemos seguir uma sequência de investigação:

arquivo desconhecido
        ↓
ver nome completo
        ↓
identificar extensão
        ↓
analisar pasta/origem
        ↓
observar arquivos relacionados
        ↓
verificar propriedades
        ↓
pesquisar o formato
        ↓
analisar assinatura/estrutura
        ↓
identificar aplicativo compatível

Esse método é muito mais confiável que instalar o primeiro “abridor universal de arquivos” encontrado na internet.


Existe programa que abre qualquer extensão?

Não de forma completa.

Programas como editores de texto, compactadores, players multimídia e visualizadores conseguem reconhecer muitos formatos.

Mas nenhum programa consegue interpretar perfeitamente todos os formatos existentes.

Pense na diversidade deste próprio guia:

  • Word;
  • Excel;
  • Photoshop;
  • AutoCAD;
  • bancos SQL;
  • máquinas virtuais;
  • firmware;
  • áudio;
  • vídeo;
  • modelos 3D;
  • GIS;
  • certificados;
  • código-fonte.

São estruturas completamente diferentes.


FAQ — Perguntas frequentes sobre extensões de arquivos

O que é extensão de arquivo?

É a parte final do nome, normalmente localizada depois do último ponto, utilizada para ajudar a identificar o tipo ou formato.

Exemplos:

foto.jpg
manual.pdf
planilha.xlsx
video.mp4

Para que serve uma extensão?

Ela ajuda sistemas e programas a identificar como determinado arquivo deve ser tratado.

O Windows também utiliza extensões para manter associações com aplicativos.


Qual é a extensão de um arquivo chamado foto.jpg?

A extensão é:

.jpg


E em backup.tar.gz?

É um nome com sufixos compostos.

.gz indica a camada de compressão mais externa, enquanto .tar informa que o conteúdo foi agrupado como um arquivo TAR antes da compressão.


Posso mudar JPG para PNG apenas renomeando?

Não.

Renomear não realiza uma conversão real.

É necessário usar um programa capaz de ler JPG e exportar ou salvar em PNG.


Posso transformar DOCX em PDF mudando a extensão?

Não.

É necessário exportar, imprimir para PDF ou utilizar um conversor apropriado.


Por que não vejo as extensões no Windows 11?

O Explorador pode ocultar extensões conhecidas.

Ative:

Explorador de Arquivos → Exibir → Mostrar → Extensões de nomes de arquivos.


Por que o ícone do meu PDF mudou?

Provavelmente o aplicativo associado ao PDF mudou.

Isso não significa que o arquivo tenha sido convertido.


O que é associação de arquivo?

É a relação entre uma extensão e o aplicativo que o sistema utiliza por padrão para abri-la.


Todo BIN é firmware?

Não.

BIN é uma extensão genérica para dados binários e pode ter muitos significados.


Todo DAT abre com o mesmo programa?

Não.

Cada aplicação pode utilizar DAT de maneira diferente.


Todo DB é SQLite?

Não.

DB é uma extensão genérica utilizada por diversos bancos, caches e aplicações.


EXE é vírus?

Não.

EXE é um formato executável normal do Windows.

Programas legítimos utilizam EXE diariamente. A origem e a integridade do arquivo são o que precisam ser avaliadas.


SCR é apenas protetor de tela?

SCR é associado a protetores de tela do Windows, mas pode conter código executável. Por isso, arquivos SCR desconhecidos merecem o mesmo cuidado aplicado a executáveis.


XLSM é vírus?

Não.

XLSM é uma pasta de trabalho do Excel que pode conter macros.

Macros possuem usos legítimos, mas arquivos inesperados de origem desconhecida devem ser tratados com cautela.


DLL é um programa?

DLL significa Dynamic-Link Library.

Normalmente fornece código e recursos utilizados por outros componentes. Em geral, o usuário não abre uma DLL como abriria um documento.


SYS é um driver?

Muitos arquivos SYS estão relacionados a drivers e componentes de baixo nível do Windows, embora a função exata dependa do arquivo.


Por que alguns arquivos não têm extensão?

Alguns sistemas e ferramentas não dependem de extensões para identificar arquivos.

README, LICENSE, Dockerfile e Makefile são exemplos conhecidos.


O que significa “formato de arquivo”?

Formato é a estrutura utilizada para organizar os dados dentro do arquivo.

Extensão é uma convenção de nomenclatura utilizada para ajudar a identificar esse formato.


Extensão e formato são a mesma coisa?

Não exatamente.

Um arquivo pode ter uma extensão errada.

Por exemplo, renomear um JPEG como PDF muda o nome, mas não reestrutura seu conteúdo como PDF.


O que são magic numbers?

São sequências ou padrões utilizados por determinados formatos para ajudar na identificação do conteúdo.

Também são conhecidos no contexto de assinaturas de arquivos.


Como descobrir uma extensão desconhecida?

Verifique:

  • extensão completa;
  • origem;
  • pasta;
  • programa que criou o arquivo;
  • arquivos vizinhos;
  • propriedades;
  • assinatura ou estrutura interna quando necessário.

Por que um arquivo abre em vários programas?

Porque diferentes aplicativos podem implementar suporte ao mesmo formato.

JPEG, PNG, PDF e MP3 são exemplos de formatos com amplo suporte.


Por que determinado arquivo só abre em um programa?

Ele pode utilizar um formato proprietário ou recursos específicos daquele software.


Um arquivo antigo pode parar de abrir?

Pode.

O formato pode ter sido abandonado ou a versão atual do programa pode ter alterado o suporte.

Nesses casos, pode ser necessário utilizar ferramentas compatíveis ou realizar uma conversão adequada.


Um arquivo pode ter várias extensões?

O nome pode conter vários pontos e sufixos.

Exemplo:

backup.sql.gz

Nesse caso, podemos ter um arquivo SQL comprimido com Gzip.


Qual é a extensão mais perigosa?

Não existe uma única extensão que determine se um arquivo é seguro ou malicioso.

Entretanto, executáveis, scripts e documentos com recursos ativos merecem atenção especial quando a origem é desconhecida.


Conclusão — A extensão é o começo da identificação, não o fim

Extensões de arquivos parecem um detalhe simples do Windows, mas escondem um universo enorme.

Um .JPG pode representar uma fotografia.

Um .DOCX, um documento.

Um .VHDX, um disco virtual.

Um .DWG, um projeto CAD.

Um .GPX, uma trilha GPS.

Um .PFX, um pacote de certificado.

Um .PARQUET, milhões de registros para análise.

Um .BIN, por outro lado, pode significar tantas coisas diferentes que a extensão praticamente obriga a investigar o contexto.

Essa é a principal conclusão deste guia:

a extensão ajuda a identificar o arquivo, mas nunca devemos ignorar sua origem, estrutura e contexto.

Também aprendemos que trocar a extensão não converte um formato, que o programa padrão não determina o conteúdo e que o ícone exibido pelo Windows pode mudar apenas porque uma associação foi alterada.

Ao encontrar um arquivo desconhecido, não precisamos testar programas aleatoriamente.

Podemos investigar de maneira organizada:

nome → extensão → origem → contexto → formato → programa compatível.

Esse método reduz erros e torna muito mais fácil entender praticamente qualquer arquivo encontrado no Windows 11.


Precisa de ajuda para abrir, recuperar ou identificar um arquivo no Windows?

A VMIA – Manutenção e Configuração trabalha com diagnóstico e suporte técnico para Windows, programas, arquivos, backups, configurações e problemas de associação de formatos.

Se um arquivo importante deixou de abrir, o Windows perdeu a associação correta, um programa antigo não reconhece mais seus documentos ou você precisa descobrir qual software gerou determinado arquivo, uma análise técnica pode evitar tentativas que compliquem ainda mais o problema.

A VMIA oferece atendimento com agendamento, incluindo suporte remoto e atendimento técnico na região de São Paulo.

VMIA – Manutenção e Configuração
Vila Mariana – São Paulo – SP
Telefone e WhatsApp: (11) 99779-7772
E-mail: suporte@vmia.com.br

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